Greve na função pública começa hoje a ter impacto em hospitais e recolha do lixo

©Frente comum

A greve nacional dos funcionários públicos, que começa às 00:00 de sexta-feira terá os seus primeiros impactos ainda hoje ao final do dia, sobretudo nos hospitais e nos serviços de recolha de lixo, segundo a Frente Comum.

“A greve começa à entrada do turno da noite de hoje, com os trabalhadores da área da saúde e da recolha de resíduos a serem os primeiros a entrar em greve e o que se prevê é uma adesão em massa, tanto na noite de hoje como durante o dia de amanhã”, disse o coordenador da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, Sebastião Santana, à Lusa.

A estrutura sindical da CGTP espera uma “adesão em massa” à paralisação dos trabalhadores da administração pública, que “durante o dia de amanhã [sexta-feira] terá uma visibilidade maior”, acrescentou.

“Estamos a antecipar que estejam encerrados muitos serviços da Segurança Social, lojas do cidadão, conservatórias, finanças, estamos à espera de um grande impacto nesses serviços, também na área da saúde, com muitas consultas externas encerradas, e também nas escolas”, afirmou Sebastião Santana.

Entre os motivos da greve convocada pela Frente Comum estão a exigência de aumentos salariais imediatos, a fixação de limites máximos dos preços de bens e serviços, a valorização das carreiras e o reforço dos serviços públicos.

O primeiro balanço da greve deverá ser feito ainda esta noite pela Frente Comum, com declarações de sindicalistas que vão estar no estaleiro municipal da Amadora e, mais perto da meia-noite, à entrada do Hospital de São José, em Lisboa.

No setor da educação, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) anunciou esta semana que os professores e educadores vão participar na greve da Administração Pública e os trabalhadores não docentes estão cobertos pelo pré-aviso da Frente Comum.

Para o dia seguinte à greve, no sábado, está prevista a realização de uma manifestação nacional, em Lisboa, promovida pela CGTP, pelo aumento geral dos salários e das pensões face à subida do custo de vida.

Últimas do País

Os responsáveis do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP e da representação portuguesa da Organização Internacional de Migrações defenderam hoje em Lisboa que as nacionalidades dos autores e vítimas de crimes sejam divulgadas para combater a desinformação.
Um homem de 36 anos foi detido pela GNR por violência doméstica contra a ex-companheira e por dano, furto, resistência e coação, no concelho de Aljustrel, distrito de Beja, divulgou hoje aquela força de segurança.
O preço da garrafa de gás butano voltou a subir em abril e atingiu níveis recorde, agravando ainda mais os custos para milhões de famílias portuguesas.
José Sócrates voltou a recorrer aos tribunais, desta vez para tentar impedir a nomeação do advogado oficioso que lhe foi atribuído no âmbito do julgamento da Operação Marquês.
Cerca de 50 pessoas estiveram envolvidas numa violenta cena de pancadaria na noite de sexta-feira em Tomar, obrigando à intervenção da PSP e gerando momentos de tensão nas imediações de um estabelecimento de restauração e bebidas.
As prestações da casa voltaram a subir este mês e tudo indica que a tendência está longe de inverter. Pelo contrário, os sinais apontam para novos aumentos nos próximos meses, numa pressão crescente sobre o orçamento das famílias portuguesas.
Pelo menos uma pessoa ficou hoje ferida num incêndio numa habitação em Coimbra, segundo o Comando Sub-regional da Região de Coimbra da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
A pesca da sardinha reabre hoje, após quase cinco meses encerrada, mas com um limite de 33.446 toneladas para a frota portuguesa, confirmou à Lusa o Ministério da Agricultura e Mar.
Os trabalhadores da saúde iniciam hoje uma greve de dois dias para reivindicar melhores salários e condições dignas de trabalho, um protesto que inclui também uma manifestação em Lisboa.
A precariedade laboral entre os jovens em Portugal continua a agravar-se e coloca o país entre os piores da União Europeia. Os dados mais recentes mostram que uma grande parte dos trabalhadores com menos de 30 anos está presa a contratos temporários ou vínculos instáveis, numa realidade que contrasta com a ideia de recuperação do mercado de trabalho.