Ucrânia reclama destruição de sistema de mísseis em novo ataque à Crimeia

A Ucrânia reclamou hoje a destruição de um sistema de defesa antiaérea russo, avaliado em 1,1 mil milhões de euros, na Crimeia, no segundo dia de ataques consecutivos à península anexada pela Rússia, revelaram fontes militares de Kyiv.

© D.R

“A contraespionagem militar da SBU [Serviço de Segurança da Ucrânia] e a Marinha Ucraniana conduziram uma operação especial única perto de Yevpatoria. Destruíram o sistema de defesa aérea russo Triumf, no valor de 1,2 mil milhões de dólares [1,1 mil milhões de euros]”, disseram fontes do SBU citadas pela agência Ukrinform.

Os ‘drones’ ucranianos destruíram primeiro os “olhos” do sistema, ou seja, os radares e antenas que os alertam sobre a aproximação de um possível alvo inimigo, segundo a descrição do jornal Ukrainska Pravda, que também cita fontes do SBU.

No seu ataque, prosseguiu o jornal, Kiev usou tanto ‘drones’ como mísseis ucranianos Neptune, que já utilizou no passado para atingir a frota russa do Mar Negro.

O Ministério da Defesa russo reconheceu hoje a ocorrência de ataques, mas não os danos reclamados por Kiev, e afirmou que destruiu onze ‘drones’ aéreos na Crimeia e outros cinco veículos não tripulados náuticos que visavam novamente a frota do Mar Negro.

Por volta das 02:00 locais (00:00 em Lisboa), as Forças Armadas ucranianas “tentaram atacar o navio de patrulha da Frota do Mar Negro Sergey Kotov, com cinco embarcações navais não tripuladas”, afirmou, em comunicado, o Ministério da Defesa russo.

O Ministério chefiado por Serguei Shoigu disse que o ataque foi repelido e que as cinco embarcações foram destruídas pelo fogo das armas do navio de patrulha.

Um vídeo nas redes sociais mostra fortes explosões e uma nuvem de fumo, mas a sua veracidade não pode ser confirmada no imediato.

Meia hora depois, o exército russo impediu uma tentativa de Kiev “de efetuar um ataque terrorista com ‘drones'” na Crimeia, acrescentou a nota.

Estas investidas ocorrem um dia depois de as forças armadas de Kiev reclamarem a destruição de um submarino e de um navio de desembarque da Marinha russa num estaleiro no porto de Sebastopol, principal base da Frota do Mar Negro.

De acordo com dois canais russos de Telegram, Baza e Shot, o submarino Rostov e o navio militar Minsk sofreram danos no ataque, cuja responsabilidade foi reivindicada pela Força Aérea Ucraniana através do seu comandante, Mikola Oleshchuk.

O Ministério da Defesa russo indicou que a Ucrânia utilizou dez mísseis de cruzeiro para atacar o porto de Sebastopol, dos quais sete foram intercetados, bem como três ‘drones’ da marinha ucraniana.

Segundo o Ministério da Defesa russo, os navios danificados serão reparados e continuarão ao serviço.

As autoridades russas na península da Crimeia, anexada em 2014, contabilizaram 24 feridos no ataque.

As autoridades ucranianas tinham prometido “novas surpresas” aos russos na Crimeia, que assinalarão dez anos de anexação do território no próximo mês de março.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou, de acordo com os mais recentes dados da ONU, a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

Últimas do Mundo

A Comissão Europeia foi alvo de buscas policiais em Bruxelas devido a suspeitas na venda de 23 imóveis ao Estado belga em 2024. A investigação está a cargo do Ministério Público Europeu, que confirmou diligências de recolha de provas.
Dados recentes da agência europeia FRONTEX indicam que, entre 2024 e 2025, mais de 100 mil pessoas entraram ilegalmente em Espanha pelas rotas do Mediterrâneo Ocidental e das Canárias. Cerca de 73% provêm de países sem conflitos armados generalizados.
As perdas seguradas por catástrofes naturais atingiram em 2025 os 127.000 milhões de dólares (cerca de 106.681 milhões de euros), ultrapassando os 100.000 milhões de dólares pagos pelo setor segurador pelo sexto ano consecutivo.
Uma operação policial europeia que incluiu 18 países e foi liderada por Áustria, Portugal e Espanha impediu a entrada em circulação de cerca de 1,2 mil milhões de euros em notas e moedas falsas de várias divisas.
A Comissão Europeia propôs hoje a criação de uma aplicação para reportar casos de cyberbullying e instou os Estados-membros a desenvolverem uma abordagem comum para combater o fenómeno, que atinge uma em seis crianças.
As autoridades francesas lançaram hoje um apelo por testemunhas depois de terem acusado um ex-professor de 79 anos de violação agravada e abuso sexual contra 89 menores em vários países entre 1967 e 2022.
A Comissão Europeia adotou esta segunda-feira, medidas para impedir a destruição de vestuário, roupa, acessórios e calçado não vendidos, visando reduzir os danos ambientais na União Europeia (UE), que rondam 5,6 milhões de toneladas de emissões poluentes por ano.
As autoridades do Brasil e de Espanha desmantelaram uma rede criminosa que traficava cocaína escondida em tampos de mármore de mesas e lavatórios, anunciou hoje a polícia espanhola.
A Comissão Europeia notificou hoje a `gigante` tecnológica Meta de possíveis medidas cautelares para reverter a exclusão de assistentes de inteligência artificial (IA) terceiros do serviço de comunicações WhatsApp, considerando existir um abuso de posição dominante.
Centenas de portugueses estão hoje a convergir para o consulado de Portugal em Paris para votar na segunda volta das presidenciais, com vários a exercerem pela primeira vez o seu direito de voto, prevendo-se uma participação historicamente elevada.