Polícias forçados a abandonar GNR e PSP

Nos últimos cinco anos, 550 polícias abandonaram a GNR e a PSP, incluindo oficiais, para integrar organismos internacionais como a Frontex, para ingressar na Polícia Judiciária (PJ) ou até mesmo para abraçar novas profissões.

© Instagram PSP

Ao Notícias ao Minuto, Paulo Santos, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, afirma: “Temos constatado diariamente uma vontade expressa de muitos profissionais, agentes, chefes e oficiais que querem sair da instituição”.

“Saem porque não se revêem na forma como a carreira é vista pelo poder político, ou porque não se sentem reconhecidos e estão cada vez mais cansados pelo que o serviço lhes impõe”, revela.

A notícia avançada pelo Jornal de Notícias (JN) revela que os baixos salários e a desmotivação são os principais motivos que forçam dezenas de polícias a sair da GNR e da PSP.

O sindicalista afirma que a PSP, neste momento, “tem um problema gravíssimo, com a conjugação de três fatores”.

“A PSP não tem atratividade para chamar jovens. Os salários são baixos e os jovens não querem concorrer. Outro problema é a fuga de quadros. Está a acontecer um fenómeno que, não sendo novo, está a ter muito mais reflexo nos oficiais, algo que antigamente não se via tanto”, completando “Por fim, a questão do envelhecimento e do barramento das saídas. Porque, como não há entradas, não pode haver saídas”.

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