“O CHEGA tem tolerância zero para com o crime, seja cometido por quem for”

Em reação à polémica envolvente com o dirigente do CHEGA, André Ventura anunciou que "foi aberto um processo interno para averiguar toda a circunstância envolvida" e que pediu a Nuno Pardal "que abandone todos os lugares dentro do CHEGA".

© Folha Nacional

“O CHEGA não pode ter uma cara para dentro e uma cara para fora. O CHEGA é intolerante ao crime. O CHEGA tem tolerância zero para com o crime, seja cometido por quem for”, afirmou o líder do CHEGA, André Ventura, esta quinta-feira, em declarações aos jornalistas, no Parlamento.

Reiterando que o partido “não tem um critério para uns e um critério para outros”, Ventura defendeu que os crimes “têm de ter uma consequência imediata”, como a “renúncia e o abandono dos cargos”.

O líder do CHEGA reagia à polémica que envolve o deputado municipal do partido Nuno Pardal, que foi acusado pelo Ministério Público (MP) de dois crimes de prostituição de menores agravados.

“Há momentos da história do Homem e da Política em que temos de mostrar a massa de que somos feitos. Houve outros que protegeram, mas eu não sou assim. Vou exigir consequências desde o primeiro momento”, atirou, acrescentando que “um líder não escolhe os casos, mas escolhe a reação que tem aos casos”.

Questionado sobre se continua a apoiar a castração química, Ventura afirmou que “defenderia exatamente a mesma castração química para pedófilos ou para abusadores de menores” que defende “para todos os outros”, mesmo que fossem seus familiares ou amigos.

O Presidente do CHEGA fez ainda sobressair que “foi aberto um processo interno para averiguar toda a circunstância envolvida” e que pediu a Nuno Pardal “que abandone todos os lugares dentro do CHEGA”.

O dirigente do CHEGA Nuno Pardal Ribeiro demitiu-se da vice-presidência da distrital de Lisboa do partido, depois de renunciar ao mandato de deputado municipal.

Últimas de Política Nacional

André Ventura levou ao debate quinzenal 47 páginas de propostas para alterar a reforma laboral, defendendo o regresso dos 25 dias de férias, a valorização de quem trabalha por turnos e uma revisão das regras de acesso aos apoios sociais.
O líder do CHEGA anunciou esta terça-feira que a reunião que teve com o primeiro-ministro sobre as alterações à lei laboral terminou sem acordo e indicou que o partido e o Governo vão "continuar a trabalhar" nas próximas horas.
O presidente do CHEGA, André Ventura, confirmou hoje que vai voltar a reunir-se com o primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, sobre a reforma laboral e pediu um compromisso escrito em relação à idade da reforma.
O Parlamento vota hoje uma lista conjunta PSD, CHEGA e PS para a eleição de quatro novos juízes candidatos ao Tribunal Constitucional (TC) e também a candidata proposta pelos socialistas para provedora de Justiça, Luísa Neto.
O Presidente do CHEGA defendeu hoje a confirmação do decreto do Parlamento sobre a utilização de bandeiras em edifícios públicos vetado pelo chefe de Estado, considerando que existe uma maioria suficiente para o fazer.
O Presidente do CHEGA afirmou hoje que não foi possível chegar a um entendimento com o Governo sobre a reforma laboral, depois de ter estado reunido com o primeiro-ministro, e reiterou que votará contra "se tudo se mantiver como está".
O primeiro-ministro e o presidente do CHEGA estão reunidos em São Bento, encontro que o gabinete de Luís Montenegro apenas confirma como "reunião de trabalho".
O CHEGA considera que "há caminho para andar" para um acordo com o Governo visando a viabilização da proposta do executivo que cria a prestação social única (PSU).
O presidente do CHEGA disse hoje que o seu partido poderá viabilizar a criação da Prestação Social Única (PSU) na generalidade se o PSD aceitar limitar os apoios sociais para imigrantes, desafiando os sociais-democratas a aceitar esse "compromisso".
O CHEGA/Açores apresentou dois requerimentos no parlamento açoriano a questionar o Governo Regional sobre "a exclusão" dos agricultores açorianos de apoios extraordinários aprovados pela República e sobre "a falta de limpeza" no Porto dos Carneiros, na Lagoa.