Desemprego sobe para 6,7% em novembro, valor mais alto deste outubro de 2023

A taxa de desemprego situou-se nos 6,7% em novembro, 0,1 pontos percentuais acima de outubro e o valor mais elevado desde outubro de 2023, segundo dados provisórios divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

©️ Centro de Emprego

“A taxa de desemprego situou-se em 6,7%, valor superior ao de outubro (0,1 pontos percentuais), ao de agosto de 2024 (0,3 pontos percentuais) e ao de novembro de 2023 (0,2 pontos percentuais)”, avança o INE nas “Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego”.

Segundo refere, trata-se do nível “mais elevado desde outubro de 2023, quando igualou esse valor [6,7%]”.

De acordo com o INE, em novembro de 2024, a população desempregada (363,8 mil) aumentou 0,3% em relação ao mês anterior, 5,0% relativamente a três meses antes e 3,1% face a novembro de 2023.

Já a população empregada (5.107,0 mil) aumentou em relação ao mês anterior (1,5 mil, a que correspondeu uma variação relativa quase nula), a três meses antes (0,3%) e a um ano antes (1,3%), atingindo o valor mais elevado desde o início da série iniciada em fevereiro de 1998.

Em máximos desde o início da série fixou-se também a população ativa (5.470,9 mil), que aumentou relativamente a outubro de 2024 (2,6 mil, uma variação relativa quase nula), a agosto do mesmo ano (0,6%) e a novembro de 2023 (1,4%), enquanto a população inativa (2.484,1 mil) cresceu 0,3% face ao mês anterior e diminuiu 0,4% em relação a três meses antes e 0,3% em comparação ao mesmo mês de 2023.

Em novembro, a taxa de subutilização do trabalho situou-se em 11,0%, valor superior ao de outubro (0,1 pontos percentuais) e de agosto (0,2 pontos percentuais) e inferior relativamente ao de novembro de 2023 (0,6 pontos percentuais).

A subutilização do trabalho abrangeu 613,7 mil pessoas, valor superior ao de agosto do mesmo ano (602,4 mil), que correspondeu ao valor mais baixo desde fevereiro de 2011, quando se iniciou a sua análise.

Quanto à taxa de inatividade, manteve-se em 31,2% em novembro, o valor mais baixo observado desde o início da série.

O INE divulgou também hoje as estimativas definitivas do emprego e desemprego relativas ao mês de outubro de 2024, tendo confirmado a anterior previsão de uma taxa de desemprego de 6,6%.

De acordo com as estimativas definitivas relativas a outubro, a população desempregada (362,8 mil) aumentou face a setembro (1,2%) e julho de 2024 (3,7%) e a outubro de 2023 (0,8%).

Também a população empregada (5.105,5 mil) aumentou nesse mês relativamente aos três períodos de comparação: 0,1%; 0,9% e 1,4%, respetivamente.

Já a população ativa (5.468,3 mil pessoas) aumentou em relação ao mês anterior (0,1%), a três meses antes (1,1%) e a um ano antes (1,4%), enquanto a população inativa (2.476,1 mil) se manteve praticamente inalterada em relação ao mês anterior e diminuiu relativamente a três meses antes (1,7%) e ao mesmo mês de 2023 (0,2%).

Em outubro, a taxa de subutilização do trabalho situou-se em 10,9%, valor inferior ao dos três períodos de comparação: 0,1 pontos percentuais, 0,3 pontos percentuais e 0,7 pontos percentuais.

 

Últimas de Economia

Um estudo da Católica-Lisbon SBE revela que 85,1% dos inquiridos manifestam elevados níveis de preocupação com o acesso à habitação, enquanto 92,1% têm preocupação com a subida dos preços.
O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) vai aumentar em 2027 para milhares de proprietários portugueses, na sequência da atualização automática do Valor Patrimonial Tributário (VPT). A subida será de 3% para os imóveis destinados à habitação e de 4% para edifícios de comércio, serviços e indústria abrangidos pela atualização.
A editora Deco Proteste alertou hoje que alguns proprietários podem estar a pagar mais IMI do que deveriam, quando o valor patrimonial do imóvel não reflete a evolução de determinados fatores usados no cálculo do tributo.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) alertou que a plataforma IronFX e a entidade Notesco (BVI) Limited não estão autorizadas a exercer atividades de intermediação financeira em Portugal. Em comunicado, a CMVM alerta para o facto de nem a plataforma IronFX nem a entidade Notesco (BVI) Limited estarem autorizadas para o exercício de qualquer atividade de intermediação financeira em Portugal ou para qualquer outra atividade sob a sua supervisão.
O investimento público previsto para a habitação deverá sofrer uma redução de 63% em 2027, após o fim do financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A quebra surge num período em que o acesso à casa continua a representar uma dificuldade para muitas famílias.
O Governo português pretende eliminar as restrições às rendas nos novos contratos, classificando-as como uma medida ideológica. Contudo, 23 países da OCDE mantêm mecanismos de regulação dos preços, incluindo economias como a Alemanha, França e Estados Unidos.
O líder do CHEGA/Madeira, Hugo Nunes, afirmou que o partido votará contra o Orçamento Regional 2027 se não for incluído o diferencial de 30% no IVA, que visa reduzir o custo de vida dos madeirenses.
Comprar casa em Portugal nunca exigiu tanto esforço financeiro às famílias. O país atingiu, em 2025, o pior índice de acessibilidade à habitação desde 1995, liderando pela negativa uma lista de 33 países analisados pela OCDE. Na última década, os preços das casas mais do que duplicaram, enquanto os rendimentos cresceram apenas 33%.
O preço dos combustíveis para transporte individual na União Europeia teve um aumento homólogo de 31,4%, em setembro, segundo dados do serviço estatístico europeu, Eurostat.
O preço mediano dos 37.854 alojamentos familiares transacionados em Portugal aumentou 18,4% no segundo trimestre face ao período homólogo, para 2.445 euros por metro quadrado, divulgou o Instituto Nacional de Estatística.