Recibos verdes no Estado sobem 10% no 1.º semestre e atingem máximo de 2011

Os trabalhadores em prestação de serviços no Estado subiram 10% no final do primeiro semestre, face ao final do semestre anterior, para 18.718, o valor mais elevado desde, pelo menos, final de dezembro de 2011, segundo dados da DGAEP.

© D.R.

No final dos primeiros seis meses deste ano, havia 18.718 prestadores de serviços em entidades da administração direta e indireta do Estado, dos quais 10.230 contratados à tarefa e 8.488 em avença, segundo os dados publicados na quinta-feira no site da Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP).

Entre 31 de dezembro de 2023 e 30 de junho deste ano, há mais 1.707 trabalhadores com vínculo precário, o equivalente a um aumento de cerca de 10%. É o valor mais alto da série iniciada em 31 de dezembro de 2011.

Já na comparação homóloga, isto é, face a 30 de junho de 2023, verifica-se uma subida de 157 trabalhadores em prestação de serviço, o equivalente a uma subida de cerca de 0,9% face aos 18.561 trabalhadores registados nesse período e cujo valor tinha tocado máximos de série.

A administração central é que a recorre mais a este tipo de modalidade contratual. No final de junho, existiam 10.068 trabalhadores em prestação de serviço, uma subida de 14,8% (mais 1.299) face a 31 de dezembro de 2023, mas um recuo de cerca de 3,6% (menos 371) na comparação homóloga.

Dos 10.068 trabalhadores com vínculos precários na administração central, 7.113 foram contratados à tarefa e 2.955 em avença.

Últimas de Economia

A procura de crédito à habitação e consumo por parte dos clientes particulares aumentou no primeiro trimestre deste ano, segundo o inquérito ao mercado de crédito do Banco de Portugal.
As famílias na zona euro pouparam menos no quarto trimestre de 2025, tendência acompanhada no conjunto da União Europeia (UE), segundo dados divulgados esta terça-feira, 28, pelo Eurostat.
O governador do Banco de Portugal comprou ações da Galp e da Jerónimo Martins já no exercício de funções, mas acabou obrigado pelo Banco Central Europeu (BCE) a desfazer os negócios por violarem as regras impostas ao cargo.
O CHEGA quer a administração da TAP no Parlamento para explicar uma nova sucessão de falhas na companhia, entre indemnizações polémicas, aviões parados e riscos financeiros que continuam a levantar dúvidas sobre a gestão da transportadora.
O valor mediano de avaliação bancária na habitação foi de 2.151 euros por metro quadrado em março, um novo máximo histórico e mais 16,5% do que no mesmo mês de 2025, divulgou hoje o INE.
O número de trabalhadores em 'lay-off' subiu 6,6% em março, em termos homólogos, e avançou 4,8% face a fevereiro, interrompendo um ciclo de três meses consecutivos em queda, segundo os dados divulgados pela Segurança Social.
O preço mediano dos alojamentos familiares transacionados em Portugal aumentou 16,8% em 2025 face ao ano anterior, situando-se nos 2.076 euros por metro quadrado (€/m2), divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a quinta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda e Itália.
O Banco de Portugal (BdP) registou um prejuízo de 1,4 milhões de euros em 2025, tendo recorrido a provisões para absorver parte do resultado, de acordo com o Relatório do Conselho de Administração divulgado hoje.
O endividamento do setor não financeiro, que inclui administrações públicas, empresas e particulares, aumentou 200 milhões de euros em fevereiro face a janeiro, para 862.100 milhões de euros, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).