CHEGA anuncia voto contra moção de confiança ao Governo

O presidente do CHEGA, André Ventura, afirmou hoje que o seu partido vai votar contra a moção de confiança ao Governo anunciada pelo primeiro-ministro por considerar que estão em causa "circunstâncias absolutamente graves sobre a integridade" de Luís Montenegro.

© Folha Nacional

Após o debate da moção de censura do PCP em que o primeiro-ministro anunciou que o Governo avançará com a proposta de uma moção de confiança, André Ventura esclareceu que o CHEGA vai votar contra essa iniciativa e disse que Luís Montenegro “não parece compreender a gravidade da situação e quer manter-se em funções a todo o custo”.

O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo avançará com a proposta de uma moção de confiança ao executivo pelo parlamento, “não tendo ficado claro” que os partidos dão ao executivo condições para continuar.

A rejeição de uma moção de confiança implica a demissão do Governo, estabelece o Regimento da Assembleia da República. Ao contrário da moção de censura, que só é aprovada com a maioria absoluta dos deputados em efetividade de funções, 116, uma moção de confiança apenas necessita de maioria simples, mais votos a favor do que contra.

André Ventura, questionado sobre se perante a possibilidade de novas legislativas mantém a candidatura presidencial, André Ventura disse que falará do assunto “noutra altura”, sublinhou que “este é um cenário muito diferente” e que terá de reunir com os órgãos do partido antes de qualquer decisão.

“Tenho que refletir, tenho que pôr à consideração do partido esta mesma questão, porque evidentemente uma coisa é haver uma eleição presidencial em janeiro, outra é o país ser precipitado para eleições legislativas no momento em que eu sou o líder do próprio partido”, acrescentou.

Últimas de Política Nacional

O índice de coincidência parlamentar revela que sociais-democratas votam mais vezes da mesma forma que o PS do que o CHEGA coincide com a votação dos socialistas na Assembleia da República.
O presidente do CHEGA anunciou hoje o pedido de audição parlamentar urgente do ministro da Administração Interna, do secretário-geral adjunto demissionário António Pombeiro e do general Paulo Viegas Nunes, questionando a “integridade” desta escolha para o SIRESP.
O líder do CHEGA criticou hoje a “estratégia caricata” de Luís Montenegro de “recusar em público” as principais exigências do partido para rever a lei laboral, mas sem se excluir das negociações.
Demitiu-se do cargo, na sexta-feira, o secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI), António Pombeiro. Foi o seu segundo pedido de demissão apresentado no espaço de um mês.
O presidente do CHEGA afirmou esta sexta-feira que “o bloco central de interesses” continua a impedir o apuramento da verdade sobre as FP-25, defendendo no Parlamento que Portugal continua sem conhecer toda a verdade sobre um dos períodos mais polémicos da democracia portuguesa.
O Parlamento aprovou hoje na generalidade uma recomendação do CHEGA que propõe ao Governo a transformação do Dia da Defesa Nacional em semana.
O Conselho Nacional do CHEGA propôs a rejeição da reforma laboral e da reforma do Estado, apresentadas pelo Governo, considerando que estes diplomas "não podem contar com o voto favorável" do partido.
O presidente do CHEGA pediu aos militantes, na intervenção de abertura do Conselho Nacional do CHEGA, responsabilidade e união, propondo que o partido se junte "por Portugal nestes próximos meses”.
O líder do CHEGA diz que mais de 90% dos contratos públicos podem escapar ao controlo prévio e acusa PSD e PS de enfraquecerem a fiscalização do dinheiro dos portugueses.
Os alertas surgem numa altura em que continuam a multiplicar-se investigações relacionadas com corrupção, contratação pública e utilização de fundos públicos em Portugal.