Contribuintes já entregaram mais de 1,4 milhões de declarações de IRS

© Folha Nacional

Os contribuintes já entregaram mais de 1,4 milhões de declarações de IRS, desde que se iniciou o prazo de entrega, segundo indicam os dados publicados pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT).

A campanha do IRS, relativa aos rendimentos auferidos em 2022, arrancou no dia 01 de abril tendo sido submetidas 1.412.305 declarações até à 01:00 de hoje, de acordo com as estatísticas disponíveis no Portal das Finanças.

Os mesmos dados revelam que a maior parte daquelas declarações (1.162.683) são de pessoas que no ano passado obtiveram rendimentos apenas das categorias A e/ou H, ou seja, de trabalho por conta de outrem e de pensões.

Já os contribuintes com outras tipologias de rendimentos, nomeadamente da categoria B (recibos verdes), rendas ou de capitais submeteram até agora 249.622 declarações anuais de imposto.

O prazo para a entrega da declaração anual do IRS decorre até 30 de junho e, segundo informou o Ministério das Finanças no início da semana passada, até ao final primeiro dia da campanha, dia 01 de abril, já tinham sido entregues 418.200 declarações, das quais 54% por via do IRS Automático.

Ao contrário do que tem sucedido em anos anteriores, desta vez não se registaram alterações em relação ao tipo de contribuintes abrangido pelo IRS automático.

À semelhança do que aconteceu no ano passado, os primeiros reembolsos devem começar a ser pagos ainda durante a primeira quinzena de abril.

Em 2022 e segundo os dados da execução orçamental publicados pela Direção-Geral do Orçamento, os reembolsos do IRS ascenderam a 3.523,5 milhões de euros, mais 683,5 milhões de euros do que no ano anterior.

Últimas de Economia

O Presidente do CHEGA alerta para o peso dos combustíveis no setor agrícola e acusa PS e PSD de incoerência na discussão sobre a redução dos impostos.
O preço dos combustíveis e lubrificantes para transporte pessoal na União Europeia (UE) aumentou, em agosto, 23,8% na comparação homóloga, após as subidas de 13,7% em junho e de 16,9% em julho, segundo o Eurostat.
A economia portuguesa cresce e emprega mais, mas continua a falhar onde mais conta para criar riqueza: no valor produzido por cada hora de trabalho. Em 2025, a produtividade portuguesa ficou em apenas 66,9% da média da União Europeia, abaixo do nível registado no início do século. A Business Roundtable Portugal alerta ainda para salários comprimidos, falta de investimento e dificuldades em reter trabalhadores qualificados.
As empresas comunicaram 407 despedimentos coletivos até agosto, o que representa um aumento de 13,4% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados mais recentes divulgados pela DGERT.
O CHEGA apresentou um projeto de lei que pretende reforçar a proteção das famílias com crédito à habitação própria e permanente quando a prestação passa a representar uma parte muito elevada do rendimento mensal.
O líder do CHEGA, André Ventura, acusou este domingo o primeiro-ministro e o Governo de irresponsabilidade política e hipocrisia sobre o tema do IVA dos combustíveis, e pediu também ao PS que ponham a mão na consciência.
A produção na construção recuou 2,0% na zona euro e 1,8% na União Europeia (UE) em julho, face ao mesmo mês de 2025, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
A taxa Euribor desceu hoje a três e a 12 meses e subiu a seis meses para um novo máximo desde outubro de 2024.
Contas provisórias apontam para um agravamento de 10 cêntimos no gasóleo e oito na gasolina já a partir de segunda-feira. A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis fecha os valores esta sexta-feira.
O Partido Socialista (PS) defende que é preciso aliviar a carga fiscal sobre os combustíveis, mas vai votar contra o projeto de lei do CHEGA que propõe reduzir temporariamente o IVA nos combustíveis de 23% para 13%. A decisão foi confirmada por José Luís Carneiro.