Destruição de navios russos na Crimeia “histórico”

O ministro da Defesa britânico, Grant Shapps, considerou hoje que a destruição pela Ucrânia de dois navios de guerra russos em Sebastopol, na Crimeia, é um "momento histórico" que pode mudar a dinâmica do conflito no Mar Negro.

© Facebook de Grant Shapps

 

“Este é um momento histórico e uma nova mudança na dinâmica do Mar Negro”, disse o governante britânico, em declarações divulgadas pela Sky News.

Em causa está o ataque noturno levado a cabo pelas forças ucranianas contra dois navios russos, um centro de comunicações e outras infraestruturas em Sebastopol, na península da Crimeia, território ucraniano sob ocupação russa.

A informação do ataque foi avançada pelas autoridades ucranianas, enquanto a Rússia não se pronunciou.

O ministro britânico indica que os navios foram “destruídos” e que o ataque significa que “a Rússia já não consegue operar com garantias de segurança” naquelas águas.

“Após anos de controlo ilegal da Rússia sobre a Crimeia, a destruição desses navios de guerra importantes para a Rússia é um marco notável”, disse.

Os dois navios em causa são o Jamal, projetado na Polónia em 1987, com uma tripulação de 98 pessoas e 112,5 metros de comprimento, e o Azov, com mais de 173 metros de comprimento, projetado em 1972 e que conta com uma tripulação de mais de 400 pessoas.

A Rússia, que lançou uma ofensiva militar contra a Ucrânia em 24 de fevereiro passado, anexou em 2014 a península ucraniana da Crimeia (sul).

Últimas do Mundo

As autoridades ambientais da Austrália anunciaram hoje o desmantelamento de uma criação ilegal de baratas perto de Sydney, contendo mais de 100 mil baratas, com um valor de mercado superior a 122 mil euros.
O dia da sobrecarga ecológica do planeta, em que a humanidade esgota os recursos naturais da Terra disponíveis anualmente e passa a viver “a crédito”, assinala-se a 30 de julho.
O Ministério Público alemão pediu hoje prisão perpétua para o psiquiatra saudita que atropelou com um carro a multidão no mercado de Natal de Magdeburgo, matando seis pessoas e ferindo mais de 300 em dezembro de 2024.
O Grupo Parlamentar do CHEGA apresentou na Assembleia da República um voto de pesar pela morte de Henry Nowak, jovem britânico de 18 anos assassinado no Reino Unido, num caso que gerou forte indignação internacional.
Centenas de pessoas saíram às ruas de Southampton, no Reino Unido, após a morte de Henry Nowak, o jovem de 18 anos que morreu depois de ter sido esfaqueado e inicialmente tratado pelas autoridades como suspeito. Vickrum Digwa, de 23 anos, acabou condenado pelo homicídio do estudante.
A ministra do Interior britânica defendeu hoje uma investigação à atuação da polícia, no ano passado, por deter e algemar erradamente uma vítima de esfaqueamento, mas alertou para a manipulação política do caso.
Um executivo da empresa norte-americana Walt Disney Company, detido num aeroporto de Moscovo em janeiro, foi hoje condenado a dois anos e meio de prisão por um tribunal russo por posse e tentativa de contrabando de droga.
Um português de 26 anos morreu após uma violenta agressão numa rua espanhola, num caso que está agora a ser investigado pelas autoridades de La Rioja.
A Comissão Europeia multou hoje a chinesa Temu em 200 milhões de euros por não detetar devidamente produtos ilegais, referindo que encontrou à venda na plataforma brinquedos para bebés, joias ou carregadores com elevados riscos de segurança.
Os aeroportos europeus estão a registar esperas até 3,5 horas nos controlos fronteiriços em períodos de pico e antecipam um verão “particularmente difícil”, apontando falta de efetivos e falhas técnicas na implementação do novo sistema europeu.