Greve dos enfermeiros com adesão de 80%, menos representativa na Madeira

A greve convocada pelo Sindicato Nacional dos Enfermeiros (SNE) que hoje terminou teve uma adesão que rondou os 80% em todo o país, com maior impacto nos blocos operatórios e nas consultas, segundo fonte sindical.

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A vice-presidente do SNE, Raquel Bolas, disse à agência Lusa que a paralisação foi menos representativa na Madeira, pois “o cálculo das remunerações têm uma outra expressão”.

A greve de 24 horas foi convocada pelo SNE por causa da “ausência de resposta e indisponibilidade do ministro da Saúde em iniciar um processo negocial” com os profissionais.

Aquando da convocação da greve, em comunicado, o SNE acusou o Governo de não responder aos “graves problemas que afetam os doentes” nem “aos apelos do Presidente da República para que o ministro da Saúde reunisse com os sindicatos do setor”.

Os enfermeiros reclamam “a negociação de um Acordo Coletivo de Trabalho Global aplicável aos enfermeiros e a revisão da tabela salarial”.

A maioria das reivindicações dos enfermeiros está relacionada com “a defesa da qualidade da enfermagem e do acesso dos doentes a cuidados de Saúde em tempo útil e de qualidade”, com estes profissionais a pedirem “condições de trabalho dignas, planeamento e organização do serviço público e uma política correta de gestão de recursos humanos”.

Na quarta-feira, o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, disse que o Governo está a examinar as condições para voltar a negociar com os sindicatos médicos, reconhecendo que, apesar de estar em plenas funções, “não pode olhar para o futuro como antes da crise política”.

Na terça-feira da semana passada, o governante disse estar a fechar dossiês pendentes, tendo recebido o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) por causa da reclassificação da carreira dos enfermeiros, uma matéria que, segundo o Governo, estava já na fase final de negociações.

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