CIP vai reunir-se com líderes de partidos para conhecer programas económicos

A CIP - Confederação Empresarial de Portugal vai reunir-se, a partir de terça-feira, com alguns líderes dos partidos com grupos parlamentares, para conhecer os programas económicos, pouco tempo antes das eleições, e apresentar várias medidas, segundo um comunicado.

© D.R.

Na nota, a CIP indicou que, as reuniões, “às portas das eleições legislativas antecipadas” têm como intuito “conhecer o programa económico de cada uma das forças políticas”.

A Confederação pretende ainda “apresentar um quadro de medidas concretas estruturadas em pilares”, e que passam pelo “aumento de salários e rendimentos dos trabalhadores”, pelo “crescimento da economia” e a “simplificação administrativa dos procedimentos impostos pelo Estado aos cidadãos e às empresas”.

Segundo a CIP, o primeiro desses encontros, na sede da entidade, é com o presidente da Iniciativa Liberal, Rui Rocha.

Seguir-se-á um encontro com o secretário-geral do Partido Socialista, Pedro Nuno Santos, na quarta-feira, sendo que as “datas para os encontros com os restantes líderes dos partidos serão divulgadas em breve”.

“A CIP mantém o firme desígnio de definir uma Agenda Económica que coloque as empresas no centro do debate político como garante do emprego, crescimento distribuição de riqueza”, rematou.

Últimas de Economia

O presidente do CHEGA responsabiliza o Partido Socialista de abrir caminho a um Orçamento que, segundo afirma, vai agravar o custo de vida das famílias. O líder do CHEGA critica a ausência de reduções do IVA nos combustíveis e no cabaz alimentar e denuncia um “falhanço em toda a linha”.
O Governo prevê arrecadar 3.796 milhões de euros em 2027 com o imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP), mais 186 milhões do que o estimado para este ano, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
André Ventura acusou o Governo de estar a penalizar os portugueses com a subida dos impostos e voltou a exigir uma redução do IVA nos combustíveis. “Os portugueses estão a sofrer, e não é pouco”, defendeu.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste voltou a subir 1,34 euros, fixando-se nos 255,56 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
O antigo ministro João Gomes Cravinho admitiu hoje que soube de forma "muito genérica" que o custo das obras no antigo Hospital Militar de Belém iria derrapar, mas ressalvou que nunca surgiu um "pedido de despesa suplementar".
A diferença entre as duas maiores cidades do país é expressiva: 583 novos alojamentos locais no Porto contra apenas 124 em Lisboa desde o início do ano.
A Caixa Geral de Aposentações (CGA) calculou mal as pensões de 2937 pessoas e atribuiu-lhes valores superiores aos que resultavam da aplicação da lei. A falha foi agora detetada e os recém-reformados estão a ser informados de que vão passar a receber menos.
A taxa de inflação homóloga dos países da OCDE subiu para 4,3% em agosto, contra 4,1% em julho, impulsionada por um forte aumento dos preços da energia, enquanto a inflação dos alimentos continuou a desacelerar, foi hoje anunciado.
O Estado injetou cerca de 30 mil milhões de euros no setor financeiro desde a crise de 2008. Até ao final de 2025, apenas 8,9 mil milhões tinham sido recuperados, segundo dados divulgados pelo Tribunal de Contas.
Os cerca de 540 diplomatas portugueses terão novos aumentos salariais no próximo ano. A valorização mensal varia entre 108 e 289 euros e completa a revisão remuneratória iniciada em 2025.