Relação do Porto confirma perda de mandato de vereador por peculato

O Tribunal da Relação do Porto confirmou a condenação a três anos e seis meses de prisão, suspensa na sua execução, e perda de mandato do vereador da Câmara Municipal de Matosinhos António Correia Pinto por peculato.

© D.R

A Relação do Porto manteve a decisão da primeira instância “nos seus precisos e exatos termos” por estar “inteiramente correta”, refere o acórdão, a que a Lusa teve hoje acesso.

“Com efeito, atentando na concreta forma de atuação do arguido, ao dolo intenso e prolongado e em todas as consequências da sua conduta (…) e tendo presente os princípios da culpa, tipicidade, proporcionalidade e necessidade sempre o tribunal concluiria pela inaptidão do arguido para o exercício das respetivas funções, mostrando-se o efeito da perda do mandato essencial para a salvaguarda do município e da Câmara Municipal de Matosinhos”, lê-se na deliberação dos juízes desembargadores.

Segundo o documento, a perda de mandato não pode ser suspensa como aconteceu com a pena de prisão.

O acórdão, datado de 19 de fevereiro, ainda não transitou em julgado.

O vereador está acusado de ter usado entre julho de 2018 e agosto de 2019 (anterior mandato autárquico) uma viatura municipal em viagens pessoais, fora do exercício de funções públicas, nomeadamente em fins de semana, feriados e férias pessoais, fazendo-se transportar a si e outras pessoas, entre os quais, os familiares.

Entretanto, a 05 de fevereiro, António Correia Pinto, eleito pelo PS, anunciou que ia renunciar ao mandato com efeitos a partir de 01 de março.

Últimas do País

Um homem armado com uma espingarda foi visto a circular em plena via pública nas zonas de Alcântara e da Ajuda, em Lisboa, levando a PSP a montar uma operação policial de grande dimensão.
Manhã de tensão no Estabelecimento Prisional de Lisboa deixou sinais de alarme dentro da cadeia. Ainda assim, os guardas prisionais conseguiram travar a escalada apenas através da vigilância e negociação no interior do estabelecimento.
José Salgueiro, presidente da Junta de Freguesia de Tolosa eleito pelo PS, foi detido pela GNR por condução com uma taxa de álcool considerada crime. Em várias notícias, porém, houve um detalhe que desapareceu dos títulos: o partido do autarca.
O líder do CHEGA defendeu esta terça-feira que a Assembleia da República deve avançar com a eleição de três juízes do Tribunal Constitucional, mas só pode eleger o substituto do presidente quando José João Abrantes deixar efetivamente o cargo.
A maioria dos portugueses considera que Portugal deve assinalar tanto o 25 de Abril como o 25 de Novembro, segundo os dados de uma sondagem incluída no relatório ‘O 25 de Abril e a Democracia Portuguesa’.
A Polícia Judiciária (PJ) de Braga deteve em Sobral de Monte Agraço um homem de 44 anos suspeito de burlas com anúncios relativos a venda de máquinas de construção e ao arrendamento de alojamentos de férias, foi hoje anunciado.
Um advogado acusado no processo Operação Marquês confirmou hoje que entregou 10 mil euros ao motorista de José Sócrates a pedido do alegado testamento-de-ferro do antigo primeiro-ministro, mas garantiu nunca ter sentido estar a cometer crimes.
A despesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com medicamentos aumentou mais de 60% desde a pandemia, em 2020, ultrapassando pela primeira vez os 4.417 milhões de euros no ano passado.
A despesa das famílias com medicamentos ultrapassou os 966 milhões de euros no ano passado (+4,9%) e nos primeiros três meses deste ano já atingiu os 243 milhões, segundo os dados do Infarmed.
A Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) acordou três casos de sarampo e “quase 500 contactos de risco” no concelho de Beja, desde o início de abril, indicou hoje aquela entidade.