Rui Paulo Sousa lamenta que PSD não tenha contactado

O deputado do CHEGA Rui Paulo Sousa lamentou hoje que o PSD não tenha contactado o partido sobre os lugares da Mesa da Assembleia da República e apelou ao voto na sua candidatura para presidente do parlamento.

© Folha Nacional

“Não houve nunca nenhum contacto da parte do PSD. Houve uma tentativa da parte do CHEGA de chegar a esse diálogo, não houve qualquer resposta do PSD. Aliás, a resposta que o PSD deu foi hoje ter uma reunião com o PS. Acho que está bem clara qual foi a resposta do PSD ao nosso repto para chegar a um acordo”, criticou Rui Paulo Sousa, em declarações aos jornalistas no parlamento.

O dirigente do CHEGA considerou que os sociais-democratas “preferiram juntar-se ao PS para tentar chegar a um acordo” para a presidência da Assembleia da República, considerando que os dois maiores partidos do parlamento “são duas faces da mesma moeda”.

Rui Paulo Sousa apelou ainda aos deputados para que votem no seu nome para presidir ao parlamento, como forma de “resolver o impasse”, lembrando que “a votação é secreta”.

“Os deputados, apesar das indicações, podem votar em quem quiserem e, portanto, deixo o repto para votarem no meu nome e resolverem este impasse”, disse.

O prazo para entrega das candidaturas para presidente da Assembleia da República foi novamente prolongado, desta vez até às 14h00, a pedido do PS, a que o PSD se associou, arrancando o plenário uma hora depois.

A eleição do presidente da Assembleia da República tem de ser realizada na primeira reunião plenária da legislatura por maioria absoluta dos votos dos deputados em efetividade de funções (116).

Últimas de Política Nacional

O CHEGA defendeu ontem que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, "perdeu por completo o controlo da situação" relativa ao ministro da Administração Interna e insistiu na saída de Luís Neves do cargo.
O Ministério da Justiça (MJ) ordenou uma auditoria interna à Polícia Judiciária (PJ) na sequência das notícias sobre o funcionamento desta polícia no mandato do ex-diretor nacional e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Luís Neves está novamente no centro da polémica. O atual ministro da Administração Interna vai ser julgado no Tribunal de Contas por infrações financeiras cometidas quando era diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), num caso relacionado com contratos públicos que, segundo o tribunal, não cumpriram as regras da contratação pública.
O CHEGA defende que Portugal deve exigir a exclusão de Marrocos da organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030, na sequência da invasão massiva de migrantes em Ceuta.
O CHEGA defende que Portugal deve exigir a exclusão de Marrocos da organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030, na sequência da invasão massiva de migrantes em Ceuta.
O movimento de professores Missão Escola Pública (MEP) considerou hoje que será "praticamente impossível" concluir as reapreciações da 1.ª fase dos exames nacionais até sexta-feira, relatando casos de docentes convocados nos últimos dias.
O presidente do Chega considerou ontem que os dados sobre a dívida pública evidenciam uma "péssima gestão" do Governo, além de uma "enorme incompetência", e defendeu que este "é um dado que não deve ser desvalorizado".
O presidente do CHEGA, André Ventura, afirmou que os responsáveis pela invasão do seu gabinete devem ser afastados "da Assembleia da República e da vida política".
O Presidente do CHEGA voltou a pedir a demissão do ministro da Administração Interna e a intervenção do Presidente da República, considerando que as polémicas com Luís Neves estão a levar a uma "degradação da autoridade do Estado".
A escolha é entre André Ventura, do CHEGA, e Luís Montenegro, do PSD. Para os inquiridos da última sondagem da Aximage, André Ventura ocupa o primeiro lugar no pódio, com 44% dos inquiridos a considerá-lo o Líder da direita em Portugal. Em segundo lugar surge Luís Montenegro, atual Primeiro-ministro, com 43% dos votos.