ANMP quer reunião com Governo para esclarecer reprogramação do PRR

A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) avançou hoje que vai solicitar ao Governo uma reunião urgente para esclarecer questões relacionadas com a reprogramação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

© DR

“A decisão que tomámos, com base num documento que estamos agora a ultimar, foi pedir uma reunião com caráter de urgência ao senhor ministro [adjunto e da Coesão Territorial, Castro Almeida] precisamente porque há muitas questões, perguntas sem resposta, que carecem de resposta e de resposta urgente”, revelou o vice-presidente da ANMP.

À saída de uma reunião do conselho diretivo, Ribau Esteves – em substituição da presidente, Luis Salgueiro – sublinhou que este foi o tema principal que a ANMP teve em cima da mesa.

“Foi analisarmos uma reunião que tivemos a semana passada com o senhor secretário de Estado [do Planeamento e Desenvolvimento Regional, Helder Reis], por impedimento do senhor ministro da Coesão, que por razoes Saúde não pode estar, bem como com todas as autoridades de gestão dos programas operacionais, a unidade de missão que gere também o PRR”, esclareceu.

De acordo com o também presidente da Câmara Municipal de Aveiro, a reunião da semana passada, que contou com a presença de Helder Reis, tinha sido solicitada pela ANMP, para apresentar e discutir um documento onde elencavam “questões pendentes” e “a necessitarem de trabalho e de decisões”.

“Entretanto, nessa reunião foi dada a notícia que o Governo estava a ultimar a proposta de reprogramação do PRR que ia apresentar e, obviamente, nós demos nota que não tínhamos sido consultados previamente, mas, enfim, o Governo tem essa opção. O Governo que elaborou o PRR também não ligou nada àquilo que a ANMP propôs sobre essa matéria”, criticou.

À agência Lusa, o autarca social-democrata frisou a necessidade de se fazer um debate sobre o ponto de situação do PRR, bem como a pressão de execução, em termos de tempo, a que os municípios estão sujeitos.

“É preciso clarificar em termos de discussão física e financeira, se é junho ou se é dezembro de 2026, porque vão-se falando nessas duas datas e entendemos, depois de profunda discussão e análise que fizemos hoje no conselho diretivo, que precisamos, com muita urgência, de uma reunião com o senhor ministro Manuel Castro Almeida”, concluiu.

O Governo português submeteu à Comissão Europeia, na semana passada, o pedido de reprogramação do PRR, que inclui a adaptação dos investimentos aos prazos exigidos.

Últimas do País

A Polícia de Segurança Pública (PSP) inicia hoje uma operação em todo o país de reforço policial nas escolas e nos percursos entre a casa e a escola, tendo em conta o final do ano letivo.
O Metropolitano de Lisboa prevê a paralisação do serviço a partir das 23:00 de terça-feira e na quarta-feira durante todo o dia devido à greve geral contra o pacote laboral convocada pela CGTP.
Quatro concelhos do distrito de Faro apresentam hoje perigo máximo de incêndio enquanto o interior norte e centro está em risco muito elevado, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a PSP e a GNR iniciam na terça-feira a campanha rodoviária “Viajar Sem Pressa” para alertar os condutores para os riscos de condução em excesso de velocidade, foi hoje anunciada.
O projeto de resolução apresentado pelo CHEGA pede transparência sobre gastos com cidadãos estrangeiros sem residência em Portugal e alerta para impacto financeiro no Serviço Nacional de Saúde.
A destruição de gravações telefónicas por parte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) impediu a Inspeção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) de determinar as razões do atraso no accionamento do socorro a um homem em Évora, em Fevereiro de 2025.
O Ministério Público acusou um homem em situação de sem-abrigo de homicídio qualificado da companheira em Alenquer, no distrito de Lisboa, na viatura onde habitualmente dormiam.
Uma brigada florestal animal composta por vacas maronesas está a pastar e a limpar um terreno de 6,5 hectares, em Vila Pouca de Aguiar, e a ajudar a prevenir incêndios rurais, num projeto apresentado esta sexta-feira.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve nos distritos de Braga, do Porto e de Aveiro 12 suspeitos de integrarem um grupo criminoso organizado que se dedicava à produção de grandes quantidades de canábis, indicou hoje esta força de investigação criminal.
O líder parlamentar do CJEGA, Pedro Pinto, diz que nada melhorou no Serviço Nacional de Saúde (SNS), aponta mortes nos hospitais, falta de médicos de família.