Durante a Operação Liberterra III, que decorreu entre 10 e 21 de novembro, a PJ e a GNR controlaram 32.675 passageiros em ações e aeroportos, portos marítimos e fronteiras terrestres, avançou o Sistema de Segurança Interna (SSI).
Em comunicado enviado esta terça-feira, a PJ adiantou que, através da Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT), fez operações de fiscalização em 50 moradas que levaram à identificação de 120 pessoas.
A PJ destacou ainda uma operação feita na zona de Sobral de Monte Agraço, onde foram identificadas três casas ligadas à exploração sexual e 30 pessoas.
Já a GNR, através da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras, fiscalizou 11.257 pessoas e encontrou 34 migrantes em situação irregular. Em comunicado enviado às redações, a GNR avançou ainda que foram feitas 11 detenções por entrada e permanência ilegal em território nacional.
Além de Portugal, a Operação Liberterra III decorreu em 119 países, entre 10 e 21 de novembro, e, no total, foram detidos 3.744 suspeitos de tráfico de pessoas, sinalizadas 1800 vítimas de tráfico de seres humanos e 12.992 imigrantes irregulares.
De acordo com a informação avançada pela Interpol, foram abertas mais de 720 investigações, sendo que muitas delas estão ainda a decorrer.
Em Mianmar, por exemplo, as autoridades encontraram 450 trabalhadores num complexo, sendo potenciais vítimas de tráfico de pessoas, em El Salvador foi registada a venda de uma criança a um homem de 73 anos e, em Moçambique, um rapaz de oito anos foi sequestrado para remoção de órgãos.