Detidos dois homens por exercício ilegal de segurança privada em Leiria

© Facebook/PSP

Dois homens foram detidos em Leiria por serem suspeitos do exercício ilegal de segurança privada, no decurso de uma operação que levou à apreensão de 18 rádios de comunicações, anunciou hoje a Polícia de Segurança Pública (PSP).

Segundo um comunicado da PSP, a operação, na qual participaram diversas entidades, “visou a fiscalização de um estabelecimento comercial do concelho de Leiria”.

Os detidos têm 40 e 41 anos, adiantou a PSP, explicando que além dos rádios de comunicações, bem como o levantamento de um auto de apreensão de rede de rádio de comunicações sem licença, foram aprendidos “618 óculos de sol no valor de 2.044 euros, por falta de declaração de conformidade”.

A PSP esclareceu que, no decurso da ação de fiscalização, foi feito o levantamento de três autos, um auto por falta de emissão de fatura e dois por falta de código QR na fatura.

Ainda segundo o comunicado, foram levantados mais sete autos, por falta de seguro de trabalho, de contrato de trabalho, de exame médico, de formação em segurança, higiene e saúde no trabalho, de afixação do mapa de férias, pela não elaboração de horário de trabalho e pela falta de registo dos tempos de trabalho.

A operação, denominada “Janus” e realizada na sexta-feira, contou com elementos da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, da Autoridade Nacional de Comunicações, da Autoridade Tributária e da Autoridade para as Condições do Trabalho.

Da PSP, a operação do Comando Distrital de Leiria, através do Núcleo de Segurança Privada e da Esquadra de Intervenção e Fiscalização Policial, da Divisão Policial de Leiria, teve a colaboração do Departamento de Segurança Privada da Direção Nacional desta força policial.

Fonte da PSP disse à agência Lusa que esta ação decorreu num centro comercial da cidade de Leiria.

Últimas do País

O coordenador da Comissão de Trabalhadores (CT) do INEM alertou hoje que muitos profissionais já atingiram 60% do limite mensal de horas extraordinárias em Lisboa, impossibilitando a abertura de mais meios de emergência e revelando fragilidades na capacidade operacional.
O coordenador da Comissão de Trabalhadores do INEM, Rui Gonçalves, denunciou hoje um "forte desinvestimento" no Instituto nos últimos anos e lamentou a existência de "dirigentes fracos", defendendo uma refundação que garanta a resposta em emergência médica.
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) abriu hoje dois inquéritos para apurar as circunstâncias que envolveram as mortes de uma mulher em Sesimbra e de um homem em Tavira enquanto esperavam por socorro.
Portugal regista desde o início de dezembro um excesso de mortalidade de cerca de 22% associado ao frio e à epidemia de gripe, com aumento proporcional das mortes por doenças respiratórias, segundo uma análise preliminar da Direção-Geral da Saúde (DGS).
A enfermeira diretora da ULS Amadora-Sintra demitiu-se do cargo, alegando não existirem condições para continuar a exercer funções, anunciou hoje a instituição.
O INEM e a Liga dos Bombeiros Portugueses acordaram hoje um reforço de meios permanentes ao serviço da emergência médica, ainda não quantificado, mas que inicialmente se vai focar em responder a constrangimentos na margem sul de Lisboa.
Do Seixal a Sesimbra e a Tavira, o padrão repete-se: três pessoas morreram em diferentes pontos do país após esperas prolongadas por assistência médica, num retrato da rutura do socorro.
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) abriu uma auditoria interna aos procedimentos associados ao caso da mulher que morreu na Quinta do Conde, Sesimbra, depois de esperar mais de 40 minutos por socorro.
O Tribunal Judicial de Leiria começa a julgar no dia 23 um professor acusado de dois crimes de maus-tratos em concurso aparente com dois crimes de ofensa à integridade física qualificada.
O atraso no socorro voltou a ter consequências fatais. Uma idosa morreu na tarde de quarta-feira, na Quinta do Conde, após uma longa espera por assistência médica, com a ambulância mais próxima a mais de 30 quilómetros.