CHEGA classifica extinção do SEF como “caos” e exige explicações

© CHEGA

O presidente do CHEGA exigiu hoje explicações do Ministério da Administração Interna sobre o que considera ser o “caos” na extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e alertou para a sobrecarga de responsabilidade da Polícia de Segurança Pública.

“Éverdade que os inspetores [do SEF] passarão a integrar a Polícia Judiciária, mas a operação aeroportuária internacional ficará a cargo da PSP e até ao momento em que estamos reina a total confusão na passagem de dossiês, de competências e de articulação”, disse André Ventura, reforçando que “o senhor ministro da Administração Interna tem de dar uma resposta sobre isto”.

O líder do CHEGA falava aos jornalistas após uma reunião com o comandante da PSP da Madeira, Luís Simões, no Funchal, no âmbito de uma visita de três dias à região – de terça a quinta-feira-, inserida nos trabalhos de preparação para as eleições legislativas regionais de 24 de setembro.

André Ventura classificou o processo de extinção do SEF como “caos”, lembrando que as suas competências passam formalmente para outras entidades já a partir de 01 de novembro, nomeadamente para a PSP, que ficará responsável pelo controlo aeroportuário internacional.

Na reunião com o comandante da Polícia de Segurança Pública da Madeira, o presidente do CHEGA abordou também a nova “lei da droga”, considerando que vai “dificultar extraordinariamente” o trabalho das polícias.

“O que a polícia esperava era uma lei que facilitasse o combate ao tráfico e à detenção destas pessoas. A lei que foi desenhada pela esquerda e pela extrema-esquerda vai precisamente no sentido contrário”, advertiu.

André Ventura disse que o facto de se eliminar a presunção de tráfico face a determinadas quantidades de droga fará com que qualquer traficante utilize os consumidores como “vias de transmissão e de tráfico”.

“Nós ainda vamos a tempo de fazer alguma coisa. É um apelo que eu faço ao senhor ministro da Administração Interna, mas sobretudo ao Partido Socialista, para que revogue, não deixe entrar em vigor, que altere o desastre que aprovou, de acabar com a presunção de tráfico”, declarou.

No encontro com Luís Simões, o líder do CHEGA abordou ainda a necessidade de “libertar” os agentes do trabalho administrativo, perante as “carências de segurança efetiva”.

“Este não é um problema só da Região Autónoma da Madeira, é um problema nacional, mas é um problema que merece ser destacado numa zona onde a criminalidade, sobretudo a criminalidade urbana e comum, está a aumentar e onde a polícia precisa de mais meios”, afirmou.

Últimas de Política Nacional

Décadas depois de terem servido Portugal em cenários de guerra, muitos Antigos Combatentes continuam a viver com pensões baixas e a lidar com as consequências físicas e psicológicas do serviço militar. Para o CHEGA, o apoio atualmente dado pelo Estado está longe de refletir esse sacrifício.
O líder do CHEGA aponta máximos históricos no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e acusa o Governo de encher os cofres à custa do aumento dos preços, enquanto famílias enfrentam um cabaz alimentar em máximos históricos.
Depois da saída precoce do enfermeiro, o Governo volta a nomear um responsável para a Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis (EMER 2030) sem ligação direta ao setor, mantendo a estrutura no centro da contestação política.
O líder do CHEGA, André Ventura, disse hoje que “já tinha falado” com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre o impasse nas eleições dos órgãos externos e que “há dias” existia um acordo em relação à indicação dos candidatos.
Meses depois da passagem da tempestade Kristin, continuam visíveis os sinais de destruição em várias zonas florestais da região Centro do país. Árvores derrubadas, madeira acumulada e vastas áreas de mato e destroços continuam espalhadas pelo terreno, aumentando o risco de incêndios.
André Ventura apontou o dedo ao Governo e questionou a ausência de mudanças estruturais, num momento em que o país enfrenta pressão no custo de vida, nos combustíveis e no acesso à saúde.
A reforma antecipada de Mário Centeno passou de decisão interna do Banco de Portugal para tema central de escrutínio político, depois de o CHEGA ter exigido explicações no Parlamento. O foco está agora nos critérios, nos acordos internos e na transparência do processo.
O debate quinzenal com o primeiro-ministro deverá voltar a ficar hoje marcado pelas consequências da guerra no Médio Oriente, com a oposição a pedir mais medidas ao Governo para atenuar o efeito do conflito na economia.
O escândalo sexual que abalou os Estados Unidos e expôs uma rede internacional de tráfico e abuso de menores pode voltar a ganhar destaque em Portugal. Desta vez, com um pedido político claro: saber se há portugueses envolvidos.
O partido liderado por André Ventura pediu explicações em novembro do ano passado sobre a escalada dos preços dos alimentos. O requerimento foi aprovado, mas meses depois a Plataforma de Acompanhamento das Relações na Cadeia Agroalimentar (PARCA) ainda não apareceu, num momento em que o custo do cabaz alimentar continua a subir e a pressionar as famílias.