Défice orçamental dos Açores ficou nos 146,3 ME em 2022

©D.R.

O défice dos Açores em contabilidade pública foi, em 2022, de 146,3 milhões de euros, abaixo dos 152 milhões previstos no orçamento daquele ano, revelou hoje o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), com base em informação disponibilizada pelo INE.

Em comunicado divulgado no ‘site’ do Governo dos Açores, refere-se que aquele défice diz respeito à administração regional direta, sendo um valor “muito inferior ao último apresentado pelo PS, em 2020, no valor de 268,8 milhões de euros”.

“Importa informar que o saldo da região apresentado pelo INE, incluindo todo o perímetro de consolidação da Administração Regional, relativo ao ano de 2022, no montante de -413,8 milhões de euros, integra uma diversidade de ajustamentos, que são da inteira responsabilidade dos governos do PS, no montante de 219,3 milhões de euros”, assinala o executivo.

De acordo com o Governo, “o défice de 2022, reportado pelo INE, foi agravado pelos movimentos financeiros destinados, por um lado, a cumprir o plano de reestruturação da SATA e, por outro, a solucionar a situação grave em que se encontravam as contas da Lotaçor, em grande parte, decorrentes da sua associada Santa Catarina”.

Em causa estão 135 milhões de euros da garantia prestada à SATA e 62 milhões de euros de injeção de capital na companhia aérea açoriana, a que acrescem 14,5 milhões de euros de incorporação de dívida da Lotaçor e 7,8 milhões de incorporação de dívida da fábrica Santa Catarina.

O Governo Regional diz que “assume a resolução de mais estas contas por pagar deixadas pelo anterior Governo do PS, as quais, nos últimos dois anos, agravaram o défice da região em 431,5 milhões de euros, 212,2 milhões em 2021 e os 219,3 milhões em 2022”.

“Salvar a SATA e corrigir os desmandos do anterior Governo do PS no Setor Público Empresarial da região, só em 2021 e 2022, agravou o défice da região em 431,5 milhões de euros”, acrescenta.

Quanto à dívida pública, “o INE, para além de considerar a dívida direta da região, que no final de 2022 era de 2.822,7 milhões de euros, inclui igualmente 200 milhões de euros de avales concedidos à SATA”.

Últimas de Economia

A escalada do petróleo nos mercados internacionais ameaça provocar uma subida de 14 cêntimos por litro no gasóleo e de sete cêntimos na gasolina.
Os novos contratos de empréstimos para habitação aumentaram 166 milhões de euros em julho, para 2.345 milhões de euros, atingindo o valor mais elevado da série, informou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A remuneração dos novos depósitos a prazo aumentou em julho pelo sexto mês consecutivo, para 1,59%, tendo o montante de novas operações de depósito atingido um máximo histórico, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As empresas comunicaram 375 despedimentos coletivos até julho, o que representa um aumento de cerca de 13% face ao período homólogo, segundo os dados divulgados hoje pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).
O consumo de energia elétrica em Portugal aumentou 3,1% entre janeiro e agosto, com a produção solar a atingir, no mês passado, um novo máximo de potência, segundo dados divulgados pela REN.
Os juros da dívida pública a 20 anos subiram para 4,26%, o valor mais elevado desde 2017, numa altura em que a escalada da inflação e os receios de novas subidas das taxas de juro estão a castigar as obrigações soberanas.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) alertou hoje para o crescimento de situações de fraude e burla associadas a supostos investimentos no mercado de capitais, através de contactos não solicitados e campanhas de publicidade enganosa 'online'.
A taxa de inflação anual na zona euro acelerou 1,3 pontos percentuais em agosto, face ao mesmo mês de 2025, para 3,3%, sobretudo devido aos preços da energia, com Portugal a registar 3,6%, acima da média.
Os pagamentos em atraso das entidades públicas totalizaram 706,1 milhões de euros até julho, um aumento de 140,7 milhões de euros face ao mês anterior, de acordo com a síntese da execução orçamental hoje revelada.
A inflação na Alemanha acelerou para 2,9% em agosto, impulsionada pelo aumento dos preços da energia, reforçando as expectativas de uma subida das taxas de juro pelo Banco Central Europeu (BCE) em setembro.