Despedimentos coletivos até novembro superam valor anual de 2022 e 2021

Os despedimentos coletivos comunicados pelas empresas entre janeiro e novembro de 2023 totalizou 388, superando o registado nos dois anos anteriores, segundo dados divulgados pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).

© D.R.

 

O número de despedimentos coletivos iniciados entre janeiro e novembro de 2023 foi de 388, ultrapassando assim o total do ano de 2022, que foi de 330, e também o ano completo de 2021, quando foram comunicados 336 processos ao Ministério do Trabalho.

Na comparação com o mesmo período de 2022, verificaram-se mais 90 processos de despedimento coletivo entre janeiro e novembro de 2023, ou seja, um aumento homólogo em 30,2%.

Nos 11 meses de 2023 analisados, outubro e novembro foram os que registaram maior número de processos, com 49 e 50, respetivamente.

Das 388 empresas que até novembro comunicaram despedimentos coletivos, 177 eram pequenas empresas, 141 microempresas, 54 médias empresas e 16 grandes empresas.

O número de trabalhadores a despedir totalizou 3.259 até novembro, uma subida de 7% (mais 216 trabalhadores) face ao período homólogo.

Por regiões, 190 empresas que iniciaram despedimentos até novembro situam-se na região de Lisboa e Vale do Tejo, 138 no Norte, 47 no Centro, 10 no Algarve e três no Alentejo, segundo os dados da DGERT.

O trabalhador abrangido por um processo de despedimento coletivo tem direito a uma compensação de 12 dias de retribuição base e diuturnidades por cada ano completo de antiguidade (sem prejuízo de algumas normas transitórias aplicáveis a contratos anteriores a outubro de 2013).

As alterações ao Código do Trabalho, que entraram em vigor em maio de 2023, no âmbito da Agenda do Trabalho Digno, preveem um aumento da compensação para 14 dias, aplicáveis a partir da entrada em vigor da nova lei.

A nova legislação prevê ainda que as empresas que efetuaram despedimentos coletivos ficam impedidas de recorrer a contratação externa (‘outsourcing’) durante 12 meses para satisfazer necessidades que eram asseguradas pelos trabalhadores despedidos.

Últimas do País

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) alerta para "desequilíbrios territoriais significativos" no acesso aos cuidados de saúde, com níveis elevados de necessidade nos cuidados primários no interior, Alto Alentejo e Nordeste.
Cinco arguidos terão criado prejuízos fiscais fictícios para reduzir impostos. Investigação aponta para perdas artificiais de cinco milhões de euros.
O Tribunal Judicial de Leiria começa a julgar na quinta-feira um homem suspeito de ter matado um amigo e que está acusado dos crimes de homicídio por negligência grosseira e de detenção de arma proibida, neste caso como reincidente.
Megaoperação 'Lúmen' levou a buscas em várias autarquias e à detenção de quatro suspeitos. Contratos sob suspeita rondam os oito milhões de euros.
O IPMA emitiu vários avisos devido à agitação marítima, aguaceiros por vezes fortes e acompanhados de trovoada e vento a partir desta terça-feira para todo o país por causa da passagem da depressão Therese.
Um incêndio deflagrou hoje à tarde numa empresa de placas de revestimento no concelho de Pombal, tendo ficado circunscrito ao armazém exterior, disse fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Leiria.
A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) pediu hoje ao ministro da Administração Interna que cumpra o acordo assinado com o Governo em julho de 2024 e que prevê, entre outras questões, a revisão remuneratória.
A 12.ª campanha nacional nas escolas promovida pela GNR e pela Microsoft Portugal para capacitar crianças e jovens para a navegação segura no mundo digital arranca na quarta-feira, em Lisboa, depois de adiada devido ao mau tempo.
Um homem condenado a uma pena de prisão, a cumprir na cadeia de Custóias (Matosinhos), e referenciado pelos crimes de coação sobre funcionário e injúria agravada foi detido no domingo em Vila Nova de Gaia, anunciou hoje a PSP.
Mulher foi acusada pelo Ministério Público de integrar um esquema organizado que terá introduzido pelo menos 15 pessoas em Portugal com recurso a documentos falsos ou identidades usurpadas. Está em prisão preventiva desde março de 2025.