Contribuintes já entregaram mais de 1,4 milhões de declarações de IRS

© Folha Nacional

Os contribuintes já entregaram mais de 1,4 milhões de declarações de IRS, desde que se iniciou o prazo de entrega, segundo indicam os dados publicados pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT).

A campanha do IRS, relativa aos rendimentos auferidos em 2022, arrancou no dia 01 de abril tendo sido submetidas 1.412.305 declarações até à 01:00 de hoje, de acordo com as estatísticas disponíveis no Portal das Finanças.

Os mesmos dados revelam que a maior parte daquelas declarações (1.162.683) são de pessoas que no ano passado obtiveram rendimentos apenas das categorias A e/ou H, ou seja, de trabalho por conta de outrem e de pensões.

Já os contribuintes com outras tipologias de rendimentos, nomeadamente da categoria B (recibos verdes), rendas ou de capitais submeteram até agora 249.622 declarações anuais de imposto.

O prazo para a entrega da declaração anual do IRS decorre até 30 de junho e, segundo informou o Ministério das Finanças no início da semana passada, até ao final primeiro dia da campanha, dia 01 de abril, já tinham sido entregues 418.200 declarações, das quais 54% por via do IRS Automático.

Ao contrário do que tem sucedido em anos anteriores, desta vez não se registaram alterações em relação ao tipo de contribuintes abrangido pelo IRS automático.

À semelhança do que aconteceu no ano passado, os primeiros reembolsos devem começar a ser pagos ainda durante a primeira quinzena de abril.

Em 2022 e segundo os dados da execução orçamental publicados pela Direção-Geral do Orçamento, os reembolsos do IRS ascenderam a 3.523,5 milhões de euros, mais 683,5 milhões de euros do que no ano anterior.

Últimas de Economia

O líder do CHEGA/Madeira, Hugo Nunes, afirmou que o partido votará contra o Orçamento Regional 2027 se não for incluído o diferencial de 30% no IVA, que visa reduzir o custo de vida dos madeirenses.
Comprar casa em Portugal nunca exigiu tanto esforço financeiro às famílias. O país atingiu, em 2025, o pior índice de acessibilidade à habitação desde 1995, liderando pela negativa uma lista de 33 países analisados pela OCDE. Na última década, os preços das casas mais do que duplicaram, enquanto os rendimentos cresceram apenas 33%.
O preço dos combustíveis para transporte individual na União Europeia teve um aumento homólogo de 31,4%, em setembro, segundo dados do serviço estatístico europeu, Eurostat.
O preço mediano dos 37.854 alojamentos familiares transacionados em Portugal aumentou 18,4% no segundo trimestre face ao período homólogo, para 2.445 euros por metro quadrado, divulgou o Instituto Nacional de Estatística.
Produzir em Portugal custa mais caro logo à partida. Os agricultores nacionais enfrentam um encargo adicional de quase 120 milhões de euros em combustível face aos concorrentes espanhóis, mesmo depois dos apoios públicos.
Ter filhos tornou-se um projeto cada vez mais difícil para os portugueses. O preço das casas e a instabilidade económica estão a adiar a formação de famílias, enquanto a natalidade continua abaixo do necessário para assegurar a renovação das gerações.
Mais de metade do valor que as famílias portuguesas pagam mensalmente pelo crédito à habitação destina-se a juros. A prestação média atingiu os 423 euros em setembro, dos quais cerca de 213 euros não servem para reduzir a dívida.
O Estado deverá gastar cerca de 10,2 milhões de euros em 2026 com pensões vitalícias atribuídas a antigos titulares de cargos políticos e ex-juízes do Tribunal Constitucional. A Caixa Geral de Aposentações contabiliza 281 beneficiários, dos quais 228 recebem mensalmente a prestação.
André Ventura acusou o Livre de incoerência política durante o debate de urgência sobre a habitação, esta quarta-feira, no Parlamento. O presidente do CHEGA criticou o voto contra a redução do IVA na construção, abordou os acampamentos de protesto e responsabilizou as políticas de imigração pelo agravamento da crise habitacional.
As reclamações dos consumidores de energia aumentaram 47% no terceiro trimestre deste ano, face ao período homólogo de 2025, apesar de terem diminuído 12% em relação aos três meses anteriores, segundo dados divulgados pela ERSE.