Tribunal declara extinta medida de coação de Sócrates

A medida de coação imposta a José Sócrates no âmbito do processo Operação Marquês extinguiu-se em 01 de novembro, deixando o ex-primeiro-ministro de ficar obrigado a apresentações quinzenais na esquadra, determinou o tribunal.

© Folha Nacional

De acordo com um despacho do Tribunal Central de Instrução Criminal datado de hoje, a que a Lusa teve acesso, “a medida de coação extinguiu-se, pelo decurso do seu prazo máximo” em 01 de novembro.

José Sócrates estava obrigado a apresentações quinzenais na esquadra da sua área de residência desde 01 de julho de 2022, tendo sido atingido o limite máximo de dois anos e quatro meses para a sua imposição, segundo o despacho.

“É entendimento pacífico do Supremo Tribunal de Justiça que, de acordo com o princípio de unidade processual do prazo das medidas de coação, este é único num mesmo processo. Nessa medida, tendo os autos já sido remetidos para julgamento e tendo sido aplicada a medida de coação nessa fase, o prazo máximo da medida de apresentações passou a ser (…) de dois anos e quatro meses, não sofrendo tal prazo um encurtamento em virtude de ter havido regressão à fase processual anterior”, lê-se no despacho.

O despacho determina a notificação ao arguido, ao Ministério Público (MP) e ao órgão de polícia criminal competente.

No processo Operação Marquês, Sócrates foi acusado pelo MP, em 2017, de 31 crimes, designadamente corrupção passiva, branqueamento de capitais, falsificação de documentos e fraude fiscal, mas na decisão instrutória, em 09 de abril de 2021, o juiz Ivo Rosa decidiu ilibar o ex-governante de 25 dos 31 crimes, pronunciando-o para julgamento apenas por três crimes de branqueamento e três de falsificação.

Uma decisão posterior do Tribunal da Relação de Lisboa viria a dar razão a um recurso do MP, e em janeiro determinou a ida a julgamento de um total de 22 arguidos por 118 crimes económico-financeiros, revogando a decisão instrutória, que remeteu para julgamento apenas José Sócrates, Carlos Santos Silva, o ex-ministro Armando Vara, Ricardo Salgado e o antigo motorista de Sócrates, João Perna.

Últimas do País

A Federação Nacional dos Médicos (Fnam) vai pedir ao Provedor de Justiça que solicite ao Tribunal Constitucional a fiscalização do diploma das urgências regionais, que considera prejudicial ao trabalho dos médicos, anunciou hoje a organização sindical.
Um professor de equitação de Vila do Conde foi condenado pelo Tribunal da Relação do Porto (TRP) a prisão efetiva, por ter abusado sexualmente de alunas, depois de ter sido punido com uma pena suspensa na primeira instância.
As instituições de ensino superior privado já têm mais professores doutorados do que as instituições públicas, segundo dados divulgados hoje no portal do Observatório do Ensino Superior Privado (OESP).
A PSP confirmou hoje a detenção de 37 pessoas por delitos antes do jogo de domingo entre Vitória de Guimarães e FC Porto, que os ‘dragões’ venceram (1-0), para a 18.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.
Um praticante de parapente, com cerca de 60 anos, morreu hoje após ter caído numa zona rochosa na praia da Cordoama, no concelho de Vila do Bispo, no Algarve, disse à Lusa fonte da Autoridade Marítima.
Um bombeiro ficou hoje ferido no combate a um incêndio numa empresa em Porto de Mós, que já está em resolução e que não atingiu a parte produtiva, revelou a Proteção Civil.
A primeira de 11 campanhas de fiscalização das estradas previstas para este ano por PSP, GNR e Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) arranca na terça-feira, no distrito do Porto, anunciaram hoje as autoridades.
Dezenas de professores de instituições de ensino superior de todo do país assinaram um manifesto contra o uso da inteligência artificial generativa (IA), alertando para a transformação dos estudantes em "cretinos digitais".
Uma mulher de 30 anos foi alvo de uma tentativa de violação em plena viagem de TVDE, em Lisboa. O agressor só não consumou o crime graças à resistência da vítima e à passagem de outro veículo.
O incêndio que deflagrou hoje num apartamento de um edifício habitacional de oito pisos no Carregado, Alenquer, distrito de Lisboa, provocou um morto e quatro feridos, de acordo com fonte da proteção civil.