“O CHEGA tem tolerância zero para com o crime, seja cometido por quem for”

Em reação à polémica envolvente com o dirigente do CHEGA, André Ventura anunciou que "foi aberto um processo interno para averiguar toda a circunstância envolvida" e que pediu a Nuno Pardal "que abandone todos os lugares dentro do CHEGA".

© Folha Nacional

“O CHEGA não pode ter uma cara para dentro e uma cara para fora. O CHEGA é intolerante ao crime. O CHEGA tem tolerância zero para com o crime, seja cometido por quem for”, afirmou o líder do CHEGA, André Ventura, esta quinta-feira, em declarações aos jornalistas, no Parlamento.

Reiterando que o partido “não tem um critério para uns e um critério para outros”, Ventura defendeu que os crimes “têm de ter uma consequência imediata”, como a “renúncia e o abandono dos cargos”.

O líder do CHEGA reagia à polémica que envolve o deputado municipal do partido Nuno Pardal, que foi acusado pelo Ministério Público (MP) de dois crimes de prostituição de menores agravados.

“Há momentos da história do Homem e da Política em que temos de mostrar a massa de que somos feitos. Houve outros que protegeram, mas eu não sou assim. Vou exigir consequências desde o primeiro momento”, atirou, acrescentando que “um líder não escolhe os casos, mas escolhe a reação que tem aos casos”.

Questionado sobre se continua a apoiar a castração química, Ventura afirmou que “defenderia exatamente a mesma castração química para pedófilos ou para abusadores de menores” que defende “para todos os outros”, mesmo que fossem seus familiares ou amigos.

O Presidente do CHEGA fez ainda sobressair que “foi aberto um processo interno para averiguar toda a circunstância envolvida” e que pediu a Nuno Pardal “que abandone todos os lugares dentro do CHEGA”.

O dirigente do CHEGA Nuno Pardal Ribeiro demitiu-se da vice-presidência da distrital de Lisboa do partido, depois de renunciar ao mandato de deputado municipal.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA anunciou hoje o pedido de audição parlamentar urgente do ministro da Administração Interna, do secretário-geral adjunto demissionário António Pombeiro e do general Paulo Viegas Nunes, questionando a “integridade” desta escolha para o SIRESP.
O líder do CHEGA criticou hoje a “estratégia caricata” de Luís Montenegro de “recusar em público” as principais exigências do partido para rever a lei laboral, mas sem se excluir das negociações.
Demitiu-se do cargo, na sexta-feira, o secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI), António Pombeiro. Foi o seu segundo pedido de demissão apresentado no espaço de um mês.
O presidente do CHEGA afirmou esta sexta-feira que “o bloco central de interesses” continua a impedir o apuramento da verdade sobre as FP-25, defendendo no Parlamento que Portugal continua sem conhecer toda a verdade sobre um dos períodos mais polémicos da democracia portuguesa.
O Parlamento aprovou hoje na generalidade uma recomendação do CHEGA que propõe ao Governo a transformação do Dia da Defesa Nacional em semana.
O Conselho Nacional do CHEGA propôs a rejeição da reforma laboral e da reforma do Estado, apresentadas pelo Governo, considerando que estes diplomas "não podem contar com o voto favorável" do partido.
O presidente do CHEGA pediu aos militantes, na intervenção de abertura do Conselho Nacional do CHEGA, responsabilidade e união, propondo que o partido se junte "por Portugal nestes próximos meses”.
O líder do CHEGA diz que mais de 90% dos contratos públicos podem escapar ao controlo prévio e acusa PSD e PS de enfraquecerem a fiscalização do dinheiro dos portugueses.
Os alertas surgem numa altura em que continuam a multiplicar-se investigações relacionadas com corrupção, contratação pública e utilização de fundos públicos em Portugal.
Raul Cunha, ex-presidente da Câmara de Fafe, eleito pelo PS, e membros do antigo executivo municipal vão responder em tribunal por alegados crimes ligados a contratação pública e negócios com uma cooperativa participada pelo próprio município.