Ventura garante “maior aumento de pensões que Portugal alguma vez teve”

O presidente do CHEGA, André Ventura, prometeu hoje a fazer o "maior aumento de pensões" se for governo, defendendo que será possível com uma melhor gestão dos dinheiros públicos.

© Folha Nacional

“Eu garanto-vos que o choque de dignidade não será um choque salarial nem fiscal, será o choque do maior aumento de pensões que Portugal alguma vez teve. Têm a minha promessa, têm o meu sangue e têm o meu compromisso político”, afirmou o líder do CHEGA.

Num pequeno discurso no final de uma arruada no centro da cidade de Braga, André Ventura afirmou que o CHEGA não vai “ser como o PS e o PSD”, que estão a “discutir quem é que não vai cortar pensões”.

“Eu quero-vos deixar a garantia política, com todo o meu empenho nisso, não haverá maior missão para mim do que esta, do que permitir que os nossos pais, os nossos avós, vivam num país com dignidade”, afirmou.

O presidente do CHEGA recusou também críticas de que a proposta do CHEGA para equiparar as pensões mais baixas ao valor do salário mínimo nacional, aumentando de forma faseada, “será de difícil realização”.

“Nos primeiros três anos, nós queremos equiparar todas as pensões ao valor do IAS, o custo disso é de 1,6 mil milhões de euros. Todos os anos no Ministério da Saúde desperdiçam-se dois a três mil milhões de euros. Agora digam-me lá se não podemos gerir um bocadinho melhor e aumentar as pensões em Portugal”, defendeu.

Últimas de Política Nacional

Para André Ventura, a resposta do Estado aos estragos causados pela tempestade Kristin falhou no tempo e na liderança, com decisões tardias e ausência no terreno quando as populações mais precisavam.
A tempestade 'Kristin' deixou vítimas mortais e voltou a expor falhas graves na resposta do Estado. No Parlamento, o líder parlamentar do CHEGA acusou o PS de ter uma “memória curta” e de nunca ter corrigido erros estruturais que continuam a custar vidas.
André Ventura arranca a campanha no terreno, em zonas fustigadas pelo mau tempo, prometendo proximidade às populações e um choque frontal com o discurso da estabilidade defendido pelo adversário.
O candidato presidencial André Ventura lamentou hoje as mortes na sequência da depressão Kristin e disse que espera poder visitar zonas do país afetadas pelo mau tempo nos próximos dias.
Mais de 3,9 milhões de pessoas assistiram ao debate entre os candidatos presidenciais André Ventura e António José Seguro, e foi o mais visto de todos os debates, de acordo com a análise da Universal McCann.
O Governo avançou para uma limpeza silenciosa nas administrações hospitalares, afastando equipas com bons resultados para colocar dirigentes com ligações ao PSD e ao CDS. Em menos de um ano, quase 80% das novas nomeações recaem em nomes próximos do poder político.
A campanha eleitoral para a segunda volta das presidenciais arranca oficialmente hoje, um dia após o debate entre António José Seguro e André Ventura, marcado pela discussão sobre saúde, legislação laboral, poderes presidenciais, regulação da imigração e política internacional.
O presidente da Comissão de Transparência, Rui Paulo Sousa, eleito pelo CHEGA, criticou hoje a deputada socialista Eva Cruzeiro por colocar em causa a isenção desta comissão, salientando que as audições obedecem sempre ao Regimento do parlamento.
A campanha oficial para a segunda volta das eleições presidenciais arranca na quarta-feira e decorre até ao dia 6 de fevereiro, com André Ventura e António José Seguro na corrida a Belém.
É hoje o único debate televisivo entre os dois candidatos à segunda volta das Eleições Presidenciais. Terá 75 minutos de duração e está marcado para as 20h30 (com transmissão na RTP, SIC e TVI).