Défice comercial dos EUA atinge o nível mais baixo desde 2020

O défice comercial dos Estados Unidos caiu em 2023 para o nível mais baixo desde 2020, com as exportações de bens e serviços a atingirem um nível inédito, indicou hoje o Departamento do Comércio.

© D.R.

O saldo entre importações e exportações diminuiu 18,7% em 2023 em relação a 2022, ficando em 773,4 mil milhões de dólares (717,7 mil milhões de euros), de acordo com os dados divulgados.

Os Estados Unidos exportaram 3,05 biliões de dólares de bens e serviços em 2023, um nível recorde e um aumento de 1,2% em relação ao ano anterior.

As importações recuaram 3,6% para 3,82 biliões de dólares.

Em 2023, o México ocupou o lugar até então ocupado pela China como principal parceiro comercial dos Estados Unidos, uma posição que o país asiático ocupava há mais de 20 anos.

A China vendeu 427,2 mil milhões de dólares em bens e serviços (uma descida de 109,1 mil milhões em comparação com o ano anterior), enquanto o México exportou para o país vizinho 475,6 mil milhões de dólares (um aumento de 20,8 mil milhões).

No entanto, no mês de dezembro, o défice comercial dos Estados Unidos aumentou 0,5% para 62,2 mil milhões de dólares, quando os analistas esperavam que ficasse em 62 mil milhões.

O comércio internacional, em particular as trocas com a China, tem sido um assunto central na pré-campanha para as presidenciais de novembro.

Últimas de Economia

O preço por litro da gasolina deverá subir cerca de cinco cêntimos e o de gasóleo deverá descer até um cêntimo na próxima semana, segundo as estimativas divulgadas esta sexta-feira pelo Automóvel Club de Portugal (ACP) e pela Anarec.
Os custos de construção de habitação nova terão aumentado 7,5% em agosto, em termos homólogos, tendo os materiais subido 7,1% e a mão-de-obra 8,0%, de acordo com uma estimativa divulgada esta sexta-feira pelo INE.
A presidente do Tribunal de Contas defendeu que reformas das finanças públicas não devem enfraquecer o controlo externo da despesa, para proteger as democracias.
A receita fiscal prevista para o próximo ano equivale a cerca de 7.350 euros por habitante, num cenário em que o Estado espera arrecadar mais dinheiro através dos impostos.
O Estado português prepara-se para arrecadar 70,67 mil milhões de euros em impostos no próximo ano, um novo máximo que representa mais 2,86 mil milhões de euros face à estimativa para 2026.
O presidente do CHEGA responsabiliza o Partido Socialista de abrir caminho a um Orçamento que, segundo afirma, vai agravar o custo de vida das famílias. O líder do CHEGA critica a ausência de reduções do IVA nos combustíveis e no cabaz alimentar e denuncia um “falhanço em toda a linha”.
O Governo prevê arrecadar 3.796 milhões de euros em 2027 com o imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP), mais 186 milhões do que o estimado para este ano, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
André Ventura acusou o Governo de estar a penalizar os portugueses com a subida dos impostos e voltou a exigir uma redução do IVA nos combustíveis. “Os portugueses estão a sofrer, e não é pouco”, defendeu.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste voltou a subir 1,34 euros, fixando-se nos 255,56 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
O antigo ministro João Gomes Cravinho admitiu hoje que soube de forma "muito genérica" que o custo das obras no antigo Hospital Militar de Belém iria derrapar, mas ressalvou que nunca surgiu um "pedido de despesa suplementar".