Perante este cenário, o CHEGA apresentou na Assembleia da República um projeto de resolução que pede medidas excecionais para acelerar a limpeza das florestas e remover material lenhoso e combustível acumulado após a tempestade.
A tempestade Kristin atingiu Portugal continental no início de 2026 e deixou um rasto de devastação em várias áreas florestais, particularmente nos distritos de Santarém, Coimbra, Aveiro e Leiria. Em muitas zonas, milhares de hectares ficaram com povoamentos destruídos ou seriamente danificados.
Segundo o partido liderado por André Ventura, a acumulação de madeira caída e resíduos florestais representa um risco imediato para a segurança das populações e pode transformar-se num combustível perigoso numa altura em que o país se prepara para a época de incêndios.
O projeto, a que o Folha Nacional teve acesso, defende que, apesar de já terem passado vários meses desde o fenómeno meteorológico extremo, continuam a existir obstáculos burocráticos e legais que dificultam a rápida remoção de material combustível e a recuperação das áreas afetadas.
Entre esses entraves estão regras ligadas às Áreas Integradas de Gestão da Paisagem e outros instrumentos de gestão florestal, que podem atrasar intervenções urgentes no terreno.
A proposta apresentada pelo CHEGA recomenda, por isso, que o Governo crie um regime excecional e temporário que permita aos proprietários e exploradores florestais avançar rapidamente com operações de limpeza, remoção de madeira derrubada e recuperação das zonas afetadas.
O diploma sugere ainda a criação de mecanismos de financiamento para apoiar proprietários e produtores florestais que enfrentam prejuízos significativos devido aos danos provocados pela tempestade.
Para o partido, a intervenção rápida no terreno é essencial para evitar que a destruição causada pela tempestade se transforme num novo problema: o aumento do risco de incêndios florestais de grande dimensão.