Ventura chama a Pedro Nuno “maior mentiroso” e a AD “prostíbulo espanhol”

O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou hoje o líder do PS, Pedro Nuno Santos, de ser "o maior mentiroso" dos candidatos socialistas e classificou a AD (coligação PSD/CDS-PP e PPM) como "prostíbulo espanhol".

© Folha Nacional

Discursando num jantar/comício em Vila Real, o líder do CHEGA abordou o tema das portagens e assinalou que o secretário-geral do PS diz agora “que é preciso rever estas portagens e até promete acabar com algumas”, mas os socialistas votaram contra a proposta do CHEGA nesse sentido.

“Pedro Nuno Santos, eu não sei se ele é o mais impreparado da história do PS, não sei se é o mais incapaz da história do PS, não sei se é quem tem mais amnésia, mas há uma coisa que sei, é o maior mentiroso que o PS já pôs como candidato a umas eleições”, acusou.

Mais à frente no seu discurso, André Ventura voltou a comentar as declarações do vice-presidente do CDS-PP Paulo Núncio, que se manifestou a favor de um novo referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez, ideia recusada pelo líder do PSD, Luís Montenegro.

O presidente do CHEGA referiu que “uns minutos depois, o próprio presidente do CDS vem dizer que isso não consta do programa deles, nem ele quer fazer nenhum referendo, e umas horas depois vem Montenegro dizer que ele não tem anda a ver com isso e não é parte do programa da AD”.

À chegada ao comício, o presidente do CHEGA já se tinha referido à AD como um “albergue espanhol”, mas discursando perante uma sala cheia de apoiantes escolheu outra expressão.

“Não sei se viram alguma vez alguma coisa sobre Sá Carneiro e Diogo Freitas do Amaral, mas eu tenho a certeza de uma coisa, isto não é AD nenhuma, isto é um prostíbulo espanhol onde eles estão todos juntos e não se entendem nem conseguem fazer nada”, criticou.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA critica o aumento dos encargos fiscais, incluindo o IMI, e acusa o Executivo de não romper com as políticas socialistas, defendendo medidas que permitam aliviar os rendimentos das famílias.
André Ventura considera que o Orçamento do Estado para 2027 não responde ao aumento dos custos da habitação, da alimentação e dos combustíveis. "Este é um Orçamento do Estado em que o Governo não consegue reconhecer o momento de dificuldade que os portugueses vivem", afirmou o líder do CHEGA.
O antigo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues (PS), defendeu um bloco central entre PS e PSD para travar o CHEGA. Partido liderado por André Ventura poderá mesmo vencer as próximas eleições.
Isaltino Morais admite que André Ventura possa chegar a primeiro-ministro e aponta uma aproximação entre PS e PSD como forma de travar esse cenário. Em entrevista à RTP, o presidente da Câmara de Oeiras defendeu uma convergência entre os dois partidos para impedir a chegada do líder do CHEGA ao Governo.
PSD, Iniciativa Liberal e PS viabilizaram alterações à lei do Tribunal de Contas que poderão afastar a aplicação de sanções financeiras ao ministro da Administração Interna, Luís Neves. Em causa estão despesas de 14.300 euros com viagens ao Brasil, realizadas em 2023, quando dirigia a Polícia Judiciária.
O presidente do CHEGA responsabiliza PS e PSD pela crise da habitação e acusa José Luís Carneiro de dar luz verde a um Orçamento do Estado sem conhecer o seu conteúdo. André Ventura defende um pacote de emergência com benefícios fiscais, apoios às rendas e menos burocracia.
Socialistas e sociais-democratas preparam alterações à legislação do Tribunal de Contas que poderão beneficiar Luís Neves. A possibilidade de uma amnistia através de uma mudança legislativa levanta questões sobre o alcance da iniciativa e as suas consequências.
Comissão Parlamentar da Transparência considera grave a conduta de Ventura após a divulgação de um vídeo em que o líder do CHEGA percorreu corredores e espaços de outros grupos parlamentares, questionando a ausência de deputados numa sexta-feira.
André Ventura garantiu que a comissão parlamentar de inquérito à atuação de Luís Neves na Polícia Judiciária vai avançar sem interrupções, mesmo durante a discussão do Orçamento do Estado. À saída da tomada de posse da comissão, o presidente do CHEGA denunciou tentativas de travar os trabalhos e assegurou que a investigação continuará mesmo que Luís Neves abandone o Governo.
PSD e PS aprovaram, na especialidade, alterações ao regime de fiscalização do Tribunal de Contas que incluem o afastamento do visto prévio em determinados procedimentos. André Ventura acusa os dois partidos de enfraquecerem o controlo da despesa pública e classifica a decisão como uma “via verde para a corrupção”.