Ventura chama a Pedro Nuno “maior mentiroso” e a AD “prostíbulo espanhol”

O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou hoje o líder do PS, Pedro Nuno Santos, de ser "o maior mentiroso" dos candidatos socialistas e classificou a AD (coligação PSD/CDS-PP e PPM) como "prostíbulo espanhol".

© Folha Nacional

Discursando num jantar/comício em Vila Real, o líder do CHEGA abordou o tema das portagens e assinalou que o secretário-geral do PS diz agora “que é preciso rever estas portagens e até promete acabar com algumas”, mas os socialistas votaram contra a proposta do CHEGA nesse sentido.

“Pedro Nuno Santos, eu não sei se ele é o mais impreparado da história do PS, não sei se é o mais incapaz da história do PS, não sei se é quem tem mais amnésia, mas há uma coisa que sei, é o maior mentiroso que o PS já pôs como candidato a umas eleições”, acusou.

Mais à frente no seu discurso, André Ventura voltou a comentar as declarações do vice-presidente do CDS-PP Paulo Núncio, que se manifestou a favor de um novo referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez, ideia recusada pelo líder do PSD, Luís Montenegro.

O presidente do CHEGA referiu que “uns minutos depois, o próprio presidente do CDS vem dizer que isso não consta do programa deles, nem ele quer fazer nenhum referendo, e umas horas depois vem Montenegro dizer que ele não tem anda a ver com isso e não é parte do programa da AD”.

À chegada ao comício, o presidente do CHEGA já se tinha referido à AD como um “albergue espanhol”, mas discursando perante uma sala cheia de apoiantes escolheu outra expressão.

“Não sei se viram alguma vez alguma coisa sobre Sá Carneiro e Diogo Freitas do Amaral, mas eu tenho a certeza de uma coisa, isto não é AD nenhuma, isto é um prostíbulo espanhol onde eles estão todos juntos e não se entendem nem conseguem fazer nada”, criticou.

Últimas de Política Nacional

Referências às FP-25 e acusações sobre a Constituinte levam antigos deputados da extrema-esquerda e da esquerda a sair do hemiciclo em protesto. "Essa é a verdade! Não vale a pena sair porque a verdade continuará a ser dita da mesma forma", diz o presidente do CHEGA quando começam a abandonar a sala.
André Ventura defende a abertura de um debate e a revisão da Constituição, no ano em que se assinalam os seus 50 anos, criticando referências à extrema-esquerda e recordando vítimas de violência política.
O CHEGA apresentou um projeto de resolução no Parlamento onde defende um reforço das medidas de proteção para os cidadãos portugueses e lusodescendentes que vivem na Venezuela, face à instabilidade política e social que continua a marcar o país.
Portugal passa a ter uma nova lei da nacionalidade, com o CHEGA a garantir a introdução da perda de nacionalidade para condenados por crimes graves.
O presidente do CHEGA propõe a criação de uma pena acessória de perda de nacionalidade para condenados e rejeita a atribuição meramente formal da cidadania, defendendo uma ligação efetiva a Portugal.
A nova empresa do ex-ministro do Ambiente do PS Duarte Cordeiro, a consultora Shiftify, concentra figuras com ligações ao Partido Socialista na sua estrutura.
O CHEGA garantiu a aprovação de um conjunto de alterações profundas ao modelo de mobilidade aérea para as Regiões Autónomas, numa decisão que o partido considera essencial para pôr fim às falhas que têm marcado o acesso às ligações entre o continente, a Madeira e os Açores.
O presidente do CHEGA revelou hoje que não foi possível chegar a acordo sobre a lei da nacionalidade e vai avançar com “propostas próprias e autónomas”, acusando o PSD de não conseguir “ser menos socialista do que os socialistas”.
O CHEGA quer que os profissionais da Força Especial de Proteção Civil passem a ser reconhecidos como profissão de desgaste rápido, defendendo que as funções que exercem justificam regras específicas no acesso à aposentação.
A carga fiscal em Portugal manteve-se em níveis elevados em 2025, fixando-se nos 35,4% do Produto Interno Bruto (PIB), ligeiramente acima dos 35,2% registados no ano anterior.