Prisão preventiva para suspeito de esfaquear mortalmente homem em Lisboa

O suspeito de esfaquear um homem, que acabou por morrer, na quinta-feira à noite, na Alta de Lisboa, ficou em prisão preventiva, disse hoje à Lusa fonte do Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP.

© D.R.

Numa nota, a PSP informou que através da Divisão de Investigação Criminal foi detido, na sexta-feira, um homem de 24 anos por suspeita do crime de homicídio.

A detenção ocorreu após a PSP receber uma comunicação, pelas 22h00 de quinta-feira, de “que estaria uma criança esfaqueada na zona da Alta de Lisboa”.

“Tendo em conta a sensibilidade da ocorrência, os meios policiais chegaram rapidamente ao local” e os polícias deparam-se com um homem de cerca de 30 anos, “prostrado no solo e a sangrar abundantemente, aparentemente sem sinais vitais”, explicou a PSP.

Testemunhas informaram os elementos policiais que “já haviam acionado os meios de emergência médica e que o suspeito se encontrava dentro da sua residência”.

Os agentes localizaram a casa do suspeito e, ao entrarem, encontraram o homem “com o seu filho ao colo e um cenário de luta com vários vestígios hemáticos por toda a residência”.

“O suspeito de imediato admitiu o que tinha feito, sendo prontamente detido”, avançou o Cometlis, acrescentando que a situação se deveu a “uma divergência” entre o homem e a sua ex-companheira, “pela guarda do seu filho de 3 anos”, que resultou numa discussão.

O companheiro da mãe do menor “iniciou uma contenda física com o suspeito, tendo sido posteriormente esfaqueado por diversas vezes, o que acabaria por resultar na sua morte”, referiu a PSP, notando que a criança acabou por se intrometer na luta e sofreu “um golpe de pequenas dimensões na sua mão, não tendo necessidade de receber tratamento hospitalar”.

A Polícia Judiciária foi chamada a investigar o homicídio, e o suspeito, presente a primeiro interrogatório judicial, vai aguardar o desenvolvimento do processo em regime de prisão preventiva, informou fonte do Cometlis.

Últimas do País

A GNR deteve uma mulher de 77 anos no concelho de Pinhel por incêndio florestal originado numa queima de vegetação que se descontrolou e consumiu 0,2 hectares de pasto e mato.
Uma operação de fiscalização terminou com a apreensão de 35 armadilhas de pesca que não cumpriam as exigências legais. A Polícia Marítima detetou ainda uma embarcação de recreio em presumível infração.
A CP - Comboios de Portugal alerta para a ocorrência de perturbações na circulação dos comboios entre quinta-feira e sábado devido à greve dos revisores e dos trabalhadores de bilheteiras. A greve, convocada pelo sindicato SFRCI, pode afetar serviços como Alfa Pendular, Intercidades e Regional.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deixou uma mensagem sobre o papel das forças de segurança durante manifestações, sublinhando a importância do diálogo e do respeito pelo direito à reunião e à manifestação.
Uma megaoperação da Polícia Judiciária desmantelou uma alegada rede criminosa transnacional suspeita de lesar o Estado português em mais de 150 milhões de euros. O esquema envolvia empresas de fachada em vários países europeus, incluindo estabelecimentos em Arruda dos Vinhos, Vila Franca de Xira e Torres Novas. Foram detidos 39 suspeitos, portugueses e estrangeiros.
Uma mulher foi atacada com uma arma branca numa paragem de autocarro, em plena Avenida Fernão de Magalhães, em Coimbra. A agressora, de 40 anos, foi intercetada por familiares da vítima e entregue à PSP. Desentendimentos pessoais poderão estar na origem do ataque.
O presidente do CHEGA questionou a ausência de uma posição pública do primeiro-ministro perante os confrontos nas manifestações pela habitação. No debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2027, André Ventura responsabilizou ainda PS e PSD pelo agravamento da crise habitacional.
Um dos arguidos de um processo de tráfico de droga admitiu, esta terça-feira, no Tribunal de Beja, ter transportado quase 800 quilos de haxixe a bordo de um veleiro. A confissão levou o seu advogado a renunciar à defesa e obrigou a uma nova suspensão do julgamento.
Portugal foi o quinto país da União Europeia com a maior taxa de mortalidade rodoviária em 2025, com 51 mortes por milhão de habitantes, apesar de se registar uma diminuição de 6% face ao ano anterior.
O presidente do CHEGA criticou a falta de uma posição clara do Presidente da República sobre os confrontos na manifestação pela habitação. André Ventura acusa António José Seguro de não defender a atuação da polícia.