Presidente da República chamado à Assembleia para responder sobre caso das gémeas.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ao caso das gémeas decidiu convocar o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para prestar esclarecimentos.

© Folha Nacional

A decisão, descrita como “algo nunca antes visto” pelo deputado e presidente da comissão, Rui Paulo Sousa, do partido CHEGA, foi tomada na última reunião da Mesa e Coordenadores da Comissão Política de Inquérito.

Rui Paulo Sousa anunciou hoje que o pedido deverá ser formalizado até ao final de julho, necessitando ainda da aprovação do Presidente da Assembleia da República.

Marcelo Rebelo de Sousa deverá esclarecer os contornos do tratamento milionário recebido pelas gémeas luso-brasileiras, podendo optar por responder presencialmente ou por escrito, caso aceite.

O CHEGA apresentou também um requerimento potestativo para obter acesso às comunicações eletrónicas privadas, incluindo mensagens de WhatsApp e e-mails, entre António Lacerda Sales, antigo secretário de Estado da Saúde, Marcelo Rebelo de Sousa e o seu filho Nuno Rebelo de Sousa.

Estas comunicações são consideradas cruciais para entender o procedimento que levou ao tratamento das gémeas e ao processo de obtenção da nacionalidade portuguesa.

A convocação do Presidente da República pela CPI e a solicitação de acesso a comunicações privadas são medidas inéditas que refletem a gravidade e a complexidade do caso das gémeas, podendo resultar em desdobramentos significativos sobre o tema.

Últimas de Política Nacional

João Cotrim Figueiredo é acusado de assédio por uma ex-assessora, mas nega tudo. A denúncia foi feita nas redes sociais.
O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que o tratado entre a União Europeia e o Mercosul será “a última pedra na sepultura” da agricultura nacional, criticando Marcelo por não se ter posicionado junto ao Governo.
A mais recente tracking poll da Pitagórica para a CNN Portugal mostra o candidato do CHEGA como o nome mais apontado como favorito pelos portugueses para vencer as Presidenciais de 2026, com António José Seguro e Marques Mendes empatados atrás de Ventura.
André Ventura alertou para uma realidade que considera inaceitável na saúde pública portuguesa: falta de macas, doentes no chão e improviso nas urgências. Para o candidato presidencial, estes episódios mostram um SNS sem respostas para situações básicas.
O candidato presidencial e líder do CHEGA remeteu hoje para “a consciência” do presidente do PSD e primeiro-ministro uma decisão sobre um eventual apoio à sua candidatura, num cenário de segunda volta que o opôs a António José Seguro.
O número de eleitores recenseados para as eleições de 18 de janeiro é de 11.039.672, mais 174.662 votantes do que nas presidenciais de 2021, segundo a atualização final do recenseamento eleitoral.
Sem voto postal e com queixas de boletins que não chegam, um em cada seis eleitores pode ficar fora das presidenciais. A Folha Nacional sabe que cidadãos portugueses no estrangeiro estão a alertar para falhas no processo.
O candidato presidencial apoiado pelo CHEGA lamentou hoje a “inoportunidade” do Conselho de Estado, no qual vai participar, e onde pretende transmitir ao Presidente da República que devia ter tido uma “ação firme” com o Governo na saúde.
O presidente da República promulgou, esta quinta-feira, o diploma que prevê a centralização dos serviços de urgência externa no Serviço Nacional de Saúde (SNS), as chamadas urgências de âmbito regional.
O candidato presidencial André Ventura afirmou que o primeiro-ministro ignorar um pedido de demissão de um ministro feito pelo Presidente da República resultaria num “cenário de conflito aberto”.