Primeiro-Ministro recebe em simultâneo 9 mil euros de avenças mensais na sua empresa

O Primeiro-Ministro de Portugal, Luís Montenegro, encontra-se numa situação controversa ao acumular um total de 9 mil euros mensais em avenças provenientes da sua empresa, a SpinumViva. De acordo com o Expresso, a empresa, que foi fundada pelo próprio Montenegro, tem atualmente contratos com clientes que foram angariados diretamente pelo chefe do Governo.

© Folha Nacional

O valor das avenças mensais, que ascende a 9 mil euros, levanta preocupações sobre possíveis conflitos de interesse, uma vez que Luís Montenegro é responsável pela definição de políticas públicas que podem influenciar os setores em que a sua empresa opera. A SpinumViva, uma empresa de pequena dimensão, concentra-se em serviços específicos, mas, curiosamente, a sua carteira de clientes é composta exclusivamente por entidades que, alegadamente, foram atraídas pelo próprio primeiro-ministro.

Este caso tem gerado um intenso debate público sobre a ética e a transparência nas funções de liderança governamental, com o Presidente do CHEGA, André Ventura a questionar se as avenças mensais recebidas por Montenegro “são compatíveis com as suas responsabilidades enquanto primeiro-ministro”. A SpinumViva não parece ter outros clientes conhecidos além daqueles angariados diretamente por Montenegro.

Até ao momento, o Governo não se pronunciou oficialmente sobre a situação, mas espera-se que sejam prestados mais esclarecimentos nas próximas horas.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA quer que Portugal leve à União Europeia e às Nações Unidas uma proposta para classificar o movimento Antifa como organização terrorista. A iniciativa deu entrada no Parlamento através de um projeto de resolução e coloca o tema da segurança e da violência política no centro do debate.
O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou Bruxelas de ser "símbolo de censura e ditadura" e salientou o papel do seu partido no combate à imigração ilegal em Portugal.
Meses depois das tempestades que deixaram um rasto de destruição em várias regiões do país, continuam as dúvidas sobre como estão a ser atribuídos os apoios públicos. Quem recebeu? Quem ficou de fora? E com base em que critérios?
Décadas depois de terem servido Portugal em cenários de guerra, muitos Antigos Combatentes continuam a viver com pensões baixas e a lidar com as consequências físicas e psicológicas do serviço militar. Para o CHEGA, o apoio atualmente dado pelo Estado está longe de refletir esse sacrifício.
O líder do CHEGA aponta máximos históricos no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e acusa o Governo de encher os cofres à custa do aumento dos preços, enquanto famílias enfrentam um cabaz alimentar em máximos históricos.
Depois da saída precoce do enfermeiro, o Governo volta a nomear um responsável para a Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis (EMER 2030) sem ligação direta ao setor, mantendo a estrutura no centro da contestação política.
O líder do CHEGA, André Ventura, disse hoje que “já tinha falado” com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre o impasse nas eleições dos órgãos externos e que “há dias” existia um acordo em relação à indicação dos candidatos.
Meses depois da passagem da tempestade Kristin, continuam visíveis os sinais de destruição em várias zonas florestais da região Centro do país. Árvores derrubadas, madeira acumulada e vastas áreas de mato e destroços continuam espalhadas pelo terreno, aumentando o risco de incêndios.
André Ventura apontou o dedo ao Governo e questionou a ausência de mudanças estruturais, num momento em que o país enfrenta pressão no custo de vida, nos combustíveis e no acesso à saúde.
A reforma antecipada de Mário Centeno passou de decisão interna do Banco de Portugal para tema central de escrutínio político, depois de o CHEGA ter exigido explicações no Parlamento. O foco está agora nos critérios, nos acordos internos e na transparência do processo.