Administração da Transtejo/Soflusa demite-se após relatório do TdC

©D.R.

O conselho de administração da Transtejo/Soflusa, que assegura ligações fluviais no rio Tejo, pediu hoje a exoneração, após um relatório do Tribunal de Contas (TdC) que acusa a empresa de “faltar à verdade” e de práticas ilegais e irracionais.

Em causa está a compra de nove baterias, pelo valor de 15,5 milhões de euros (ME), num contrato adicional a um outro contrato já fiscalizado previamente pelo TdC para a aquisição, por 52,4 ME, de dez (um deles já com bateria, para testes) novos navios com propulsão elétrica a baterias, para assegurar o serviço público de transporte de passageiros entre as duas margens do Tejo.

“A Transtejo comprou um navio completo e nove navios incompletos, sem poderem funcionar, porque não estavam dotados de baterias necessárias para o efeito. O mesmo seria, com as devidas adaptações, comprar um automóvel sem motor, uma moto sem rodas ou uma bicicleta sem pedais, reservando-se para um procedimento posterior a sua aquisição”, considerou o TdC.

Segundo o Tribunal, “o comportamento da Transtejo, com a prática de um conjunto sucessivo de decisões que são não apenas economicamente irracionais, mas também ilegais, algumas com um elevado grau de gravidade, atinge o interesse financeiro do Estado e tem um elevado impacto social”.

“O procedimento foi bem feito e promoveu o interesse público”, respondeu hoje a presidente do conselho de administração, Marina Ferreira, em declarações aos jornalistas no Terminal Fluvial do Cais do Sodré, em Lisboa.

Para a gestora, as considerações do Tribunal de Contas são “ofensivas e ultrajantes”.

A Transtejo é responsável pela ligação do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, a Lisboa, enquanto a Soflusa faz a travessia entre o Barreiro, também no distrito de Setúbal, e o Terreiro do Paço, em Lisboa.

As empresas têm uma administração comum.

Últimas do País

Um homem de 35 anos, procurado pela Justiça marroquina por suspeitas de integrar uma rede criminosa dedicada à imigração ilegal, foi extraditado de Portugal para Marrocos. O suspeito, detido em Cascais pela Polícia Judiciária, terá participado num esquema que cobrava elevadas quantias para facilitar a entrada irregular de pessoas em Espanha.
Milhares de crianças e jovens com necessidades educativas especiais estão em risco de ficar sem apoio especializado, pois os Centros de Recursos para a Inclusão (CRI) continuam sem saber qual será o financiamento para o ano letivo.
O Entroncamento, município presidido por Nelson Cunha, eleito pelo CHEGA, registou a maior redução da criminalidade entre sete concelhos analisados pela PSP. Enquanto cinco municípios viram os números aumentar, a cidade governada pelo autarca do CHEGA contabilizou menos 77 ocorrências no primeiro semestre de 2026.
A GNR apreendeu 877,5 quilos de sardinha na Lota de Aveiro por incumprimento dos limites diários de captura legalmente estabelecidos, informou esta sexta-feira a força de segurança local.
Quatro mulheres, com idades entre os 25 e os 36 anos, foram detidas pela PSP, suspeitas de uma série de furtos em supermercados, perfumarias e lojas de cosméticos nos distritos do Porto e Aveiro. Três das suspeitas terão recorrido à violência, incluindo ameaças com um x-ato e agressões a funcionários, para conseguir fugir com os artigos furtados.
Quase 20% das pessoas entre 25 e 34 anos recorreu a apoio de saúde mental no ano passado, segundo dados do INE divulgados hoje.
A circulação nas Linhas 1 e 3 do Metro Sul do Tejo foi normalizada às 10:45 após uma colisão entre duas composições na Avenida Bento Gonçalves, em Almada, que causou dois feridos ligeiros e levou à abertura de um inquérito.
Um homem de 22 anos foi detido em Valongo por suspeita de circular com um veículo com matrículas falsas, segundo a GNR. A ação ocorreu durante uma fiscalização rodoviária na A41.
A Polícia Marítima apreendeu cerca de 464 kg de haxixe, em 10 fardos, entre o Cabo Espichel e Sines, no distrito de Setúbal, foi hoje anunciado.
Quase 90% das cerca de 8.000 crianças e jovens com doença crónica avançada não têm acesso a cuidados paliativos, segundo a associação do setor, que pede ao Governo uma aposta nesta área para mudar a realidade.