Marinha portuguesa acompanha navio da Federação Russa em águas nacionais

A Marinha portuguesa acompanhou e monitorizou a passagem do navio de reabastecimento do esforço de guerra russo, Ursa Major, que deixou as águas nacionais hoje.

© Facebook da Marinha Portuguesa

“Terminou nesta manhã de domingo, 20 de outubro, uma operação desenvolvida pela Marinha de monitorização e acompanhamento do navio de reabastecimento do esforço de guerra russo, Ursa Major, que teve início pelas 19 horas de sexta-feira, 18 de outubro”, adiantou a Marinha, em comunicado.

Este navio da Federação Russa “deixou as águas de responsabilidade nacional, já durante o dia de hoje, rumando em direção ao mar Báltico”, sendo que o Centro de Operações Marítimas “monitorizou, permanentemente, a atividade deste navio e coordenou o emprego dos navios da Marinha NRP Cassiopeia e NRP António Enes, no acompanhamento ao longo da Zona Económica Exclusiva”.

Estas ações de monitorização e vigilância têm como objetivo garantir a “defesa e segurança dos espaços marítimos sob soberania, jurisdição ou responsabilidade nacional”, por forma a contribuir para a “proteção dos interesses de Portugal e das suas infraestruturas criticas e, simultaneamente, assegurar o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos no quadro da Aliança Atlântica”.

Últimas do País

O candidato presidencial André Ventura apontou hoje um "falhanço do Estado" na gestão dos efeitos do mau tempo e apelou ao Governo que lance uma linha de apoio a fundo perdido e empenhe mais militares na ajuda às populações.
O Comando de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo alertou hoje para o risco de ocorrência de inundações, cheias, penetrações de terras e derrocadas devido ao mau tempo e à subida dos caudais.
O Hospital de Santo André, em Leiria, recebeu 545 feridos com traumas devido a situações relacionadas com acidentes em trabalhos de limpeza e reconstrução após a depressão Kristin, revelou à Lusa fonte hospitalar.
O presidente do conselho de administração da E-Redes, José Ferrari Careto, afirmou hoje não haver previsibilidade sobre quando será possível ter o restabelecimento total de energia elétrica à região afetada pela depressão Kristin.
Com casas destruídas, dias sem eletricidade e prejuízos que contam-se em milhares de euros, o Governo respondeu à tempestade Kristin com cheques de poucas centenas. População aponta os apoios como “desfasados da realidade” e incapazes de responder aos custos reais de recuperação.
Um homem morreu na madrugada de hoje no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador, disseram à Lusa fontes da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Proteção Civil.
Luís Montenegro declarou o prolongamento do estado de calamidade até dia 8 de fevereiro, logo após a reunião de Conselho de Ministros, em São Bento.
O Governo reúne-se hoje em Conselho de Ministros extraordinário para analisar a situação de calamidade, as medidas de prevenção para os próximos dias e a recuperação das zonas afetadas pela depressão Kristin.
A pilhagem de cabos elétricos na Marinha Grande, distrito de Leiria, é um dos motivos para a falta de água no concelho, um dos mais fustigados pela tempestade da passada quarta-feira, disse hoje o presidente da Câmara.
Cerca de 180 mil clientes da E-Redes continuavam hoje às 08:00 sem luz em Portugal continental, a maior parte na zona de Leiria, na sequência da depressão Kristin na madrugada da passada quarta-feira.