PJ detém mulher suspeita de burla foragida da Justiça há uma década

©facebook/pjudiciaria

A Polícia Judiciária (PJ) deteve no norte de Portugal uma mulher foragida da Justiça há 10 anos por suspeitas de burla e que, na altura da detenção, estava com uma criança com documentação falsa, anunciou hoje aquela polícia.

A mulher, de 38 anos, é suspeita, entre outros crimes, de burla qualificada e falsificação de documentos e foi detida pela diretoria do Sul da PJ, em colaboração com a diretoria do Norte, ao abrigo de um mandado de detenção emitido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Faro.

“A detida estava fugida à justiça aproximadamente há 10 anos, pela prática de crimes da mesma natureza em várias localidades do país, e já fora declarada contumaz [quem se recusa a comparecer em juízo], no ano de 2020, juntamente com outro arguido já anteriormente identificado e detido”, precisou a PJ em comunicado.

A mesma fonte precisou que a mulher pôs em prática um plano para convencer os responsáveis de uma Sociedade de Gestão e Contabilidade, localizada no Algarve, a confiarem-lhe a gestão da empresa, acendendo às contas bancárias para se apropriar de “valores avultados, quer das contas da empresa, quer de valores que lhe foram entregues pelos clientes para liquidação de obrigações às Finanças e à Segurança Social”.

A PJ frisou que a mulher “ocultava a sua atividade ilícita com recurso a apresentação de documentos falsos por si fabricados” e, ao ser detida, estava com um menino de cerca de dois anos, “aparentemente seu filho, do qual possuía uma certidão de nascimento falsa”.

“Sobre estes factos encontra-se a correr termos processo de subtração de menores. Com o especial contributo da GNR local [a criança] foi conduzida para acolhimento em instituição”, acrescentou a PJ.

A Judiciária adiantou que a mulher conhecia homens através das redes sociais, com os quais “encetava relacionamentos amorosos”, e alegava “possuir falsas qualidades profissionais de juíza, advogada, funcionária do SEF [Serviço de Estrangeiros e Fronteiras] e da Polícia Judiciária”, com o objetivo de “se apropriar do seu património”.

A detida vai ser hoje presente em tribunal para ser submetida ao primeiro interrogatório judicial e serem-lhe aplicadas as eventuais medidas de coação.

Últimas do País

Os estudantes portugueses em mobilidade académica internacional queixam-se de dificuldades para votar nas eleições presidenciais, defendendo mecanismos como o voto postal para cidadãos temporariamente no estrangeiro, segundo um comunicado da Erasmus Student Network (ESN) Portugal.
O presidente da ERSE defendeu hoje no parlamento que interromper interligações com Espanha para evitar um apagão energético não iria proteger os consumidores portugueses, pois implicava ter "máquinas elétricas" em permanência para substituir essa potência.
Mais de uma dezena de casas assaltadas, emigrantes como principais alvos e aldeias em sobressalto. A GNR avançou de madrugada e travou uma rede criminosa que espalhava o medo em Macedo de Cavaleiros e Bragança.
Vários distritos vão estar entre quinta-feira e sábado sob avisos devido à previsão de chuva e agitação marítima por vezes forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
A Polícia Judiciária (PJ) entregou hoje às autoridades alemãs o jovem de 19 anos detido em Lisboa por suspeita de ter matado a família quando se encontravam de viagem a Cabo Verde.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) recusou a entrada a 1.867 passageiros, dos 11.377.097 que controlou no Aeroporto Humberto Delgado em Lisboa no ano passado, indicou hoje aquela força de segurança.
A escassez de profissionais obriga o Hospital Garcia de Orta a falhar nove turnos da viatura médica que responde aos casos mais graves do INEM.
O alerta para a ocorrência foi dado cerca das 11h30.
A Delegação da Madeira da Cruz Vermelha Portuguesa registou mais de 5.700 operações de emergência em 2025, indicou hoje a instituição, sublinhando o empenho dos 126 voluntários na assistência pré-hospitalar em toda a região autónoma.
A Igreja Católica em Portugal pediu hoje desculpa às vítimas de abuso sexual por não ter sido possível concluir o processo de compensações financeiras no prazo inicialmente previsto, no final de 2025.