Expansão do aeroporto de Lisboa exige avaliação de impacto ambiental

A organização não governamental (ONG) de defesa do ambiente ZERO avisou hoje que quaisquer obras no Aeroporto Humberto Delgado (AHD) para aumentar a sua capacidade de processamento de passageiros requerem uma avaliação de impacto ambiental.

©facebook.com/tapairportugal

 

Em comunicado, “a ZERO reitera que quaisquer obras no aeroporto Humberto Delgado requerem avaliação de impacte ambiental”, uma vez que “avultados investimentos no atual aeroporto de Lisboa podem condicionar fortemente o prolongamento desta infraestrutura com impactes inaceitáveis”.

A organização, que tem em Francisco Ferreira uma das suas figuras mais conhecidas, pronunciou-se, recordou, “após a publicação, pela Comissão Técnica Independente, do relatório da análise de curto prazo à situação do Aeroporto Humberto Delgado, na sequência do acordo entre o governo e o maior partido da oposição que previa a realização de obras nesta infraestrutura de modo a aumentar a sua capacidade de processamento de passageiros no curto prazo”.

De forma explícita, a ZERO “relembra que (…) essas intervenções carecem obrigatoriamente de Avaliação de Impacto Ambiental”.

Esta obrigatoriedade, especificou, decorre da legislação, a qual “obriga a que projetos localizados em zonas ‘nas quais as normas de qualidade ambiental fixadas pela legislação nacional já foram ultrapassadas’ (é o caso do Aeroporto Humberto Delgado, causador de flagrante incumprimento do Regulamento Geral do Ruído na zona em que se situa) e ‘de forte densidade demográfica’ (é também o caso) sejam sujeitos a Avaliação de Impacte Ambiental”.

Por outro lado, a ONG pronunciou-se sobre a proposta de expansão que a ANA Aeroportos apresentou à Agência Portuguesa do Ambiente.

No seu texto, a ZERO considerou que “um qualquer avultado investimento no AHD pode acarretar o grave risco de fazer prolongar desnecessariamente ou mesmo perpetuar a sua operação”.

Ora, pelo contrário, este aeroporto “por volumosas razões de saúde pública (…) deve ver fortemente ponderado o seu encerramento no mais curto espaço de tempo possível”.

A ZERO adiantou mesmo “que as propostas ou a tomada de decisão sobre as obras a realizar (…) não condicionem o processo em si [de avaliação ambiental estratégica que compara as diferentes opções de localização] e a decisão posterior sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa, ou sejam justificação para não relocalizar o aeroporto Humberto Delgado”.

Por fim, a ZERO manifestou que “não compreende uma obra que fará aumentar a capacidade de processamento de turistas no aeroporto de Lisboa numa altura em que a crise da habitação na região e o aumento de emissões no setor dos transportes em Portugal são flagelos e para os quais o turismo de massas, que aumentou 12% desde 2019, tem dado forte contributo”.

Por outro lado, a ZERO avisou que “a médio e longo prazo, o setor da aviação deve ter em conta que o seu eventual crescimento depende da sua capacidade de demonstrar que é capaz de eliminar o seu impacto climático”.

Últimas do País

As candidaturas a apoios para reconstrução de casas danificadas pelo mau tempo atingiram as 34 mil, disse hoje à agência Lusa o coordenador da Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País, Paulo Fernandes.
Dois meses depois das intempéries que assolaram Portugal e que, em Almada, obrigaram à retirada de cerca de 500 pessoas das suas casas, o município assegura ainda alojamento temporário a 127 pessoas, segundo dados oficiais.
Um em cada cinco trabalha: Baixa taxa de emprego e elevada dependência de apoios marcam realidade das comunidades ciganas em Portugal.
A Confederação Nacional dos Jovens Agricultores e do Desenvolvimento Rural (CNJ) defendeu esta quarta-feira que o setor está a ser asfixiado com a escalada dos custos de produção e pediu ao Governo que reúna a plataforma PARCA.
O mês de março foi quente e seco no continente, com temperaturas acima do normal e precipitação inferior à média, indica o boletim climatológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) hoje divulgado.
A GNR deteve 19 pessoas e desmantelou uma rede de tráfico de droga que operava nos distritos do Porto, Braga, Coimbra e Guarda, indicou hoje esta força de segurança, que também apreendeu 34 mil doses de produto estupefaciente.
O Ministério Público e a Polícia Judiciária investigam intervenções no Instituto de Genética Médica. Em causa estarão decisões de um técnico superior já afastado de funções.
Mais de 1,6 milhões de euros pagos pela Igreja Católica a vítimas de abusos sexuais estão sujeitos a imposto. As vítimas podem perder até metade da compensação.
A Anacom, regulador do setor das empresas de telecomunicações, alertou hoje que têm sido realizadas chamadas telefónicas fraudulentas em nome da autoridade, com uma falsificação do número de atendimento ao público da própria entidade.
Homem de 64 anos foi detido em flagrante pela Polícia Judiciária da Guarda com cerca de 36 mil ficheiros envolvendo menores de 14 anos. Já tinha duas condenações pelo mesmo crime e cumpria pena suspensa.