Se o PS vencer as eleições vai “vingar-se da justiça e condicioná-la”, diz André Ventura

© Folha Nacional

As declarações das últimas semanas proferidas por altos dirigentes socialistas sobre a justiça não têm sido muito tranquilizadoras, o que leva André Ventura a temer uma “perseguição” à justiça e aos seus elementos.
Ao longo das últimas semanas, vários dirigentes socialistas pronunciaram-se publicamente sobre a Operação Influencer: uns pediram celeridade especial, outros disseram querer pôr “o Ministério Público na ordem” e ainda outros estão só à espera do resultado das eleições de 10 de Março.
Para o Presidente do CHEGA, André Ventura, parece evidente que uma vitória do PS pode colocar em causa a independência da Justiça e o Estado de Direito português. Em declarações ao Folha Nacional, o líder do CHEGA lembrou que “já no processo Casa Pia tínhamos testemunhado estas tentações do PS, curiosamente também com António Costa”.
Ora, no rescaldo da operação Influencer, é o próprio princípio da separação que poderes que pode estar em causa, considera.
“Se o PS vencer as eleições, vai haver perseguição e a mais forte tentativa de sempre de restringir a ação da justiça. Ninguém tenha dúvida”, alerta André Ventura.

Últimas de Política Nacional

Vários partidos do sistema, nomeadamente o PS e o VOLT, estão empenhados em tentar impedir a presença do CHEGA nas próximas eleições autárquicas.
O Chega quer proibir a exploração económica das áreas ardidas durante 10 anos e a venda de madeira queimada, aumentar as penas para os incendiários e a criação de um fundo de apoio às famílias dos bombeiros.
O líder do Chega considerou hoje que o Presidente da República foi "extremamente imprudente" quando disse que o seu homólogo dos Estados Unidos funciona como um "ativo soviético", acusando-o de "a perder credibilidade".
O líder do Chega, André Ventura, colocou hoje cinco condições ao Governo para negociar o próximo Orçamento do Estado, incluindo uma redução da carga fiscal, aumento das pensões ou mais verbas para as forças de segurança.
O líder do Chega, André Ventura, criticou hoje o primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmando que não sabe ser líder, dar a cara ou desempenhar o cargo, a propósito da forma como o Governo lidou com os incêndios.
O presidente do Chega, André Ventura, acusou hoje a ministra da Administração Interna de incompetência na gestão do combate aos incêndios que têm afetado o país e desafiou o primeiro-ministro a admitir "que falhou" nesta matéria.
O Chega vai forçar a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito sobre os incêndios rurais, anunciou o partido na terça-feira à noite.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, vai hoje à Comissão Permanente da Assembleia da República para debater a coordenação do combate aos incêndios em Portugal, depois de os partidos da oposição terem feito críticas unânimes à atuação do Governo.
A Comissão Permanente da Assembleia da República debate na quarta-feira a situação dos incêndios em Portugal, após a oposição ter feito críticas unânimes ao Governo e o primeiro-ministro ter-se manifestado disponível para prestar esclarecimentos.
O presidente do Chega aconselhou ontem o primeiro-ministro, Luís Montenegro, a sair do gabinete e a ir ao terreno, acusando-o de fazer uma "má gestão" dos incêndios.