Administrador do Stop no Porto apanhado de surpresa com fecho de lojas

©D.R.

O administrador do centro comercial Stop, que hoje viu serem fechadas a maioria das suas lojas por ordem municipal, admitiu aos jornalistas ter sido apanhado de surpresa com o encerramento, dizendo não ter sido notificado da ação da Polícia Municipal.
“Acabou agora recentemente o prazo para executar as obras. Não foram feitas e a fiscalização da Câmara, sem me notificar – também não tem que me notificar, numa penhora ou execução não se notifica a pessoa de que vai ser feita – veio hoje fechar, e eu completamente [apanhado] de surpresa”, disse o administrador Ferreira da Silva aos jornalistas, no interior do centro comercial Stop.

Mais de uma centena de lojas do Centro Comercial Stop, na Rua do Heroísmo, no Porto, foram hoje seladas pela Polícia Municipal “por falta de licenças de utilização para funcionamento”, justificou a Câmara Municipal.

Em comunicado, a autarquia presidida pelo independente Rui Moreira avança que estão a ser seladas 105 das 126 lojas deste centro comercial, numa operação que começou de manhã e obrigou à saída de lojistas, tendo alguns músicos do Stop permanecido no exterior do centro comercial.

O centro comercial Stop funciona há mais de 20 anos como espaço cultural e diversas frações dos seus pisos são usadas como salas de ensaio ou estúdios por vários artistas.

Segundo o administrador, a associação de músicos do centro comercial “indicou uma arquiteta para fazer alterações ao projeto para se obter licenciamento” para o espaço, que, tal como um regime de propriedade horizontal, não tem um proprietário único, sendo as parcelas divididas pelos proprietários das lojas.

“Esse projeto foi aprovado, mas o problema é que não há dinheiro para o executar. A questão é essa. Eu sempre disse, claramente, na Câmara, que não havia dinheiro para o fazer. O projeto implica seis milhões de euros e o condomínio não tinha dinheiro”, detalhou Ferreira da Silva.

Segundo o administrador, a Câmara do Porto “deu a entender” que não se “preocupasse muito com isso, mas sim com a legalização, que depois haveria de haver soluções”, sugerindo que se a autarquia “tivesse qualquer medida de fazer as obras”, e apoiar os condóminos, “provavelmente estariam absolutamente disponíveis para fazer um período de utilização” alargado, por exemplo, de 20 anos.

“A ideia não é tirar rentabilidade. As lojas aqui, a maior parte delas, estão alugadas a 125 euros por mês. Nenhum condómino está a ganhar dinheiro com isto”, disse o administrador Ferreira da Silva.

Recordando que o edifício data de 1982, Ferreira da Silva detalhou que “naquela altura, os prédios eram vendidos na planta” e, “depois, no fim de estar o edifício construído, pedia-se a licença de utilização”.

“Foi isso que falhou”, considerou.

“As pessoas receberam as lojas em planta, algumas frações fizeram obras para fazer pés direitos diferentes, e portanto a Câmara não aprovou a licença por causa dessas obras. A empresa que fez o prédio depois faliu, o construtor faliu e o arquiteto morreu. Quem fez o prédio deixou isto com as lojas todas vendidas, mas sem licença”, detalhou o administrador.

Questionado sobre se o edifício pode ser vendido como um todo, o administrador negou, devido à propriedade ser partilhada.

“Basta um não querer, que não pode”, garantiu.

A Associação de Músicos do centro comercial Stop, no Porto, que hoje viu a maioria dos seus estabelecimentos encerrarem por ordem municipal, alertou hoje que quase 500 artistas ficam sem “ter para onde ir”, pois “não têm locais para poder fazer barulho”.

De acordo com uma notícia de finais de outubro de 2022 do Jornal de Notícias, o centro comercial Stop “tem problemas estruturais, que “comprometem a segurança do edifício e de quem o frequenta”, segundo um diagnóstico feito pela autarquia.

Em fevereiro deste ano, durante uma reunião de câmara, o presidente da autarquia revelou que foi proposto à associação dos músicos do Stop e à administração do condomínio a ocupação dos andares superiores do Silo Auto.

“Disseram-nos que não queriam, que não lhes interessava porque querem continuar no Stop”, adiantou Rui Moreira, dizendo que o município poderia, nos dois últimos andares do Silo Auto, criar um espaço de partilha em modelo de ‘open space’ para os músicos”.

Últimas do País

A GNR deteve em Castelo Branco um homem de 33 anos foragido à justiça e sobre o qual pendia um mandado de detenção para cumprimento de pena de prisão efetiva por diversos crimes, incluindo o de homicídio por negligência.
O Banco Português de Fomento vai suportar uma deslocação a Paris do Conselho Consultivo Estratégico, órgão composto por 20 personalidades, e do presidente da comissão executiva, Gonçalo Regalado. Tratando-se de um banco público, há um pormenor que fica por esclarecer: não foi indicado quantas pessoas participarão na viagem nem qual será a fatura final.
Hospital serve quase o dobro da população para que foi projetado. Presidente da ULS admite pressão do “turismo de saúde”, revela que a maioria dos nascimentos é de estrangeiros e questiona quem paga os cuidados de quem não desconta em Portugal. Há ainda 200 mil pessoas sem médico de família.
A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) alertou hoje para “o impacto muito negativo” dos aumentos sucessivos dos preços dos combustíveis “na sustentabilidade financeira” das associações humanitárias, considerando que estes aumentos estão “a estrangular” as corporações de bombeiros.
Um militar da GNR foi atropelado este domingo na Costa da Caparica por um motociclo, cujo condutor desobedeceu a uma ordem de paragem emitida pelas autoridades. O incidente ocorreu na Estrada da Fonte da Telha, concelho de Almada, distrito de Setúbal, segundo informações fornecidas por uma fonte da Guarda Nacional Republicana.
Mais de 50 concelhos dos distritos de Castelo Branco, Guarda, Coimbra, Santarém, Leiria, Portalegre e Faro estão esta segunda-feira em perigo máximo de incêndio rural, num dia em que as temperaturas vão manter-se elevadas, segundo o IPMA.
Tinha 23 anos, encontrava-se em situação irregular em Portugal e já tinha sido notificado para abandonar voluntariamente o país. O cidadão estrangeiro foi localizado em Lisboa durante uma operação da Polícia Judiciária e constituído arguido por fortes suspeitas de burla informática e nas comunicações e de branqueamento.
A GNR dá início esta sexta-feira à operação Escola Segura 2026/2027 e vai assinalar o regresso às aulas com um conjunto de ações de sensibilização dirigidas aos alunos, professores e encarregados de educação, abrangendo mais de 4.400 estabelecimentos.
As escolas começam esta sexta-feira a receber alunos para mais um ano letivo que será marcado pela proibição dos smartphones até ao 9.º ano e pela já anunciada falta de professores, em especial na zona de Lisboa.
Nove concelhos dos distritos de Santarém, Portalegre e Faro apresentam hoje perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).