CHEGA indica Diogo Pacheco de Amorim para “vice” do parlamento e espera “novo ciclo”

O presidente do CHEGA anunciou hoje que Diogo Pacheco de Amorim será o candidato do partido a vice-presidente do parlamento, considerando que se poderá fazer “um ajuste de contas” com a anterior legislatura e “abrir novo ciclo”.

© Folha Nacional

Em declarações aos jornalistas no parlamento, André Ventura disse que a escolha foi baseada “na experiência política e no reconhecimento de um percurso de vida” do deputado Diogo Pacheco de Amorim.

Por outro lado, segundo o líder do CHEGA, será também “um ajuste de contas com o início da anterior legislatura, quando a Assembleia da República se juntou para boicotar” e rejeitar precisamente este nome como candidato a ‘vice’ (o partido tentou depois outros deputados, que também falharam a necessária maioria absoluta).

“Esta é uma exigência constitucional que agora se vê cumprida. Espero que hoje se abra um novo ciclo, uma nova forma de trabalhar na Assembleia da República, que uma maioria ampla de direita possa trabalhar democraticamente”, afirmou, dizendo ter também a expectativa de que possam avançar “reformas importantes nos primeiros dias da legislatura”.

André Ventura informou ainda que o CHEGA proporá o deputado Gabriel Mithá Ribeiro para secretário da Mesa da Assembleia, Filipe Melo para vice-secretário e Pedro Frazão para o Conselho de Administração.

Questionado sobre quem será o líder parlamentar do CHEGA, Ventura disse ainda não estar decidido, remetendo a sua proposta à bancada até ao final da semana.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA quer que os profissionais da Força Especial de Proteção Civil passem a ser reconhecidos como profissão de desgaste rápido, defendendo que as funções que exercem justificam regras específicas no acesso à aposentação.
A carga fiscal em Portugal manteve-se em níveis elevados em 2025, fixando-se nos 35,4% do Produto Interno Bruto (PIB), ligeiramente acima dos 35,2% registados no ano anterior.
O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, arguido no processo relacionado com despesas em almoços de dirigentes municipais, afirmou que “odeia o que André Ventura representa”.
A Câmara Municipal de Matosinhos adjudicou, por ajuste direto, um contrato à sociedade de advogados Vieira de Almeida, onde a filha da presidente socialista da autarquia, Luísa Salgueiro, exerce funções como advogada estagiária.
A repressão dos protestos no Irão chegou ao Parlamento português. O CHEGA apresentou uma proposta que recomenda ao Governo a expulsão do embaixador iraniano em Portugal, acusando o regime de Teerão de violar direitos fundamentais e reprimir violentamente manifestações pró-democracia.
O CHEGA vai indicar Rui Gomes da Silva para o Conselho Superior da Magistratura e Fernando Silva para o Conselho Superior do Ministério Público, ambos membros do "Governo sombra" do partido, indicou hoje André Ventura.
O líder do CHEGA revelou hoje que chegou a acordo com o PSD sobre as eleições para os órgãos externos e anunciou que os dois partidos vão apresentar uma lista conjunta de candidatos ao Conselho de Estado.
O CHEGA apresentou no Parlamento um projeto de lei que pretende restringir a realização de celebrações muçulmanas em espaços públicos e impor novas regras no financiamento e construção de novas mesquitas no país.
O líder do CHEGA associa a subida do custo de vida à guerra na Ucrânia e defende descida de impostos para aliviar os portugueses.
O grupo municipal do CHEGA em Oeiras apresentou uma moção de censura ao executivo liderado por Isaltino Morais, na sequência da acusação do Ministério Público relacionada com despesas em refeições pagas com fundos públicos.