Seca: Situação agravou-se em abril e chegou a 89% do território

© D.R.

A situação de seca meteorológica agravou-se em Portugal continental no mês de abril, estando 89% do território continental em seca, 34% da qual em seca severa e extrema, segundo o IPMA.

Em um mês, a área em seca em Portugal continental quase duplicou em relação a março, quando era de 48%.

De acordo com o último boletim climatológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), verificou-se no fim de abril um aumento significativo da área e da intensidade em seca meteorológica, destacando-se a região Nordeste na classe de seca moderada e na região sul os distritos de Setúbal, Évora, Beja e Faro nas classes de seca severa a extrema.

No fim do mês passado, 33,2% do território estava em seca moderada, 22% em seca fraca, 19,9% em seca severa, 14,1% em seca extrema e 10,8% normal.

Em abril do ano passado, todo o território de Portugal continental já estava em situação de seca, a maior parte em seca moderada (87,2%).

O instituto classifica em nove classes o índice meteorológico de seca, que varia entre “chuva extrema” e “seca extrema”.

De acordo com o IPMA, existem quatro tipos de seca: meteorológica, agrícola, hidrológica e socioeconómica.

Os dados do boletim indicam que no mês de abril o total de precipitação (18,2 milímetros) foi muito inferior ao valor médio (23%), sendo o 3.º abril mais seco desde 1931.

No que diz respeito à percentagem de água no solo, o instituto refere que houve uma diminuição muito significativa da percentagem em todo o território.

As regiões do Nordeste Transmontano, vale do Tejo, Baixo Alentejo e Algarve registaram valores de percentagem de água no solo inferiores a 10%.

O IPMA adianta também no boletim que o mês de abril classificou-se como muito quente em relação à temperatura do ar e extremamente seco em relação à precipitação.

O mês de abril foi o 4.º abril mais quente desde 1931 (o mais quente foi em 1945), tendo sido registadas três ondas de calor no território continental, que afetaram as regiões do interior Norte e Centro, vale do Tejo, Alentejo e Sotavento Algarvio.

Últimas do País

A recomendação é garantir a cobrança dos cuidados faturáveis a cidadãos estrangeiros não residentes. O problema é que os hospitais não conseguem determinar antecipadamente quanto custa cada episódio de urgência.
Três homens de nacionalidade estrangeira, com 26, 31 e 32 anos, são suspeitos de receber diferentes tipos de droga através de encomendas postais, preparar doses individuais e vendê-las diretamente aos consumidores. Ficaram em prisão preventiva.
Portugal tinha no final de 2025 um total de 1.585.854 cidadãos estrangeiros a residir no país, mais 38 mil que no ano anterior, anunciou hoje a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA).
Uma mulher, de 40 anos, detida a 14 de setembro por suspeita de esfaquear o companheiro em Aveiro vai aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva, informou hoje a PSP.
Mais de 80 concelhos de nove distritos de Portugal continental estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, num dia em que as temperaturas máximas vão continuar acima dos 30 graus na generalidade do território, segundo o IPMA.
Álcool ao volante, permanência ilegal em Portugal, armas proibidas, droga e documentos falsificados. Uma operação especial da GNR realizada nos concelhos de Grândola, Moita e Sesimbra terminou com 16 pessoas detidas, 60 autos de contraordenação e várias apreensões.
Homem de 33 anos era procurado pelas autoridades brasileiras para cumprir cinco anos de prisão pelo sequestro da ex-companheira, mãe dos seus filhos. O crime ocorreu em 2017 e o suspeito refugiou-se em Portugal em 2022, depois de ter conhecimento da acusação. Foi agora localizado e detido pela PJ na Guarda.
Mulher é suspeita de ter incendiado uma maca nas Urgências do Hospital de Santa Maria e, depois de abandonar o local, uma viatura estacionada no parque da unidade hospitalar. A Polícia Judiciária deteve a paciente após esta ter recebido alta.
O corpo de um homem aparentando "entre os 30 e os 40 anos" foi hoje encontrado no areal, no norte do concelho da Figueira da Foz, após um popular ter dado o alerta, disse o comandante da capitania.
Mais de mil menores ficaram órfãos entre 2004 e 2018 na sequência de crimes em contexto familiar. E a tragédia continua: desde 2020, pelo menos outros 72 menores ficaram sem um dos progenitores na sequência de crimes associados à violência doméstica.