CHEGA anuncia queixa contra Governo por violação do direito à saúde

O CHEGA anunciou hoje que vai apresentar uma queixa contra o Governo junto do Tribunal Constitucional e da Provedoria de Justiça "por violação do direito dos cidadãos à saúde", e que pretende ouvir no parlamento o diretor executivo do SNS.

© Folha Nacional

Em declarações aos jornalistas, o presidente do CHEGA indicou que o partido decidiu hoje “avançar com uma queixa formal, quer ao Tribunal Constitucional, quer à Provedoria de Justiça, por violação do direito dos cidadãos à saúde” consagrado na Constituição.

À margem de uma visita a um canil no concelho de Almada (distrito de Setúbal), André Ventura indicou que a queixa será “contra o Governo e contra o ministro da Saúde” e que o partido prevê formalizá-la “na próxima semana”.

“Estamos a trabalhar nela. Era uma ideia que já vinha sendo amadurecida do grupo parlamentar, por sugestão do nosso deputado da comissão de saúde. É algo que decidimos dar entrada quando vimos que, apesar de todas as contingências, o Governo simplesmente promove e prolonga negociações de forma artificial”, explicou.

O líder do CHEGA considerou que está em causa “uma verdadeira violação do direito à saúde” com o encerramento de urgências e o condicionamento de serviços, e defendeu que “é importante que os tribunais e a senhora provedora deem um sinal ao Governo de que isto não vai ser tolerável muito mais”.

“O Governo tem que agir, e nós estamos dispostos a ir até às últimas consequências para que o Governo proteja a saúde dos seus cidadãos, o que, neste caso, manifestamente não está a fazer”, indicou.

André Ventura defendeu que o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, “é pessoalmente responsável pelo que está a acontecer”.

“Ele sabe as dificuldades que estamos a enfrentar, é visível aos olhos de todos, e o Governo insiste em prolongar artificialmente negociações, em remeter para o Orçamento do Estado novas medidas, quando todos os dias os portugueses enfrentam problemas na saúde, e isso é intolerável”, sustentou.

Na ocasião, o presidente do CHEGA anunciou também que o partido vai voltar a propor “chamar de urgência ao parlamento” o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde, Fernando Araújo, “porque a situação começa a ficar absolutamente insustentável”, e disse esperar que a proposta não seja rejeitada pelo PS.

Últimas de Política Nacional

A decisão do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa de condenar o Estado português ao pagamento de uma indemnização de 15 mil euros ao antigo primeiro-ministro José Sócrates constitui, para o partido CHEGA, "um sinal preocupante para a credibilidade da justiça". O PSD defende o cumprimento das decisões dos tribunais.
O debate parlamentar de 27 de maio, dedicado ao SIRESP, ficou marcado por um momento de grande tensão. Depois de André Ventura ter acusado o Governo de esconder informação sobre o Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), o ministro da Administração Interna, Luís Neves, foi captado a ameaçar o Presidente do CHEGA: “Vais pagá-las todas!”
Líder do CHEGA acusa o primeiro-ministro de falta de empatia perante os incêndios, a crise da água em Almada e o aumento do custo de vida. André Ventura garante ainda que o partido não se deixará intimidar pelas alegadas ameaças do ministro da Administração Interna.
O presidente do CHEGA disse que o partido vai insistir na realização de um debate de urgência sobre os exames nacionais e defendeu que o ministro da Educação deve assumir responsabilidades, sem pedir a demissão.
Proposta do CHEGA para acabar com as subvenções vitalícias a antigos titulares de cargos políticos foi chumbada no Parlamento. PSD e PS votaram lado a lado para travar o diploma e manter o atual regime.
O líder do CHEGA anunciou hoje que o partido vai pedir ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva da Prestação Social Única (PSU), por considerar inconstitucional que pessoas com elevada incapacidade por doença tenham de prestar trabalho social.
A dirigente e deputada do CHEGA Rita Matias afirmou hoje que o seu partido está disponível para um “diálogo concreto” com o PSD e devolveu ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, a acusação de “falta de coragem”.
O presidente do CHEGA disse que tentou “até à última hora” um consenso com o Governo sobre a lei laboral, e rejeitou que o chumbo da proposta tenha sido “cálculo político”.
André Ventura levou ao debate quinzenal 47 páginas de propostas para alterar a reforma laboral, defendendo o regresso dos 25 dias de férias, a valorização de quem trabalha por turnos e uma revisão das regras de acesso aos apoios sociais.
O líder do CHEGA anunciou esta terça-feira que a reunião que teve com o primeiro-ministro sobre as alterações à lei laboral terminou sem acordo e indicou que o partido e o Governo vão "continuar a trabalhar" nas próximas horas.