Rui Paulo Sousa lamenta que PSD não tenha contactado

O deputado do CHEGA Rui Paulo Sousa lamentou hoje que o PSD não tenha contactado o partido sobre os lugares da Mesa da Assembleia da República e apelou ao voto na sua candidatura para presidente do parlamento.

© Folha Nacional

“Não houve nunca nenhum contacto da parte do PSD. Houve uma tentativa da parte do CHEGA de chegar a esse diálogo, não houve qualquer resposta do PSD. Aliás, a resposta que o PSD deu foi hoje ter uma reunião com o PS. Acho que está bem clara qual foi a resposta do PSD ao nosso repto para chegar a um acordo”, criticou Rui Paulo Sousa, em declarações aos jornalistas no parlamento.

O dirigente do CHEGA considerou que os sociais-democratas “preferiram juntar-se ao PS para tentar chegar a um acordo” para a presidência da Assembleia da República, considerando que os dois maiores partidos do parlamento “são duas faces da mesma moeda”.

Rui Paulo Sousa apelou ainda aos deputados para que votem no seu nome para presidir ao parlamento, como forma de “resolver o impasse”, lembrando que “a votação é secreta”.

“Os deputados, apesar das indicações, podem votar em quem quiserem e, portanto, deixo o repto para votarem no meu nome e resolverem este impasse”, disse.

O prazo para entrega das candidaturas para presidente da Assembleia da República foi novamente prolongado, desta vez até às 14h00, a pedido do PS, a que o PSD se associou, arrancando o plenário uma hora depois.

A eleição do presidente da Assembleia da República tem de ser realizada na primeira reunião plenária da legislatura por maioria absoluta dos votos dos deputados em efetividade de funções (116).

Últimas de Política Nacional

O CHEGA quer que Portugal leve à União Europeia e às Nações Unidas uma proposta para classificar o movimento Antifa como organização terrorista. A iniciativa deu entrada no Parlamento através de um projeto de resolução e coloca o tema da segurança e da violência política no centro do debate.
O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou Bruxelas de ser "símbolo de censura e ditadura" e salientou o papel do seu partido no combate à imigração ilegal em Portugal.
Meses depois das tempestades que deixaram um rasto de destruição em várias regiões do país, continuam as dúvidas sobre como estão a ser atribuídos os apoios públicos. Quem recebeu? Quem ficou de fora? E com base em que critérios?
Décadas depois de terem servido Portugal em cenários de guerra, muitos Antigos Combatentes continuam a viver com pensões baixas e a lidar com as consequências físicas e psicológicas do serviço militar. Para o CHEGA, o apoio atualmente dado pelo Estado está longe de refletir esse sacrifício.
O líder do CHEGA aponta máximos históricos no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e acusa o Governo de encher os cofres à custa do aumento dos preços, enquanto famílias enfrentam um cabaz alimentar em máximos históricos.
Depois da saída precoce do enfermeiro, o Governo volta a nomear um responsável para a Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis (EMER 2030) sem ligação direta ao setor, mantendo a estrutura no centro da contestação política.
O líder do CHEGA, André Ventura, disse hoje que “já tinha falado” com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre o impasse nas eleições dos órgãos externos e que “há dias” existia um acordo em relação à indicação dos candidatos.
Meses depois da passagem da tempestade Kristin, continuam visíveis os sinais de destruição em várias zonas florestais da região Centro do país. Árvores derrubadas, madeira acumulada e vastas áreas de mato e destroços continuam espalhadas pelo terreno, aumentando o risco de incêndios.
André Ventura apontou o dedo ao Governo e questionou a ausência de mudanças estruturais, num momento em que o país enfrenta pressão no custo de vida, nos combustíveis e no acesso à saúde.
A reforma antecipada de Mário Centeno passou de decisão interna do Banco de Portugal para tema central de escrutínio político, depois de o CHEGA ter exigido explicações no Parlamento. O foco está agora nos critérios, nos acordos internos e na transparência do processo.