Nuno Rebelo de Sousa na CPI: “O meu silêncio nesta comissão é integral”

O filho do Presidente da República, Nuno Rebelo de Sousa, recusou-se hoje prestar esclarecimentos à comissão de inquérito sobre o caso das gémeas e não respondeu a qualquer das perguntas colocadas pelos deputados.

© Folha Nacional

Nuno Rebelo de Sousa fez uma curta intervenção inicial, na qual reiterou a informação transmitida pelos seus advogados à comissão de que iria remeter-se ao silêncio.

“O meu silêncio nesta comissão é integral pois foi esse o conselho profissional que recebi e que sigo”, afirmou.

Perante as perguntas dos deputados dos vários partidos, limitou-se a responder sucessivamente: “pelas razões referidas, não respondo”.

Esta postura foi criticada pelos partidos e levou PSD, PCP e Livre a recusarem continuar a colocar questões.

Nuno Rebelo de Sousa está a participar, por videoconferência, na comissão de inquérito ao caso das gémeas luso-brasileiras tratadas com o medicamento Zolgensma.

O depoente lembrou que foi constituído arguido num processo cujo objetivo é coincidente com o desta comissão de inquérito.

O filho do Presidente da República justificou o seu silêncio com a legislação portuguesa, a Constituição e também a Convenção Europeia dos Direitos do Homem e o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos.

“Todas e quaisquer perguntas admissíveis só podem dizer respeito ao objeto do processo crime”, referiu, evitando assim responder a qualquer questão.

Nuno Rebelo de Sousa disse ter sido informado de que a investigação está “em segredo de justiça” e reiterou que autoriza a comissão de inquérito a ter acesso aos esclarecimentos que prestou ao Ministério Público, caso isso seja permitido pela justiça.

O filho do Presidente da República respondeu apenas quando o deputado João Almeida pediu que se identificasse e referisse a sua atividade profissional. Indicou que é diretor da EDP Brasil, empresa na qual trabalha desde 2011, e que residente em São Paulo, no Brasil, país onde está há 15 anos.

Nuno Rebelo de Sousa disse também não ter “qualquer outra atividade profissional”.

Últimas de Política Nacional

É a André Ventura que os inquiridos da sondagem da Aximage atribuem o título de principal figura da oposição ao Governo em Portugal.
Questionados sobre a carta que o Líder do CHEGA endereçou ao Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, tendo como objeto a demissão do ministro Luís Neves, 59% dos inquiridos da sondagem Aximage afirmam concordar com a posição e atuação de André Ventura.
O CHEGA voltou a exigir fronteiras controladas perante a invasão migratória registada em Ceuta, onde cerca de 49 mil imigrantes entraram ilegalmente em apenas 24 horas, um número que poderá ser ainda mais elevado. Para André Ventura, a Europa tem de travar a imigração ilegal e recuperar imediatamente o controlo das suas fronteiras. “Temos de proteger o país”, afirmou o presidente do partido líder da oposição em Portugal.
Na mais recente sondagem da Aximage, o CHEGA volta a subir para valores históricos, consolidando-se como segunda força política, com 26,2% das intenções de voto.
O Governo vai avançar com seis milhões de euros para financiar projetos especificamente dirigidos às comunidades ciganas, ao mesmo tempo que milhares de famílias trabalhadoras portuguesas continuam a enfrentar salários baixos, dificuldades no acesso à habitação, longas listas de espera no Serviço Nacional de Saúde e uma carga fiscal cada vez mais pesada.
O CHEGA deu entrada de um requerimento para a convocação urgente da Comissão Permanente da Assembleia da República, com vista à audição do Ministro da Administração Interna, Luís Neves, e da Ministra da Justiça.
Com 132 projetos de lei apresentados na primeira sessão legislativa, a bancada de André Ventura tornou-se a mais produtiva da Assembleia da República. O CHEGA entregou o dobro das iniciativas do PS e superou, de forma destacada, todos os restantes partidos com representação parlamentar.
Para o CHEGA, o Estado não pode continuar a privilegiar quem “não quer fazer nada”, defendendo, por isso, a criação de um “plano nacional de combate à subsidiodependência”.
Líder do CHEGA acusa Luís Montenegro de ignorar os problemas dos portugueses, questiona a confiança política no ministro da Administração Interna e afirma que o Governo está em “acelerada decomposição”.
O presidente do CHEGA disse esperar ter uma conversa com o primeiro-ministro sobre as alegadas ameaças do ministro da Administração Interna (MAI), negadas pelo próprio, e vai convocar os órgãos nacionais para decidir eventuais ações.