Ventura chama a Pedro Nuno “maior mentiroso” e a AD “prostíbulo espanhol”

O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou hoje o líder do PS, Pedro Nuno Santos, de ser "o maior mentiroso" dos candidatos socialistas e classificou a AD (coligação PSD/CDS-PP e PPM) como "prostíbulo espanhol".

© Folha Nacional

Discursando num jantar/comício em Vila Real, o líder do CHEGA abordou o tema das portagens e assinalou que o secretário-geral do PS diz agora “que é preciso rever estas portagens e até promete acabar com algumas”, mas os socialistas votaram contra a proposta do CHEGA nesse sentido.

“Pedro Nuno Santos, eu não sei se ele é o mais impreparado da história do PS, não sei se é o mais incapaz da história do PS, não sei se é quem tem mais amnésia, mas há uma coisa que sei, é o maior mentiroso que o PS já pôs como candidato a umas eleições”, acusou.

Mais à frente no seu discurso, André Ventura voltou a comentar as declarações do vice-presidente do CDS-PP Paulo Núncio, que se manifestou a favor de um novo referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez, ideia recusada pelo líder do PSD, Luís Montenegro.

O presidente do CHEGA referiu que “uns minutos depois, o próprio presidente do CDS vem dizer que isso não consta do programa deles, nem ele quer fazer nenhum referendo, e umas horas depois vem Montenegro dizer que ele não tem anda a ver com isso e não é parte do programa da AD”.

À chegada ao comício, o presidente do CHEGA já se tinha referido à AD como um “albergue espanhol”, mas discursando perante uma sala cheia de apoiantes escolheu outra expressão.

“Não sei se viram alguma vez alguma coisa sobre Sá Carneiro e Diogo Freitas do Amaral, mas eu tenho a certeza de uma coisa, isto não é AD nenhuma, isto é um prostíbulo espanhol onde eles estão todos juntos e não se entendem nem conseguem fazer nada”, criticou.

Últimas de Política Nacional

Primeiro, o Governo respondeu ao CHEGA indicando um orçamento de 144.456 euros para a destruição dos químicos, em linha com a justificação apresentada por Luís Neves. Agora, confrontado pelo Observador, o Ministério da Justiça esclarece um pormenor decisivo: aquele valor abrangia produtos apreendidos em vários processos e não apenas os 62 bidões da Operação Pacoba. Afinal, os 144 mil euros não eram só para aqueles químicos.
O líder do CHEGA contesta limitações ao objeto da comissão de inquérito e quer escrutinar toda a passagem de Luís Neves pela direção da PJ, incluindo o seu afastamento da Operação Influencer e perceber se decisões tomadas durante o mandato sofreram influência política.
Luís Montenegro vai enfrentar o debate da moção de censura apresentada pelo CHEGA no dia 8 de setembro, às 15h00. Partidos decidiram acelerar os prazos para que o país não fique à espera de uma resposta política à iniciativa apresentada na sequência das polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Presidente do CHEGA anunciou esta quarta-feira que o partido deu entrada de uma moção de censura ao Governo e considera a decisão “irreversível”. André Ventura acusa Luís Neves de não esclarecer as suspeitas que têm marcado a polémica em torno do ministro, critica o silêncio de Montenegro e garante que a comissão parlamentar de inquérito é para manter.
Presidente do CHEGA quer saber como Portugal vai pagar as novas fragatas e quanto custarão os juros. Ventura acusa ainda o Governo de ter adotado a “escola Luís Neves”: “Fala quando quer, sobre o que quer.”
Adjuntos, assessores e chefes de gabinete passaram dos corredores do Governo para lugares na Administração Pública. Em 17 casos, entraram em regime de substituição e, em dois, o percurso já terminou com uma nomeação por cinco anos.
Partido liderado por André Ventura questiona o Governo sobre o destino das habitações financiadas pelo PRR e pelo 1.º Direito e exige números sobre os beneficiários. Perante milhares de portugueses à procura de casa e uma oferta pública escassa, o CHEGA defende prioridade para cidadãos nacionais e para quem demonstre uma ligação duradoura e contributiva ao país.
Presidente do CHEGA considera que Luís Montenegro perdeu autoridade sobre o ministro da Administração Interna e avisa que, se não houver uma decisão sobre Luís Neves, o partido admite avançar com uma moção de censura. André Ventura acusa o ministro de ter arrastado o país para um “lamaçal político” e garante que a comissão parlamentar de inquérito é para manter.
Presidente do CHEGA considera “absolutamente razoável” o projeto que proíbe a mudança de sexo em menores de idade e reafirma a intenção de manter a iniciativa, rejeitando o apelo da ONU para que seja retirada ou revista.
Bancada de André Ventura apresentou dois projetos de lei, 14 projetos de resolução e avançou com a comissão de inquérito à liderança de Luís Neves na PJ. Somam-se ainda 28 perguntas dirigidas ao Governo.