Habitantes de Sintra protestam contra “turismo de massas e caos no trânsito”

A associação QSintra lançou uma iniciativa, que inclui faixas nas janelas e varandas e cartazes nas montras de lojas, restaurantes e cafés, exigindo à Câmara Municipal medidas contra o “turismo de massas e caos no trânsito”.

© D.R.

Em comunicado, a QSintra – Em Defesa de um Sítio Único recusa que a cidade se transforme “num mero parque de diversões congestionado”, pondo em causa o seu caráter de “sítio único”.

Assim, “face à perda de qualidade de vida, aos constantes congestionamentos de trânsito e à descaracterização acelerada da zona inscrita como Património Mundial”, a associação passou à ação.

“Queremos Sintra viva e habitada, não ao turismo de massas!” é um dos lemas inscritos nas faixas e nos cartazes colocados no centro histórico.

Em simultâneo com os protestos de rua, a QSintra divulgou um manifesto, “Sintra é de todos e precisa de todos”, com seis reivindicações: revitalização da comunidade e qualidade de vida dos residentes; maior cuidado e mais critério no planeamento e na gestão urbana; turismo de qualidade e não de quantidade; combater a “excessiva dependência” do turismo; recuperar e preservar a natureza, pedindo “regras e fiscalização mais estritas que preservem a paisagem, a área florestal e a orla costeira”; e a criação de uma estrutura especializada para gerir a Paisagem Cultural de Sintra.

A QSintra assinala que “o turismo é importante para Sintra mas não pode ser um fator de desqualificação da paisagem e de despovoamento” e não pode prejudicar o dia-a-dia dos habitantes.

A associação reclama ainda “um levantamento sistemático de todos os grandes projetos” de novos hotéis, empreendimentos imobiliários e superfícies comerciais, no sentido de “avaliar o seu impacto sobre a paisagem, o ecossistema, a mobilidade e a vida das pessoas”.

Sintra “tem todas as condições para se tornar num polo cultural de grande qualidade e projeção mundial em áreas com potencial, como, por exemplo, a música, a literatura, o cinema, as artes plásticas, o artesanato e ofícios, a gastronomia”, considera a associação.

Últimas do País

A GNR, com a cooperação da Guardia Civil espanhola, desmantelou na quarta-feira uma rede organizada de tráfico de droga com ramificações internacionais e deteve 20 pessoas nos concelhos de Mafra, Sintra, no distrito de Lisboa, e em Setúbal.
A reciclagem de equipamentos elétricos atingiu um valor recorde em 2025, com mais de 45.000 toneladas recolhidas, um aumento de 26% face ao ano anterior, anunciou hoje a Rede Eletrão.
A Câmara de Ourém contabiliza mais de 10 mil casas sem telhas e prejuízos em equipamentos municipais que podem chegar aos 35 milhões de euros na sequência do mau tempo, disse hoje o presidente da autarquia.
Cerca de 6.500 clientes da E-Redes nas localidades afetadas pela depressão Kristin, que passou pelo continente em 28 de janeiro, continuavam pelas 07:00 de hoje sem energia elétrica, informou a empresa.
A associação ambientalista Zero disse hoje que, sem execução visível do Contrato Climático 2030, Lisboa deverá falhar a neutralidade daqui a quatro anos, considerando que as medidas do documento em consulta pública são "claramente insuficientes".
A despesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com a área da Medicina Física e Reabilitação chegou aos 179,6 milhões de euros em 2024, um aumento de 59,2% relativamente a 2021, segundo a Entidade Reguladora da Saúde (ERS).
A taxa de prevalência de consumo de droga em situação de reclusão estabilizou ou aumentou em 2023 e no caso dos centros educativos as raparigas apresentam padrões de consumos de droga e álcool de maior risco que os rapazes.
Um homem de cerca de 90 anos foi encontrado hoje sem vida numa localidade na freguesia de São Pedro Sul, distrito de Viseu, onde tinha sido dado como desaparecido, avançaram à Lusa fontes da GNR e da Proteção Civil.
Dois cidadãos estrangeiros foram detidos no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, por tráfico de estupefacientes. Os suspeitos traziam Ayahuasca, uma substância psicotrópica que tem efeitos alucinogénicos, para realizarem um ritual em território nacional.
O diretor do Departamento de Medicina Crítica (DMC) da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), Pedro Moura, demitiu-se do cargo invocando "falta de alinhamento estratégico" e "múltiplas situações de desrespeito institucional", foi hoje divulgado.