Santos Silva cede à pressão do CHEGA e Lula já não discursa na sessão solene do 25 de Abril

Depois da conferência de líderes realizada na passada quarta-feira no Parlamento, e de toda a pressão feita pelo CHEGA e outros partidos para que o presidente brasileiro não discursasse na sessão solene do 25 de abril, Santos Silva recuou e Lula já não discursará nessa sessão.

“Agora que ouvi a conferência de líderes posso dizer que evidentemente nós teremos uma sessão solene de boas-vindas dedicada ao Presidente da República Federativa do Brasil. Agora, quanto à organização, à logística, às condições protocolares, isso é o meu trabalho e ainda temos mais de mês e meio à nossa frente”, afirmou.

O Presidente brasileiro, que realizará uma visita de Estado a Portugal em abril poderá estar presente na sessão comemorativa do 25 de Abril no Parlamento, mas não irá discursar nessa sessão, mas sim na sessão de boas-vindas que lhe será dedicada e que contará também com uma intervenção do presidente do Parlamento.

Por seu lado, o líder parlamentar do CHEGA referiu que o partido continua a ser “veementemente contra a vinda do Presidente Lula da Silva ao Parlamento português” e “durante as comemorações do 25 de Abril então, ainda mais”.

Pedro Pinto, líder da bancada parlamentar do CHEGA, referiu-se ainda ao “passado de Lula da Silva ligado à corrupção” e disse que “se há uma coisa que o 25 de Abril devia ter trazido era particularmente uma luta contra a corrupção”.

Últimas de Política Nacional

Álvaro Santos Pereira será ouvido na Assembleia depois de o CHEGA exigir esclarecimentos sobre compras travadas pelo Banco Central Europeu.
Ilídio Ferreira abandona o Partido Socialista e mantém mandato como independente. O pedido de desfiliação foi remetido a 25 de abril ao secretário-geral do partido.
O presidente do CHEGA, André Ventura, saudou hoje a promulgação, pelo Presidente da República, do decreto que altera a Lei da Nacionalidade e afirmou que esta legislação teve o "consenso possível".
O Governo quer criar um novo organismo para gerir 'situações de crise', num investimento de 33 milhões de euros, mas a proposta já está a levantar dúvidas sérias, incluindo o risco de ser inconstitucional.
Nova lei endurece regras de acesso à nacionalidade portuguesa e reforça exigência de ligação efetiva ao país.
Os preços dos combustíveis voltam a subir esta segunda-feira e aproximam-se de níveis históricos. Medidas do Governo são insuficientes para travar a subida dos preços.
Uma contratação feita pela Câmara Municipal de Abrantes, atualmente liderada pelo PS, está a gerar polémica e a levantar dúvidas sobre critérios de escolha. Em causa está a contratação de uma banda praticamente desconhecida para atuar como cabeça de cartaz nas festas da cidade, cujo membro pertence à concelhia dos socialistas.
O líder do CHEGA indicou hoje que, se as alterações à legislação laboral fossem votadas agora, o partido seria contra e considerou que a greve geral mostra o “fracasso do Governo” nas negociações.
O Parlamento rejeitou esta sexta-feira as propostas do CHEGA para reforçar proteção e compensação de profissionais expostos diariamente à violência.
O presidente do CHEGA acusou o Governo de deixar por cumprir uma parte substancial dos apoios prometidos após a tempestade Kristin, criticando a ausência de execução das medidas anunciadas, a pressão fiscal sobre os lesados e a falta de resposta do Executivo perante o agravamento dos custos para famílias e empresas.