Quase dois milhões vive em Portugal com menos de 632 euros mensais

São cerca de 1,8 milhões de pessoas a viver em pobreza monetária em Portugal e cerca de um quinto da população vive em exclusão social. Segundo os dados do estudo “Portugal Desigual”, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, a que a SIC Notícias teve acesso, quase dois milhões vive em Portugal com menos de 632 euros por mês.

© D.R.

De acordo com a análise, Portugal permanece como um dos países mais desiguais da União Europeia (UE). “Em 2022, era o quarto com mais desigualdades e tinha, em 2024, um quinto da população, em situação de pobreza ou exclusão social”, cita a SIC Notícias.

Por faixas etárias, os idosos são os mais atingidos com um agravamento de 5% entre 2022 e 2023, situando-se agora acima dos 21%. Do outro lado da balança, estão os jovens e as crianças com a incidência da pobreza a cair para 17,8%, o valor mais baixo desde 2003.

No cenário geral, os indicadores de privação material e social mostram uma evolução positiva, contudo, “a existência de dificuldade no pagamento de contas regulares subiu, um facto a que não será alheio o agravamento dos preços, em particular os da habitação”, refere o estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Em paralelo, o estudo faz ainda sobressair as elevadas taxas de pobreza das famílias monoparentais e das famílias com três e mais crianças e a persistência de 9% de trabalhadores em situação de pobreza que “revela disfunções no funcionamento do mercado de trabalho resultantes de baixos salários e de contratos precários”.

O estudo conclui, também, que se não houvesse prestações sociais por parte do Estado, a pobreza em Portugal seria superior a 40%, atingindo quase metade da população. A análise inclui um retrato da evolução da pobreza nos últimos 30 anos e revela um agravamento da taxa de pobreza dos idosos.

Últimas de Economia

A produção industrial diminuiu 3,8% em 2025 com o valor de venda dos produtos e prestação de serviços nas indústrias transformadoras a fixar-se nos 110,6 mil milhões de euros, de acordo com o Intuito Nacional de Estatística (INE).
A proposta do CHEGA para estabelecer um teto máximo de 4.500 euros líquidos nas pensões de reforma recolhe o apoio da maioria dos portugueses. Segundo uma sondagem da Aximage, 66% dos inquiridos concordam com a medida.
O consumo de eletricidade registou novos máximos na semana passada, em meses de verão, na sequência da onda de calor que se tem feito sentir em Portugal, de acordo com dados hoje divulgados pela REN.
A remuneração dos novos depósitos a prazo aumentou em maio pelo quarto mês consecutivo, para 1,48%, uma tendência em linha com a zona do euro, apesar de continuar abaixo do verificado no mês homólogo, divulgou hoje o Banco de Portugal.
O azeite virgem extra ficou mais caro 0,25 euros por litro para o consumidor entre janeiro e abril, face ao aumento de 0,10 euros na fase de produção, segundo os últimos dados disponíveis no Observatório dos Preços.
O consumo de eletricidade em Portugal atingiu os 27.200 gigawatts hora (GWh) no primeiro semestre, um valor 3,5% acima do período homólogo, o "mais elevado de sempre" registado no sistema nacional, de acordo com dados da REN.
O Governo vai alargar a atribuição automática do abono de família aos estrangeiros, no âmbito da revisão do regime desta prestação social, anunciou esta quarta-feira a secretária de Estado da Segurança Social.
Portugal foi o Estado-membro da União Europeia (UE) em que o preço das casas mais aumentou na variação homóloga (17,8%) e o segundo em cadeia (3,8%), no primeiro trimestre, divulga hoje o Eurostat.
O CHEGA apresenta hoje um projeto de resolução que recomenda ao Governo um conjunto de medidas fiscais destinadas a aliviar o custo de vida das famílias portuguesas, propondo a redução do IVA sobre os combustíveis e a aplicação de IVA zero a um conjunto de bens alimentares essenciais.
O Tribunal de Contas (TdC) disse hoje que uma auditoria à Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) verificou que “não foram corrigidas as deficiências no financiamento da atividade reguladora da aviação civil”, como recomendado pela entidade.