CIP vai reunir-se com líderes de partidos para conhecer programas económicos

A CIP - Confederação Empresarial de Portugal vai reunir-se, a partir de terça-feira, com alguns líderes dos partidos com grupos parlamentares, para conhecer os programas económicos, pouco tempo antes das eleições, e apresentar várias medidas, segundo um comunicado.

© D.R.

Na nota, a CIP indicou que, as reuniões, “às portas das eleições legislativas antecipadas” têm como intuito “conhecer o programa económico de cada uma das forças políticas”.

A Confederação pretende ainda “apresentar um quadro de medidas concretas estruturadas em pilares”, e que passam pelo “aumento de salários e rendimentos dos trabalhadores”, pelo “crescimento da economia” e a “simplificação administrativa dos procedimentos impostos pelo Estado aos cidadãos e às empresas”.

Segundo a CIP, o primeiro desses encontros, na sede da entidade, é com o presidente da Iniciativa Liberal, Rui Rocha.

Seguir-se-á um encontro com o secretário-geral do Partido Socialista, Pedro Nuno Santos, na quarta-feira, sendo que as “datas para os encontros com os restantes líderes dos partidos serão divulgadas em breve”.

“A CIP mantém o firme desígnio de definir uma Agenda Económica que coloque as empresas no centro do debate político como garante do emprego, crescimento distribuição de riqueza”, rematou.

Últimas de Economia

A Caixa Geral de Aposentações reduziu o valor de três mil reformas devido a um erro nos cálculos. Um aposentado de 65 anos perdeu 51 euros mensais e admite regressar ao trabalho para compensar o corte.
O CHEGA/Açores alertou hoje para o desinvestimento do Governo Regional na ilha de São Miguel, destacando que o investimento por habitante previsto para 2027 é de 2.739 euros, inferior à média regional de 4.099 euros.
O sentimento económico na União Europeia e na zona euro recuou em outubro pelo segundo mês consecutivo, com uma quebra de 0,6 nas duas áreas face a setembro, fixando-se nos 96,9 pontos, divulgou hoje a Comissão Europeia.
Com os preços dos combustíveis e dos alimentos a pressionarem os orçamentos familiares e a habitação a continuar inacessível para muitos, o ministro das Finanças apresenta um retrato mais otimista: os portugueses têm melhores salários, maior poder de compra e vivem melhor do que em 2024.
O Banco Mundial prevê uma subida acumulada de 18% nos preços dos alimentos entre 2025 e 2027. Os conflitos internacionais estão a pressionar o abastecimento e os custos da energia, que deverão aumentar 32% este ano.
O preço médio da eletricidade pago pelos consumidores domésticos no mercado livre mantém-se acima do praticado no mercado regulado desde meados de 2023, embora a diferença tenha diminuído ao longo de 2025, segundo um relatório da ERSE.
A taxa de poupança das famílias diminuiu no segundo trimestre de 2026 na área do euro, na União Europeia (UE) e em Portugal, com recuos de 0,2, 0,3 e 0,5 pontos percentuais, respetivamente, face ao trimestre anterior.
Os contribuintes poderão receber menos dinheiro do Fisco em 2027. Segundo o Jornal de Notícias, o benefício sentido nos salários de novembro poderá traduzir-se numa redução de 70% dos reembolsos de IRS.
As famílias com rendimentos intermédios suportam o maior peso do imposto sobre combustíveis em proporção dos seus rendimentos. Um estudo revela que o Estado arrecadou mais de 3,7 mil milhões de euros com este imposto em 2025.
As empresas comunicaram 479 despedimentos coletivos até setembro, uma subida de quase 16% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados divulgados pela DGERT.