Ataque russo com mísseis causa pelo menos cinco mortos

Pelo menos cinco pessoas morreram e 40 ficaram feridas hoje num ataque com mísseis lançado pela Rússia contra várias regiões da Ucrânia, incluindo a capital, informaram as autoridades ucranianas.

© Facebook de Volodymyr Zelensky

Numa mensagem divulgada na plataforma de mensagens Telegram, o ministro do Interior ucraniano, Igor Klimenko, disse que foi confirmada a morte de três pessoas em Kharkiv (nordeste), onde também há 30 feridos.

“Os ocupantes atingiram dois edifícios residenciais”, lamentou Igor Klimenko, que mencionou ainda a existência de 30 feridos em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia.

Um edifício residencial de vários andares foi destruído parcialmente, prendendo um número até agora ainda desconhecido de pessoas no local, disse o autarca de Kharkiv, Igor Terekhov.

Klimenko também mencionou uma morte em Kiev, onde dois edifícios residenciais e um edifício privado sofreram danos. “Há vários incêndios na capital como resultado do ataque com mísseis”, acrescentou.

“Como resultado do ataque com mísseis a Kiev já temos registo da morte de uma mulher e de quatro feridos”, escreveu o chefe da administração militar da capital, Sergei Popko, que mencionou ainda danos em diversas áreas residenciais.

O autarca de Kiev, Vitali Klitschko, disse, também no Telegram, que nove pessoas ficaram feridas, incluindo um jovem de 13 anos, e que vários edifícios foram evacuados após um míssil não detonado ter sido encontrado num apartamento.

Uma outra vítima perdeu a vida na cidade de Pavlograd, na região de Dnipropetrovsk, no centro do país, enquanto três pessoas ficaram feridas em Buchanski, na região de Kiev, notou ainda Igor Klimenko.

O ataque surgiu horas depois de o chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, ter dito estar confiante num consenso para disponibilizar mais cinco mil milhões de euros para a Ucrânia ao abrigo do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz.

Isto depois da UE ter falhado, em dezembro, um acordo para a revisão do quadro financeiro plurianual que incluía um pacote de 50 mil milhões de euros para apoiar a Ucrânia entre 2024 e 2027, devido ao bloqueio por parte da Hungria.

No domingo, Denis Pushilin, líder da autoproclamada República Popular do Donbass – anexada pela Rússia em setembro de 2022 –, acusou as forças ucranianas de causarem a morte de 25 pessoas num ataque contra um mercado em Donetsk.

O exército da Ucrânia negou responsabilidade, garantiu que as forças naquela zona da frente não recorreram em “operações de combate” ao tipo de armas usadas contra o mercado e acusou Moscovo de “difundir desinformação”.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste do país vizinho, independente desde 1991.

Últimas do Mundo

O Instituto Geográfico Nacional (IGN) espanhol registou seis terramotos na madrugada de hoje em diferentes cidades da província de Granada, o mais significativo de magnitude 3,4 na escala de Richter.
Cuidadoras denunciam gatos mortos e alertam que várias colónias foram abandonadas depois de os habitats dos animais terem sido ocupados por acampamentos improvisados.
Yoli deixou a própria casa com as filhas depois de o medo ter tomado conta da família. Uma das crianças já não queria sair à rua e acordava de madrugada aterrorizada. O relato surge num momento em que Ceuta enfrenta uma vaga de imigração ilegal e 15 denúncias de violação, segundo fontes da Guardia Civil.
O sarampo provocou 17 mortes num total de 1.500 casos registados nos últimos 12 meses, no município angolano do Songo, província do Uíje, divulgaram as autoridades sanitárias locais.
Catorze mineiros ilegais morreram numa mina abandonada na África do Sul, revelou hoje a polícia, que admite que tenha havido um desmoronamento.
Pelo menos 2.000 pessoas morreram devido ao surto do vírus Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo), que regista o crescimento mais rápido de sempre, segundo os dados mais recentes do Governo.
O forte sismo que abalou hoje a Colômbia causou estragos em pelo menos seis aeroportos, destruiu parcial ou totalmente habitações e provocou dezenas de feridos, levando o recém-empossado Presidente colombiano a convocar uma reunião de crise.
As autoridades chinesas anunciaram hoje mais 30 vítimas mortais do deslizamento de terras que, em 17 de julho, soterrou mais de dez edifícios no município de Chongqing (centro), elevando para pelo menos 41 o número de mortos.
Várias pessoas ficaram feridas depois de um forte sismo ter atingido o sudoeste do Japão, provocando derrocadas de edifícios e incêndios, anunciou esta terça-feira a primeira-ministra, Sanae Takaichi.
Ataque junto à Porte de Clichy fez três feridas, duas delas em estado grave. Suspeito, de 31 anos, foi detido no local e está a ser investigado por tentativa de homicídio qualificado.