Sindicato dos médicos diz que 419 vagas para especialidades ficaram por preencher

Mais de 400 vagas ficaram por preencher no concurso para a escolha de especialidades, denunciou hoje o Sindicato Independente dos Médicos (SIM), um resultado que considerou ser uma “hecatombe” para o Serviço Nacional de Saúde.

©Facebook de Jorge Roque da Cunha

“As escolhas para as especialidades terminaram e, dos 2.330 candidatos, houve 501 que decidiram não escolher qualquer vaga, tendo sobrado 419 vagas”, adiantou o SIM em comunicado.

De acordo com o sindicato liderado por Roque da Cunha, em 2021 tinham ficado por preencher 51 vagas para o internato médico, um número que aumentou para as 161 em 2022.

“A previsível e anunciada hecatombe aconteceu”, salientou o SIM, um dos dois sindicatos envolvidos nas negociações com o Governo para a valorização da carreira e das tabelas salariais dos médicos que decorrem há vários meses, com dezenas de reuniões a terminarem sem acordo.

De acordo com os dados divulgados pelo SIM, as vagas não escolhidas pelos novos médicos representam 18,2% do total de lugares colocados a concurso e, em algumas especialidades, atingem “números nunca vistos”.

O sindicato apontou os exemplos da medicina geral e familiar (médicos de família), da medicina interna, da saúde pública e da patologia clínica e adiantou que, na região de Lisboa e Vale do Tejo, ficaram por preencher 178 vagas.

“Por aqui se vê a atratividade que tem o trabalhar no Serviço Nacional de Saúde, numa altura em que todos os recursos humanos médicos deveriam ser aproveitados”, lamentou a estrutura sindical.

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