MAI abre inquérito urgente a morte de homem baleado pela PSP na Cova da Moura

A ministra da Administração Interna determinou hoje à Inspeção-Geral da Administração Interna a abertura de um inquérito “com caráter de urgente” sobre a morte de um homem na Cova da Moura, na Amadora, após ser baleado pela PSP.

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“A ministra da Administração Interna determinou hoje à Inspeção-Geral da Administração Interna (IGA) a abertura de inquérito com caráter de urgência para apuramento das circunstâncias que envolveram agentes da Polícia de Segurança Pública, na sequência de uma operação policial na noite de 21 de outubro, no Bairro Alto da Cova da Moura, que culminou com a morte de um cidadão, pelas 06:20, no Hospital de São Francisco Xavier, para onde fora transportado”, refere uma nota do ministério tutelado por Margarida Blasco.

Além deste inquérito na IGAI, a PSP já tinha anunciado a abertura de um inquérito interno junto dos polícias e de testemunhas para apurar as circunstâncias que originaram esta ocorrência.

Em comunicado, a PSP explica que um homem em fuga morreu hoje após ser baleado pela polícia na Cova da Moura, quando tentava resistir à detenção e agredir os agentes com uma arma branca.

Segundo aquela força de segurança, os agentes da PSP deram ordem de paragem a um homem de 43 anos que, ao visualizar a viatura policial, encetou fuga para o interior do bairro da Cova da Moura, tendo o condutor entrado em despiste, abalroando viaturas estacionadas e o carro em que seguia ficado imobilizado.

De acordo com a PSP, na rua principal do bairro os agentes abordaram o suspeito, que “terá resistido à detenção e tentado agredi-los com recurso a arma branca”.

“Esgotados outros meios e esforços”, indica a PSP, um dos polícias recorreu à arma de fogo e atingiu o homem, “em circunstâncias a apurar em sede de inquérito criminal e disciplinar”.

O suspeito foi assistido no local e transportado para o Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, onde veio a morrer pelas 06:20.

A PSP adianta que foi dado conhecimento ao Ministério Público e à Polícia Judiciária, que se deslocou ao local da ocorrência.

“Foram realizados procedimentos de preservação e de gestão do local do crime e seguir-se-ão outras diligências investigatórias junto dos polícias da PSP e de testemunhas, para apurar as circunstâncias que originaram esta ocorrência”, adianta, lamentando o desfecho do incidente.

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