Autoridades fazem buscas para desmantelar alegado esquema ilegal de faturação

© GNR

O Ministério Público dirigiu hoje cerca de 60 buscas no norte, centro e na grande Lisboa para desmantelar um alegado circuito de faturação forjada no IVA e no IRC que terá lesado o Estado em 7,5 milhões de euros.

De acordo com informação publicada hoje à tarde no ‘site’ da Procuradoria-Geral da República (PGR), no desenrolar do inquérito dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), as buscas visaram um escritório de solicitador de execução, 16 residências, 15 sedes/instalações de sociedades comerciais dos ramos de peles, de restauração e de segurança e 28 veículos automóveis.

No decurso das diligências foram constituídos 29 arguidos, entre eles 13 pessoas singulares – gerentes e administradores das sociedades e contabilistas – e 16 pessoas coletivas.

No âmbito da operação foram ainda realizadas pesquisas informáticas e apreendido correio eletrónico.

Segundo a PGR, “a investigação tem por objeto um conjunto de pessoas singulares e coletivas que, desde 2015, se suspeita manterem um complexo circuito de faturação forjada, permitindo às sociedades envolvidas deduzir indevidamente IVA e diminuir o valor de IRC a entregar ao Estado, obtendo, desse modo, elevadas vantagens patrimoniais”.

A Procuradoria acrescenta que “há indícios de o Estado português ter sido lesado em cerca de 7,5 milhões de euros”.

As buscas contaram com a participação de cerca de 60 inspetores da Autoridade Tributária e Aduaneira, 60 militares da Unidade de Ação Fiscal da Guarda Nacional Republicana, 14 técnicos de informática e com a presença de um juiz de instrução, de um procurador da República e de um representante da Ordem dos Solicitadores e dos Agentes de Execução.

O inquérito é dirigido pelo Ministério Público do DCIAP, com a coadjuvação da Direção de Serviços de Investigação da Fraude e Ações Especiais (DSIFAE) da Autoridade Tributária e Aduaneira.

Últimas do País

A presidente do Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) acusou a ministra da Saúde de não cumprir a promessa sobre o INEM, referindo que o instituto está com menos de 30 médicos no quadro quando estão previstos 70 lugares.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve uma mulher com um mandado de detenção internacional para cumprimento de uma pena de nove anos e quatro meses por associação criminosa e tráfico de droga, segundo informação divulgada hoje.
O Tribunal de Aveiro condenou hoje dois arguidos, pai e filho, a penas de cinco anos e meio e sete anos de prisão por vários roubos violentos a idosos ocorridos em 2024 e 2025.
O CHEGA pediu, a 14 de outubro, a presença urgente do ministro da Agricultura no Parlamento, após a deteção do vírus 'Shamonda' em seis explorações bovinas portuguesas. Oito dias depois, França confirmou o primeiro caso conhecido de infeção humana, num doente que morreu no início do mês.
Dois equatorianos, um colombiano e um venezuelano foram intercetados pela Marinha Portuguesa a bordo de uma embarcação semissubmersível que transportava 1740 quilos de cocaína, avaliados em mais de 62 milhões de euros. Os quatro homens, detidos em outubro de 2025, foram agora condenados pelo Tribunal de Ponta Delgada, nos Açores, a penas entre 10 e 14 anos de prisão por envolvimento numa rede internacional de tráfico de droga.
O atual e o ex-presidente da Câmara de Valongo, Paulo Esteves Ferreira e José Manuel Ribeiro, eleitos pelo PS, foram condenados por abuso de poder à perda de mandato por limitarem a circulação de camiões na estrada de acesso ao aterro de Sobrado em 2020. A sentença incluiu ainda a aplicação de multas e a possibilidade de recurso.
Um idoso foi detido pela GNR por provocar um incêndio florestal em Carrazeda de Ansiães, devido à queima de sobrantes que se descontrolou, revelou a força policial.
A Universidade Politécnica de Portalegre (UPP) abriu um inquérito interno para apurar alegada tentativa de assédio sexual entre alunos, revelou o vice-reitor à agência Lusa.
A Habita!, criada por antigas assessoras do BE, recebeu apoios de organizações internacionais, incluindo uma rede financiada na sua origem pela fundação de George Soros. Uma investigação identifica ainda 150 mil euros de fundos europeus.
Mais de 240 turmas do 1.º ciclo continuam sem professor atribuído, segundo avança o Expresso. A falta de docentes prolonga-se mais de um mês após o arranque das aulas.