Confiança dos consumidores sobe para máximo desde fevereiro de 2022

O indicador de confiança dos consumidores aumentou entre dezembro e março, invertendo o movimento descendente observado nos quatro meses anteriores e atingindo o valor mais elevado desde fevereiro de 2022, foi hoje anunciado.

© D.R.

Num comunicado hoje divulgado, o Instituto Nacional de Estatística (INE) informa também que o saldo das opiniões dos consumidores sobre a evolução dos preços diminuiu nos últimos dois meses, após ter aumentado em janeiro.

Já as perspetivas relativas à evolução futura dos preços também diminuiu nos últimos dois meses, de forma significativa em março, depois do aumento expressivo observado em janeiro, refere.

O INE afirma também que o indicador de clima económico aumentou em março, contrariando a redução observada no mês anterior.

Os indicadores de confiança aumentaram nos serviços e, de forma ligeira, no comércio, tendo diminuído moderadamente na indústria transformadora e na construção e obras públicas.

O saldo das expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de venda diminuiu significativamente em março em todos os setores, indica o INE.

Últimas de Economia

O Partido Socialista (PS) defende que é preciso aliviar a carga fiscal sobre os combustíveis, mas vai votar contra o projeto de lei do CHEGA que propõe reduzir temporariamente o IVA nos combustíveis de 23% para 13%. A decisão foi confirmada por José Luís Carneiro.
Com o prazo a apertar, várias entidades públicas aceleraram a contratação financiada pelo PRR. Na Universidade Nova de Lisboa, dez contratos foram assinados no último dia de junho e uma empreitada de quase 749 mil euros ficou a pouco mais de mil euros do valor que obrigaria a fiscalização prévia do Tribunal de Contas.
Abastecer deverá voltar a pesar mais na carteira já no início da próxima semana. As previsões apontam para aumentos expressivos no gasóleo e na gasolina, numa altura em que o Brent continua acima dos 100 dólares.
A taxa de inflação homóloga da zona euro fixou-se nos 3,2% em agosto, face aos 2% registados no mesmo mês de 2025, enquanto na União Europeia (UE) passou de 2,4% para 3,2%, ficando Portugal acima da média.
A Euribor desceu, esta quarta-feira, a três meses e subiu a seis e a 12 meses para novos máximos desde outubro e julho de 2024, após o Banco Central Europeu ter subido as taxas diretoras na quinta-feira.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste subiu pela terceira semana consecutiva, fixando-se nos 255,97 euros, informou esta quarta-feira a associação de defesa do consumidor.
Os títulos de dívida emitidos por entidades residentes até agosto subiram 2,8% em termos homólogos, para 328.986 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
Eurostat revela nova queda dos postos de trabalho por preencher na zona euro e na União Europeia. Portugal fica de fora da comparação mais recente por ainda não ter dados disponíveis para o segundo trimestre.
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu hoje, ao ser fixada em 2,946%, mais 0,010 pontos que na segunda-feira e um novo máximo desde outubro de 2024.
A Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses, nos dois prazos mais longos para novos máximos desde novembro e agosto de 2024, depois de o Banco Central Europeu ter subido as taxas diretoras na quinta-feira.