CHEGA indica Diogo Pacheco de Amorim para “vice” do parlamento e espera “novo ciclo”

O presidente do CHEGA anunciou hoje que Diogo Pacheco de Amorim será o candidato do partido a vice-presidente do parlamento, considerando que se poderá fazer “um ajuste de contas” com a anterior legislatura e “abrir novo ciclo”.

© Folha Nacional

Em declarações aos jornalistas no parlamento, André Ventura disse que a escolha foi baseada “na experiência política e no reconhecimento de um percurso de vida” do deputado Diogo Pacheco de Amorim.

Por outro lado, segundo o líder do CHEGA, será também “um ajuste de contas com o início da anterior legislatura, quando a Assembleia da República se juntou para boicotar” e rejeitar precisamente este nome como candidato a ‘vice’ (o partido tentou depois outros deputados, que também falharam a necessária maioria absoluta).

“Esta é uma exigência constitucional que agora se vê cumprida. Espero que hoje se abra um novo ciclo, uma nova forma de trabalhar na Assembleia da República, que uma maioria ampla de direita possa trabalhar democraticamente”, afirmou, dizendo ter também a expectativa de que possam avançar “reformas importantes nos primeiros dias da legislatura”.

André Ventura informou ainda que o CHEGA proporá o deputado Gabriel Mithá Ribeiro para secretário da Mesa da Assembleia, Filipe Melo para vice-secretário e Pedro Frazão para o Conselho de Administração.

Questionado sobre quem será o líder parlamentar do CHEGA, Ventura disse ainda não estar decidido, remetendo a sua proposta à bancada até ao final da semana.

Últimas de Política Nacional

O líder do CHEGA, André Ventura, classificou como 'marketing' o programa 'Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência' (PTRR), hoje apresentado pelo Governo, e considerou que não define prioridades nem estratégias.
Paulo Abreu dos Santos, ex-adjunto de uma ministra socialista, está indiciado por 576 crimes de pornografia de menores e por integrar 13 grupos de partilha de abuso sexual infantil.
O CHEGA voltou a defender regras mais apertadas para o financiamento partidário, exigindo maior transparência nos donativos e o fim dos benefícios fiscais atribuídos aos partidos políticos.
O partido liderado por André Ventura quer ministro Miguel Pinto Luz a esclarecer por que motivo só um edifício terá proteção antissísmica reforçada numa infraestrutura hospitalar crítica.
O discurso de José Aguiar-Branco nas comemorações do 25 de Abril acabou por expor, em pleno hemiciclo, uma fratura visível no PS, com Pedro Delgado Alves a virar costas em protesto à Mesa da Assembleia da República e António Mendonça Mendes a responder com um aplauso de pé à mesma intervenção.
Mais do que cravos, cerimónias e celebrações, André Ventura defendeu este sábado, no Parlamento, que os portugueses “querem voz”, “salários justos” e “uma vida digna”, usando os 52 anos do 25 de Abril para centrar o debate nas dificuldades económicas, na corrupção e no afastamento entre a liberdade celebrada e a realidade vivida no país.
O CHEGA quer alterar a lei relativa aos crimes de responsabilidade dos titulares de cargos políticos, para que quem for condenado, por exemplo por corrupção, não possa voltar a exercer funções públicas.
Compra da nova sede do Banco de Portugal (BdP) volta a estar sob escrutínio político, com o partido liderado por André Ventura a apontar falhas na transparência.
O líder do CHEGA, André Ventura, disse esta quarta-feira que recebeu da parte do Governo a indicação de abertura para alterações à reforma do Estado em “todos os pontos” que o partido tinha apontado.
Ventura trava luz verde ao Governo e avisa: propostas levantam “riscos graves de corrupção” e fragilizam controlo do dinheiro público.