“O CHEGA tem tolerância zero para com o crime, seja cometido por quem for”

Em reação à polémica envolvente com o dirigente do CHEGA, André Ventura anunciou que "foi aberto um processo interno para averiguar toda a circunstância envolvida" e que pediu a Nuno Pardal "que abandone todos os lugares dentro do CHEGA".

© Folha Nacional

“O CHEGA não pode ter uma cara para dentro e uma cara para fora. O CHEGA é intolerante ao crime. O CHEGA tem tolerância zero para com o crime, seja cometido por quem for”, afirmou o líder do CHEGA, André Ventura, esta quinta-feira, em declarações aos jornalistas, no Parlamento.

Reiterando que o partido “não tem um critério para uns e um critério para outros”, Ventura defendeu que os crimes “têm de ter uma consequência imediata”, como a “renúncia e o abandono dos cargos”.

O líder do CHEGA reagia à polémica que envolve o deputado municipal do partido Nuno Pardal, que foi acusado pelo Ministério Público (MP) de dois crimes de prostituição de menores agravados.

“Há momentos da história do Homem e da Política em que temos de mostrar a massa de que somos feitos. Houve outros que protegeram, mas eu não sou assim. Vou exigir consequências desde o primeiro momento”, atirou, acrescentando que “um líder não escolhe os casos, mas escolhe a reação que tem aos casos”.

Questionado sobre se continua a apoiar a castração química, Ventura afirmou que “defenderia exatamente a mesma castração química para pedófilos ou para abusadores de menores” que defende “para todos os outros”, mesmo que fossem seus familiares ou amigos.

O Presidente do CHEGA fez ainda sobressair que “foi aberto um processo interno para averiguar toda a circunstância envolvida” e que pediu a Nuno Pardal “que abandone todos os lugares dentro do CHEGA”.

O dirigente do CHEGA Nuno Pardal Ribeiro demitiu-se da vice-presidência da distrital de Lisboa do partido, depois de renunciar ao mandato de deputado municipal.

Últimas de Política Nacional

O líder do CHEGA diz que mais de 90% dos contratos públicos podem escapar ao controlo prévio e acusa PSD e PS de enfraquecerem a fiscalização do dinheiro dos portugueses.
Os alertas surgem numa altura em que continuam a multiplicar-se investigações relacionadas com corrupção, contratação pública e utilização de fundos públicos em Portugal.
Raul Cunha, ex-presidente da Câmara de Fafe, eleito pelo PS, e membros do antigo executivo municipal vão responder em tribunal por alegados crimes ligados a contratação pública e negócios com uma cooperativa participada pelo próprio município.
Depois de anos de discursos sobre transparência e combate à corrupção, PSD e PS juntaram-se numa proposta que mexe com o escrutínio dos dinheiros públicos.
O constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia considerou hoje que o Tribunal Constitucional impediu a aplicação de uma medida que a Constituição já permite, ao declarar inconstitucional o decreto que instituía a perda de nacionalidade para crimes graves.
Num país onde a maioria dos portugueses luta para chegar ao fim do mês, o CHEGA questiona como é possível existirem funcionários de organismos públicos a ganhar mais do que o próprio Primeiro-Ministro.
André Ventura considerou esta terça-feira que o primeiro-ministro “não pode pedir” ao CHEGA para viabilizar reformas “más para o país” e defendeu que o Governo “será avaliado” tanto pelas reformas que fez como por aquelas que não fez.
O líder do CHEGA, André Ventura, assegurou hoje que "não assinará nunca" uma reforma laboral que dificulte a vida dos trabalhadores e pediu ao Governo que faça um esforço de aproximação.
O presidente do CHEGA indicou hoje que o partido não aceita qualquer reforma que se traduza em "menos fiscalização" no Tribunal de Contas.
O líder do CHEGA, André Ventura, considerou esta sexta-feira que a proposta de lei do Governo para alterar a lei laboral "é má" e, como está, "não deve ser aprovada", mas indicou que mantém a disponibilidade para negociar.