Primeiro-Ministro recebe em simultâneo 9 mil euros de avenças mensais na sua empresa

O Primeiro-Ministro de Portugal, Luís Montenegro, encontra-se numa situação controversa ao acumular um total de 9 mil euros mensais em avenças provenientes da sua empresa, a SpinumViva. De acordo com o Expresso, a empresa, que foi fundada pelo próprio Montenegro, tem atualmente contratos com clientes que foram angariados diretamente pelo chefe do Governo.

© Folha Nacional

O valor das avenças mensais, que ascende a 9 mil euros, levanta preocupações sobre possíveis conflitos de interesse, uma vez que Luís Montenegro é responsável pela definição de políticas públicas que podem influenciar os setores em que a sua empresa opera. A SpinumViva, uma empresa de pequena dimensão, concentra-se em serviços específicos, mas, curiosamente, a sua carteira de clientes é composta exclusivamente por entidades que, alegadamente, foram atraídas pelo próprio primeiro-ministro.

Este caso tem gerado um intenso debate público sobre a ética e a transparência nas funções de liderança governamental, com o Presidente do CHEGA, André Ventura a questionar se as avenças mensais recebidas por Montenegro “são compatíveis com as suas responsabilidades enquanto primeiro-ministro”. A SpinumViva não parece ter outros clientes conhecidos além daqueles angariados diretamente por Montenegro.

Até ao momento, o Governo não se pronunciou oficialmente sobre a situação, mas espera-se que sejam prestados mais esclarecimentos nas próximas horas.

Últimas de Política Nacional

O candidato presidencial André Ventura criticou hoje a visita do Presidente da República ao Vaticano, com o país a lidar com os efeitos do mau tempo, e a ausência de reparos aos apoios decididos pelo Governo.
O candidato presidencial e líder do CHEGA, André Ventura, saudou hoje a decisão do Governo de isentar de portagens durante uma semana nas zonas afetadas pela depressão Kristin e propôs que a medida se mantenha "nos próximos meses".
O CHEGA requereu hoje a audição urgente no parlamento do ministro da Defesa Nacional sobre o empenhamento de militares das Forças Armadas no apoio à população após a tempestade Kristin, considerando-o “manifestamente insuficiente” e criticando o Governo.
A mais recente sondagem diária à segunda volta das eleições presidenciais confirma uma tendência de queda continuada de António José Seguro, que volta a perder apoio eleitoral num momento decisivo da campanha.
O candidato presidencial André Ventura visita hoje a região de Lisboa para acompanhar no terreno os danos provocados pela depressão Kristin, que atingiu Portugal continental na quarta-feira, deixando um vasto rasto de destruição.
O grupo parlamentar do CHEGA entregou na Assembleia da República um projeto de resolução que recomenda ao Governo a suspensão temporária do pagamento de portagens nas autoestradas que servem os concelhos afetados pela depressão Kristin, fenómeno meteorológico que provocou elevados danos humanos e materiais em várias regiões do país.
A transparência chegou depois do confronto? Só após ser questionado sobre omissões na sua declaração de rendimentos é que António José Seguro, candidato presidencial, revelou o património das empresas de que é sócio-gerente.
Explorações agrícolas e pecuárias devastadas, animais em risco e produtores sem água, luz ou rações: após a passagem da tempestade Kristin, o CHEGA acusa o Governo de silêncio e avança com um requerimento a exigir medidas urgentes para travar uma crise no terreno que continua a agravar-se.
O candidato presidencial e líder do CHEGA, André Ventura, exigiu hoje ao primeiro-ministro (PM) que se retrate depois de ter “dado a entender” que as mortes devido ao mau tempo foram responsabilidade dessas pessoas.
O candidato presidencial André Ventura acusou hoje o adversário de estar “refém do sistema de interesses” e de não ter capacidade de decisão, depois de António José Seguro o ter acusado de ser "um risco para a democracia”.