CHEGA vai pedir audição no parlamento do Conselho de Fiscalização do SIRP

© Folha Nacional

O CHEGA vai pedir a audição parlamentar do Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) e dos ministros das Infraestruturas e da Justiça sobre a recuperação do computador atribuído ao ex-adjunto Frederico Pinheiro.

“O CHEGA requereu que a audição do diretor do SIS [Serviço de Informações de Segurança] fosse urgente e vai acrescentar a essa audição o Conselho de Fiscalização das ‘secretas’, que agiu tardiamente e apenas sob pressão da opinião pública”, afirmou o líder do CHEGA.

André Ventura falava aos jornalistas em conferência de imprensa na sede nacional do partido, em Lisboa.

No domingo, o partido já tinha divulgado um requerimento no qual pedia a audição urgente do diretor do SIS na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

André Ventura considerou que os contornos do eventual envolvimento do SIS na recuperação de um computador portátil do Estado “são pouco claros” e questionou “em que moldes houve essa atuação, quem a solicitou e em que modelo foi encomendada, se o SIS decidiu atuar por si próprio ou não”.

“Temos de compreender bem o que levou à intervenção do serviço de informações e à forma como foi recolhido o computador”, salientou.

O líder do CHEGA pediu uma “explicação rápida e evidente” e defendeu que esta atuação “não tem nenhuma base de sustentação legal”.

Apontando que a Comissão Parlamentar de Inquérito à TAP “rejeitou antecipar a audição” do ministro das Infraestruturas, Ventura indicou que quer chamar, com caráter obrigatório e de urgência, os ministros das Infraestruturas e da Justiça ao parlamento “para explicarem em que contornos foi chamado o SIS”.

O CHEGA quer chamar João Galamba e Catarina Sarmento e Castro “às respeitas comissões quanto mais não seja para explicarem em que condições e qual a sua participação nesta ordem ou indicação ou sugestão para que o SIS tomasse participação”.

Indicando que o ministro das Infraestruturas “deu a entender que foi a ministra da Justiça quem o aconselhou a falar com os serviços de informações”, André Ventura considerou que “é importante que se perceba quem disse a João Galamba, se é que alguém, que os serviços de informações seriam a entidade certa para lidar com um caso como este”.

O presidente do CHEGA afirmou que o partido vai tentar abordar este tema na audição do Conselho de Fiscalização do SIRP, que terá lugar na quarta-feira na comissão de Assuntos Constitucionais e na comissão de Defesa Nacional.

“O motivo desta audição não tem que ver com este caso, nem com a Comissão de Inquérito à TAP, mas o CHEGA não deixará de questionar os responsáveis sobre esta situação e as garantias de segurança que podem dar aos cidadãos sobre a atuação dos serviços de informações em prol do Governo, sob indicações do Governo, e para interesses político-partidários”, adiantou.

O Conselho de Fiscalização do SIRP esclareceu hoje que, por sua própria iniciativa, pediu informações sobre a intervenção do SIS no caso da recuperação do computador atribuído a um ex-adjunto governamental com informação classificada.

Numa nota hoje divulgada, o Conselho de Fiscalização do SIRP esclarece que, na sequência das notícias vindas a público no passado dia 18, relativas ao envolvimento do SIS na recuperação de um computador portátil do Estado, “de imediato e por sua própria iniciativa, diligenciou no sentido da obtenção da informação necessária ao cumprimento da sua missão de fiscalização”.

O portátil em causa esteve atribuído a Frederico Pinheiro, ex-adjunto do ministro João Galamba, que foi demitido na sequência da polémica sobre a entrega de documentos à comissão parlamentar de inquérito sobre a TAP.

Últimas de Política Nacional

O líder do CHEGA, André Ventura, considerou esta sexta-feira que a proposta de lei do Governo para alterar a lei laboral "é má" e, como está, "não deve ser aprovada", mas indicou que mantém a disponibilidade para negociar.
Enquanto fotografava eventos e iniciativas do CDS, Isabel Santiago surgia também associada a funções remuneradas em estruturas públicas ligadas ao partido.
Foram várias as ameaças de morte que André Ventura, líder do CHEGA, recebeu nas redes sociais, após publicar um vídeo sobre a fuga de um detido do Tribunal de Ponte de Sor e a alegada emboscada montada à GNR para facilitar a evasão.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, admitiu o encerramento de esquadras da PSP em Lisboa, numa decisão que está a gerar preocupação sobre o futuro da segurança nas grandes cidades.
A guerra interna no PSD na freguesia das Avenidas Novas, em Lisboa, voltou a rebentar e já ameaça provocar uma crise política sem precedentes numa das maiores juntas da capital. Um acordo promovido por Carlos Moedas e pela liderança distrital do PSD durou apenas 10 dias antes de colapsar em acusações mútuas, suspeitas de favorecimento e denúncias de “tachos” para familiares.
O CHEGA leva esta quinta-feira ao Parlamento um conjunto de propostas centradas no reforço da autoridade das forças de segurança, na proteção dos agentes policiais e no combate à criminalidade, depois de o partido ter fixado a ordem do dia no debate parlamentar.
A Polícia Judiciária realizou esta quinta-feira uma operação de buscas relacionada com suspeitas de corrupção em concursos públicos para aluguer de helicópteros de combate a incêndios. Entre os alvos está Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro da Presidência, António Leitão Amaro.
José Sócrates, antigo primeiro-ministro socialista, vai começar a ser julgado esta quinta-feira no Tribunal Administrativo de Lisboa no âmbito da ação em que exige uma indemnização ao Estado português devido à duração do processo Operação Marquês.
O líder do CHEGA disse esta terça-feira que terá sido por pressão do PS que o presidente do Tribunal Constitucional comunicou a decisão de renunciar às funções e defendeu que o parlamento deve marcar já a eleição dos novos juízes.
O presidente do CHEGA criticou hoje o PSD por inviabilizar uma comissão de inquérito à Operação Influencer com "motivos fúteis" e perguntou de que "tem medo" o partido de Luís Montenegro, reiterando que a forçará a partir de setembro.