Sindicatos de Leiria protestam por melhores salários para “vida digna”

Cerca de 20 trabalhadores e dirigentes sindicais concentraram-se hoje, em Leiria, junto ao local onde decorre o Conselho de Ministros, exigindo melhores salários e não "pensos rápidos" para ser possível uma vida digna.

© D.R

Numa concentração convocada pela União dos Sindicatos de Leiria da CGTP, entoaram-se palavras de ordem e empunharam-se cartazes, com exigências de aumentos de salários e pensões e críticas dirigidas ao Governo, que hoje se reúne em Leiria, em Conselho de Ministros, no âmbito da iniciativa “Governo Mais Próximo”.

Se na quinta-feira o primeiro-ministro, António Costa, tinha considerado Leiria um dos “maiores motores da economia do país” com aumento do volume de negócios, exportações e postos de trabalho, a coordenadora da União dos Sindicatos de Leiria, Mariana Rocha, deixou uma imagem distinta.

“Mais de 53% dos trabalhadores do distrito leva para casa menos de 800 euros. É impossível ter uma vida digna com estes salários. [O Governo] tem de aumentar salários e combater a precariedade, que no distrito é imensa”, afirmou.

De acordo com a coordenadora da União dos Sindicatos de Leiria, “não é por acaso” que o Governo está em Leiria, distrito que tem crescido em termos económicos.

“[O Governo] tem sempre tudo para o capital. Cresce a economia, mas os salários continuam a ser insuficientes”, protestou.

A dirigente sindical defendeu a resolução do problema dos professores, com “milhares a nível nacional a aguardar por colocação”, aumento das reformas, melhores salários para a função pública, preços fixos nos bens essenciais e construção de habitação social para os trabalhadores.

“Que o Governo governe para o povo e para o país”, asseverou.

Segundo Mariana Rocha, as medidas que vão sendo aprovadas pelo Governo “não passam de pensos rápidos mas que, na sua maioria, não chegam aos portugueses”.

Últimas do País

O homem acusado de ter matado uma mulher a tiro na sequência de uma discussão no centro comercial Palácio do Gelo, em Viseu, em dezembro de 2024, foi hoje condenado a 18 anos de prisão.
Professores relataram hoje dezenas de falhas relacionadas com o processo de correção dos exames nacionais, num cenário que descrevem de “caos”, e exigem esclarecimentos por parte da tutela e o apuramento de responsabilidades.
Um homem, de 38 anos e de nacionalidade estrangeira, foi detido por falsificação de centenas de contratos de arrendamento na Área Metropolitana do Porto, alegadamente para auxílio à imigração ilegal, indicou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
Um em cada quatro alunos inscritos num curso Técnico Superior Profissional (CTeSP) abandonou o ensino superior um ano após ter entrado, segundo dados do portal Infocursos, que revela ainda mais desistências no ensino privado.
Lisboa está a assistir ao crescimento de um fenómeno pouco habitual: grupos de cidadãos que decidiram passar à ação para identificar e perseguir carteiristas nas zonas mais turísticas da cidade. O aumento destes movimentos surge numa altura em que muitos moradores e comerciantes se mostram frustrados com aquilo que consideram ser um sentimento de impunidade em torno deste tipo de criminalidade.
Em apenas quatro anos, Portugal duplicou o peso da população estrangeira e passou a integrar o grupo dos dez países da União Europeia com maior proporção de residentes estrangeiros. Hoje, um em cada sete habitantes é cidadão de outra nacionalidade.
O número de pessoas sem médico de família aumentou em 41 mil em 2025, com o Conselho das Finanças Públicas (CFP) a alertar que esse crescimento acontece no contexto "particularmente relevante" de envelhecimento dos especialistas dessa área.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) anunciou hoje ter apreendido 63 armas de fogo em 61 operações de fiscalização em armeiros, entre 22 e 26 de junho, empregando 105 operacionais em todos os comandos territoriais.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou mais de 2.300 furtos em residências neste ano e alertou para as “férias de verão, períodos em que muitas habitações ficam temporariamente desocupadas”.
A Associação de Empresas de Medicina do Trabalho alertou hoje que a falta de médicos está a impedir o cumprimento da lei e apelou ao Governo para adotar medidas urgentes que evitem sanções às empresas por atrasos nas consultas.