“Há um polvo do PS entranhado na Proteção Civil em Portugal”

A tempestade 'Kristin' deixou vítimas mortais e voltou a expor falhas graves na resposta do Estado. No Parlamento, o líder parlamentar do CHEGA acusou o PS de ter uma “memória curta” e de nunca ter corrigido erros estruturais que continuam a custar vidas.

© Folha Nacional

O líder parlamentar do CHEGA, Pedro Pinto, apontou o dedo ao Partido Socialista, responsabilizando-o pela resposta ao mau tempo extremo que atingiu Portugal na última noite, causando vítimas mortais e elevados prejuízos materiais. Para o deputado, o país voltou a ser confrontado com “uma sucessão de falhas que se repetem há anos”.

“O PS tem memória curta”, afirmou Pedro Pinto esta quinta-feira em plenário, no Parlamento, evocando os incêndios de Pedrógão Grande, em 2017. “Onde é que o PS andou nessa altura? António Costa estava de férias e as populações ficaram entregues a si próprias”, acusou, apontando ainda a existência de “um polvo entranhado na Proteção Civil”.

Pedro Pinto não poupou nas palavras ao atribuir responsabilidades políticas. “O PS é o grande culpado pela maioria das tragédias que têm acontecido em Portugal. Há um polvo do PS entranhado na Proteção Civil em Portugal”, disse, sublinhando que, para o CHEGA, “o foco são as pessoas e não a propaganda”.

Na sua intervenção, o líder parlamentar considerou que a resposta à tempestade ‘Kristin’ voltou a expor fragilidades estruturais do Estado. “Falhou o Estado, falhámos todos nós”, afirmou, apontando diretamente ao SIRESP, que “voltou a falhar, como já tinha falhado no tempo do PS”.

As declarações reacendem o debate sobre a eficácia da Proteção Civil, a capacidade de resposta do país a fenómenos climáticos extremos e a responsabilidade política acumulada ao longo de vários anos. Para o CHEGA, a mensagem é clara: sem uma rutura efetiva com o passado, as tragédias continuarão a repetir-se e quem paga o preço são sempre os cidadãos.

Últimas de Política Nacional

Na mais recente sondagem da Aximage, o CHEGA volta a subir para valores históricos, consolidando-se como segunda força política, com 26,2% das intenções de voto. Em empate técnico com o PS, que retém para si 28,7% das intenções, o CHEGA ultrapassa o PSD, que cai para terceiro lugar, com apenas 25% das intenções. No que […]

O Governo vai avançar com seis milhões de euros para financiar projetos especificamente dirigidos às comunidades ciganas, ao mesmo tempo que milhares de famílias trabalhadoras portuguesas continuam a enfrentar salários baixos, dificuldades no acesso à habitação, longas listas de espera no Serviço Nacional de Saúde e uma carga fiscal cada vez mais pesada.
O CHEGA deu entrada de um requerimento para a convocação urgente da Comissão Permanente da Assembleia da República, com vista à audição do Ministro da Administração Interna, Luís Neves, e da Ministra da Justiça.
Com 132 projetos de lei apresentados na primeira sessão legislativa, a bancada de André Ventura tornou-se a mais produtiva da Assembleia da República. O CHEGA entregou o dobro das iniciativas do PS e superou, de forma destacada, todos os restantes partidos com representação parlamentar.
Para o CHEGA, o Estado não pode continuar a privilegiar quem “não quer fazer nada”, defendendo, por isso, a criação de um “plano nacional de combate à subsidiodependência”.
Líder do CHEGA acusa Luís Montenegro de ignorar os problemas dos portugueses, questiona a confiança política no ministro da Administração Interna e afirma que o Governo está em “acelerada decomposição”.
O presidente do CHEGA disse esperar ter uma conversa com o primeiro-ministro sobre as alegadas ameaças do ministro da Administração Interna (MAI), negadas pelo próprio, e vai convocar os órgãos nacionais para decidir eventuais ações.
A decisão do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa de condenar o Estado português ao pagamento de uma indemnização de 15 mil euros ao antigo primeiro-ministro José Sócrates constitui, para o partido CHEGA, "um sinal preocupante para a credibilidade da justiça". O PSD defende o cumprimento das decisões dos tribunais.
O debate parlamentar de 27 de maio, dedicado ao SIRESP, ficou marcado por um momento de grande tensão. Depois de André Ventura ter acusado o Governo de esconder informação sobre o Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), o ministro da Administração Interna, Luís Neves, foi captado a ameaçar o Presidente do CHEGA: “Vais pagá-las todas!”
Líder do CHEGA acusa o primeiro-ministro de falta de empatia perante os incêndios, a crise da água em Almada e o aumento do custo de vida. André Ventura garante ainda que o partido não se deixará intimidar pelas alegadas ameaças do ministro da Administração Interna.