Bombeiros lamentam ausência de reuniões preparatórias de preparação do dispositivo

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) considerou hoje inadequada a forma como está a ser preparado o dispositivo de combate a incêndios rurais para este ano, lamentando a ausência de reuniões preparatórias.

© DR

 

A LBP recebeu da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) a diretiva operacional (DON) que estabelece o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para este ano. A ANEPC pede contributos aos bombeiros para que a DON seja aprovada na Comissão Nacional de Proteção Civil, que se realiza a 13 de maio, dois dias antes do primeiro reforço de meios para o combate aos fogos.

Em declarações à Lusa, o presidente da LBP referiu que costuma haver todos os anos reuniões preparatórias, quer na ANEPC, quer no Ministério da Administração Interna, mas este ano tal não está a acontecer, estando apenas marcada a reunião final de 13 de maio para aprovação da DON.

António Nunes criticou também o facto da DON ser este ano aprovada dois dias antes do primeiro reforço do ano dos meios de combate aos incêndios rurais no âmbito do DECIR.

“Os meios são mais ou menos os mesmos. Há uma repetição do ano passado, mas a ANEPC não sabe se os bombeiros têm esses meios”, disse António Nunes, avançando que o dispositivo de combate foi programado sem a ANEPC falar com a LBP e com as corporações de bombeiros, que são quem dispensa o maior número de bombeiros para o DECIR.

António Nunes disse também que a LBP não está de acordo com a fórmula de cálculo dos meios.

Este ano os meios de combate a incêndios são idênticos aos do ano passado, existindo uma pequena alteração nos meios aéreos, que passam de 72 para 70, segundo a DON que vai ser votada na reunião de 13 de maio.

Últimas do País

O partido liderado por André Ventura apresentou uma proposta para o Orçamento do Estado para 2027 que pretende dar prioridade no acesso às creches aos filhos de cidadãos portugueses que exerçam uma atividade profissional.
A Proteção Civil alertou hoje para o risco de inundações e cheias em Portugal continental devido à passagem da depressão Bruna, que irá provocar chuva e vento fortes e agitação marítima.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve entre domingo e hoje 10 pessoas no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, suspeitas de utilizarem documentos falsificados em voos provenientes de Atenas, na Grécia.
O IPMA alertou para chuva, vento e agitação marítima no continente a partir de domingo, devido à depressão Bruna, que deverá afetar o país até 13 de novembro.
A PSP recebeu hoje de manhã um alerta de ameaça de bomba num avião da Ryanair que iria sair do aeroporto de Lisboa com destino a Roma, revelou hoje aquela polícia.
Dois homens, de 24 e 27 anos, foram detidos pela PSP depois de transformarem dois apartamentos municipais devolutos, na Quinta do Loureiro, em Lisboa, em armazéns de droga. A operação permitiu apreender 23 quilos de heroína, a maior quantidade desta substância confiscada este ano pelas forças de segurança portuguesas, além de cocaína, haxixe, liamba, dinheiro e munições.
Um adolescente de 15 anos foi identificado pela Polícia Judiciária como suspeito de violar e roubar uma rapariga menor de idade no interior do prédio onde esta reside, em Oeiras. O jovem está ainda indiciado por outros crimes de roubo e agressão. Por ter menos de 16 anos, não pode ser responsabilizado criminalmente, tendo sido entregue ao pai e apresentado ao Tribunal de Família e Menores.
A Polícia Judiciária de Aveiro deteve um homem de 34 anos suspeito de usar receitas falsas para comprar medicamentos que seriam utilizados para fabricar drogas ou para consumo direto, segundo informou o órgão de polícia criminal.
Uma mulher espanhola foi detida em Badajoz, suspeita de ter vendido os seis filhos, com idades entre um e 11 anos, a outras famílias. Duas das crianças, de um e três anos, foram localizadas em Portugal e encaminhadas para instituições de acolhimento.
Um homem de 55 anos foi detido pela GNR por estar "fortemente indiciado" do crime de violência doméstica contra a mulher, de 48 anos, no concelho de Elvas, revelou hoje o Ministério Público (MP).