Se o PS vencer as eleições vai “vingar-se da justiça e condicioná-la”, diz André Ventura

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As declarações das últimas semanas proferidas por altos dirigentes socialistas sobre a justiça não têm sido muito tranquilizadoras, o que leva André Ventura a temer uma “perseguição” à justiça e aos seus elementos.
Ao longo das últimas semanas, vários dirigentes socialistas pronunciaram-se publicamente sobre a Operação Influencer: uns pediram celeridade especial, outros disseram querer pôr “o Ministério Público na ordem” e ainda outros estão só à espera do resultado das eleições de 10 de Março.
Para o Presidente do CHEGA, André Ventura, parece evidente que uma vitória do PS pode colocar em causa a independência da Justiça e o Estado de Direito português. Em declarações ao Folha Nacional, o líder do CHEGA lembrou que “já no processo Casa Pia tínhamos testemunhado estas tentações do PS, curiosamente também com António Costa”.
Ora, no rescaldo da operação Influencer, é o próprio princípio da separação que poderes que pode estar em causa, considera.
“Se o PS vencer as eleições, vai haver perseguição e a mais forte tentativa de sempre de restringir a ação da justiça. Ninguém tenha dúvida”, alerta André Ventura.

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PSD e PS aprovaram, na especialidade, alterações ao regime de fiscalização do Tribunal de Contas que incluem o afastamento do visto prévio em determinados procedimentos. André Ventura acusa os dois partidos de enfraquecerem o controlo da despesa pública e classifica a decisão como uma “via verde para a corrupção”.
André Ventura questionou esta terça-feira a permanência de Luís Neves à frente do Ministério da Administração Interna, na sequência das acusações feitas pelo antigo secretário-geral Ricardo Carrilho. O presidente do CHEGA falou em suspeitas de pressões para a prática de ilegalidades, questionou a gestão de 26 milhões de euros destinados ao SIRESP e prometeu impedir que a comissão parlamentar de inquérito seja bloqueada.
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André Ventura acusou esta sexta-feira Luís Montenegro de transformar a cobrança de impostos numa prioridade do Governo, enquanto as famílias enfrentam despesas cada vez mais difíceis de suportar. No Parlamento, o presidente do CHEGA denunciou uma receita fiscal recorde, criticou a manutenção do IVA dos combustíveis e das portagens e acusou o primeiro-ministro de se "rir da pobreza dos portugueses".
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PS e PSD chegaram a um entendimento para que os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves sejam suspensos enquanto estiverem em funcionamento outras duas comissões de inquérito. A solução adia, na prática, o arranque pleno da investigação parlamentar pretendida pelo CHEGA à atuação de Luís Neves enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária.
André Ventura acusou esta terça-feira o presidente da Assembleia da República de estar a atrasar a Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves na Polícia Judiciária. O líder do CHEGA diz que o partido já aceitou sucessivas limitações e desafia Aguiar-Branco a explicar por que razão a comissão ainda não avançou.