PJ colabora com investigação nos EUA ao homicídio do físico Nuno Loureiro

A Polícia Judiciária (PJ) está a colaborar com a investigação norte-americana ao homicídio do físico português Nuno Loureiro, estando em contacto com as autoridades e “a prestar todo o suporte necessário às investigações em curso”.

© Facebook da PJ

Em comunicado, a PJ adiantou que foi contactada na quinta-feira pelas autoridades americanas, depois de um cidadão português se ter tornado suspeito do envolvimento na morte do físico e professor do MIT, nos EUA.

Segundo o comunicado, a PJ está “a prestar colaboração e apoio às autoridades daquele país, desde o momento inicial em que o suspeito se tornou, para aquelas, alvo de interesse”.

Nas últimas horas foi revelado que o principal suspeito da morte de Nuno Loureiro, assim como de outros dois homicídios na Universidade de Brown, é português e foi encontrado morto em New Hampshire, nos Estados Unidos.

Cláudio Neves Valente, de 48 anos, ex-aluno da Brown, foi encontrado morto na noite de quinta-feira com um ferimento de bala autoinfligido, anunciou o chefe de polícia de Providence, no estado norte-americano de Rhode Island, Oscar Perez, em conferência de imprensa. Perez disse que, segundo a investigação, o suspeito terá agido sozinho.

Os investigadores acreditam que Valente é responsável pelo ataque na Universidade Brown e pelo assassinato do professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), o português Nuno Loureiro, morto a tiro em casa, em Brookline, na segunda-feira, de acordo com a procuradora federal de Massachusetts, Leah B. Foley.

Valente e Loureiro frequentaram o mesmo programa académico numa universidade em Portugal, entre 1995 e 2000, acrescentou Foley.

Nuno Loureiro, que cresceu em Viseu, formou-se e fez investigação no Instituto Superior Técnico (IST), em Lisboa.

O FBI tinha indicado anteriormente não ter conhecimento de nenhuma ligação entre os dois ataques.

Uma segunda pessoa, identificada como próxima do suspeito, apresentou-se após a conferência de imprensa de quarta-feira e ajudou “a desvendar” o caso, declarou procurador-geral de Rhode Island, Peter Neronha.

Nuno Loureiro ingressou no MIT em 2016 e foi nomeado, no ano passado, para liderar o Centro de Ciência de Plasma e Fusão, onde trabalhou para promover tecnologias de energia limpa e outras investigações. O centro, um dos maiores laboratórios do MIT, tinha mais de 250 pessoas a trabalhar em sete edifícios quando o português assumiu a direção.

O Presidente Donald Trump suspendeu o programa de vistos que permitiu a entrada nos Estados Unidos do português suspeito de matar o físico Nuno Loureiro e outras duas pessoas na Universidade Brown, em ataques separados.

O Governo português expressou hoje “grande tristeza e consternação” por o suspeito ser um cidadão de Portugal.

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